Festival feminino de Hip Hop em Goiânia é reconhecido com Selo IGUAL por promover igualdade no cenário musical brasileiro

Selo IGUAL busca tornar a indústria musical mais plural, garantindo representatividade real e combatendo a desigualdade de gênero nos palcos e bastidores

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  • . atualizado em 10/03/2026 às 14:48
BRABAS Festival foi criado em Goiás para celebrar e dar visibilidade ao hip hop feminino e trans (Foto divulgação)

O BRABAS Festival, criado em Goiás para celebrar e dar visibilidade ao hip hop feminino e trans, acaba de receber o Selo IGUAL, reconhecimento concedido pela plataforma Women’s Music Event (WME) a iniciativas que atuam com equidade de gênero no mercado da música.

Para conquistar o selo, é preciso ter pelo menos 50% da equipe artística e técnica composta por mulheres, pessoas trans e não-binárias. No BRABAS, esse índice chega a 100% , desde a curadoria até a produção. O BRABAS se soma agora a marcas e eventos como Natura Musical, Som Livre, Bananada, AltaFonte e UBC, já reconhecidos pelo selo.

A 2ª edição do BRABAS Festival, realizada em julho de 2025 em Goiânia, consolidou-se como um dos eventos mais potentes de valorização do protagonismo feminino na música e na cultura urbana em Goiás. Reunindo atrações inéditas, como Brisa Flow e Ebony, além de artistas locais de diferentes vertentes, como Kaemy, Rakel Reis & Anny Di, Casa de Arapô, Dj Iara Kevene, Madrinha Odara, Lilian Preta, La Princess Mila e Lara Evelin, além de um time feminino de produtoras, fotógrafas, comunicadoras e assistentes.

“ O reconhecimento do BRABAS Festival com o Selo IGUAL representa um marco para o hip hop feminino. Coloca Goiás no mapa nacional como um território onde a música e a representatividade caminham juntas, fortalecendo a presença de mulheres nos palcos e inspirando novas gerações de artistas ”, comemoram Kauara Sousa e Karen Veríssimo, produtoras e idealizadoras do BRABAS Festival.

Lançado pelo WME, o Selo IGUAL busca tornar a indústria musical mais plural, garantindo representatividade real e combatendo a desigualdade de gênero nos palcos e bastidores. Para o BRABAS, que desde sua primeira edição coloca mulheres e dissidências no centro, o reconhecimento é mais que institucional — é prova de que arte, política e representatividade andam juntas.


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Autor: Mari Magalhães

Mari Magalhães é jornalista, roteirista, assessora de imprensa e fotodocumentarista com mais de 10 anos de atuação na cultura goiana Seu foco está voltado para novos talentos da música urbana contemporânea, cinema e atividades da cena underground. Contato:[email protected]

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