Caso Tati e Micheli Machado: o que está por trás das perdas no final da gravidez e como evitar

Entenda os riscos que cercam o fim da gestação e as orientações médicas para evitar complicações fatais

Tati e Micheli Machado perderam os bebês já no final da gravidez (Foto: reprodução / Instagram)

O Brasil se comoveu com os relatos de Tati e Micheli Machado, que sofreram perda de gravidez ao perderem seus bebês ainda na reta final da gestação. Os casos ganharam repercussão nacional e levantaram um alerta urgente sobre os perigos que podem surgir de forma inesperada durante os últimos meses da gravidez. As perdas ocorreram após a interrupção dos batimentos cardíacos fetais, um fenômeno raro, porém devastador.

Segundo especialistas, esses episódios exigem atenção máxima durante todo o período gestacional. O médico Caio Couto, coordenador de obstetrícia e ginecologia do Hospital Anchieta, explica que o monitoramento contínuo é essencial para prevenir a perda gravidez. Mesmo com pré-natal adequado, algumas complicações podem evoluir sem apresentar sintomas evidentes.

“As complicações mais temidas na fase final da gestação são descolamento prematuro de placenta e insuficiência placentária. Mas ambas não são comuns. A pré-eclâmpsia e o diabetes gestacional acontecem numa frequência maior, mas quando diagnosticados e controlados podem trazer mais desfechos favoráveis”, declarou o especialista ao portal Terra.

Complicações ocultas no final da gravidez

Entre os principais fatores associados à morte fetal intrauterina e perda gravidez, estão infecções, malformações cardíacas, trombos na placenta e alterações severas no cordão umbilical. Essas condições comprometem o fluxo de oxigênio e nutrientes, podendo levar a um desfecho trágico, segundo alerta o médico.

A insuficiência placentária, por exemplo, pode se desenvolver sem sintomas claros. Quando não identificada a tempo, reduz a oferta de oxigênio ao feto. “São muitas as causas de insuficiência placentária, mas as mais comuns são doenças maternas como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional”, pontua Caio Couto.

Outros agravantes incluem lúpus, trombofilias, uso de drogas, tabagismo e gestações gemelares com compartilhamento de placenta. A idade da gestante também pesa: mulheres acima dos 35 anos apresentam maior vulnerabilidade a essas complicações.

Diagnóstico precoce salva vidas

Para evitar tragédias como as de Tati e Micheli Machado, a prevenção contra a perda da gravidez precisa ser prioridade. O médico destaca que o acompanhamento frequente e a observação dos movimentos fetais são fundamentais. “É importante observar a movimentação fetal, fazer o acompanhamento com frequência adequada, realizar exames como ultrassonografias, controlar a pressão arterial e estar atento aos sinais de alerta como sangramentos, perda de líquido e contrações com ritmo”, orienta.

Em casos de gestação de alto risco, é imprescindível o atendimento por equipes especializadas. A adoção de um estilo de vida saudável também tem peso decisivo. O médico recomenda evitar cigarro, álcool e drogas, além de manter uma dieta balanceada e realizar exercícios físicos com segurança.

“Ressalto a importância da alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos durante a gestação. Não existe gestação saudável com sedentarismo”, finaliza Couto. O alerta serve como um chamado à conscientização, especialmente para futuras mães que precisam de suporte, informação e cuidado em cada fase da gravidez.

Com informações do portal Terra.


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Autor: Pollyana Cicatelli

Jornalista pós-graduada em Comunicação Organizacional e especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação.

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