Companhia recebeu US$ 850 mi em novos investimentos em ações e reduziu a dívida e obrigações de arrendamento em aproximadamente US$ 2,5 bi
A Azul Linhas Aéreas anunciou a saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. O plano foi confirmado pela Justiça americana em 19 de dezembro de 2025 e passa a valer agora. A companhia afirma que reorganizou o caixa e encerrou um ciclo iniciado meses atrás.
Com o fim do processo, a empresa informa ter recebido US$ 850 milhões em novos aportes. Desse total, US$ 100 milhões vieram da United Airlines. Há ainda compromisso de US$ 100 milhões da American Airlines, sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A Azul também emitiu US$ 1,375 bilhão em novos títulos.
Segundo a companhia, a redução de dívidas com empréstimos e arrendamentos chegou a US$ 2,5 bilhões em relação ao período anterior ao pedido de recuperação. As despesas financeiras caíram mais de 50%. A dívida ligada ao arrendamento de aeronaves recuou 36%, e os custos de locação diminuíram cerca de um terço. A alavancagem líquida pro forma ficou abaixo de 2,5 vezes ao fim do processo.
A reestruturação foi concluída em menos de nove meses. Nesse período, a operação seguiu regular, de acordo com a empresa. Foram cerca de 800 voos diários, com índice de pontualidade de 85,1%. A companhia afirma que não houve redução da capacidade operacional.
Enquanto ajustava as finanças, a Azul registrou números históricos. Transportou 32 milhões de passageiros em 2025, o maior volume desde a fundação. Também foi apontada como a quarta companhia aérea mais pontual do mundo.
Atualmente, atende mais de 130 cidades em cerca de 250 rotas. A frota soma aproximadamente 175 aeronaves. Cerca de 80% dos aviões são de nova geração, com maior eficiência no consumo de combustível.
O processo contou com apoio de credores e parceiros estratégicos. Entre eles está a AerCap, principal arrendadora da empresa, além de fabricantes, fornecedores e companhias internacionais.
O presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que a empresa sai do Chapter 11 com balanço fortalecido e estrutura de capital mais estável. Ele destacou a atuação das equipes durante o período de incerteza e disse que a companhia está preparada para uma fase de crescimento disciplinado.
Com a nova estrutura financeira, a Azul projeta expansão com foco em eficiência. A empresa sustenta ter a maior malha aérea do País em número de cidades atendidas e rotas domésticas diretas.
O modelo de negócios inclui operações como Azul Cargo, Azul Viagens e o programa Azul Fidelidade, que ampliam as fontes de receita. A estratégia também prevê reforço em parcerias internacionais e consolidação no mercado doméstico.
Ao encerrar o Chapter 11, a Azul sinaliza ao mercado que superou um dos momentos mais delicados de sua trajetória. A combinação de corte de dívidas, novos investimentos e manutenção da operação reposiciona a companhia em um setor ainda marcado por custos elevados e forte concorrência.
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Jornalista pós-graduada em Comunicação Organizacional e especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação.
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