A goiana é a integrante do grupo Pipoca com mais seguidores da casa até agora
A goiana Chaiany atingiu 1 milhão de seguidores no Instagram ainda na segunda semana do BBB 26, tornando-se a primeira participante do grupo Pipoca a alcançar o número. O crescimento acelerado chama atenção pela origem simples, trajetória marcada por resistência e forte identificação do público com sua história.
Quando foi anunciada na Casa de Vidro do Centro Oeste, em 9 de janeiro, Chaiany tinha apenas 3.610 seguidores. Poucos dias depois, já figurava entre os nomes mais comentados da edição, impulsionada por dinâmicas decisivas e alta exposição no programa.
O salto de audiência ocorreu após o primeiro Sincerão da temporada, exibido na segunda feira 19. A virada digital foi celebrada no perfil oficial da sister na quarta feira 21, com a mensagem “Ela provou que a segunda chance era tudo o que ela precisava para brilhar”.
Natural de São João D’Aliança em Goiás, Chaiany foi criada em Ceilândia no Distrito Federal, em uma roça no Vale do Paranã, região que moldou sua identidade e discurso dentro da casa. A ligação com o estado é recorrente em suas falas e aparece como pilar de sua formação.
Antes do confinamento, o perfil da participante passou por mudanças até chegar ao atual @chaianydeandrade. Após um dia inteiro na Casa de Vidro, o número de seguidores já havia saltado para 27,9 mil.
Mesmo sem ser escolhida pelo público na votação inicial, Chaiany garantiu vaga ao resistir por mais de 120 horas no Quarto Branco. A prova extrema se tornou um dos primeiros marcos da edição. Na mesma dinâmica, o público escolheu Jordana, que hoje soma pouco mais de 300 mil seguidores, enquanto Chaiany seguiu crescendo fora da casa.

Aos 25 anos, Chaiany entrou no BBB com um objetivo claro de mudar de vida. Criada no interior goiano, começou a trabalhar aos 10 anos, ajudando nas atividades rurais da família. A maternidade chegou cedo. Aos 15 anos, engravidou da filha Lara e precisou interromper os estudos ao concluir o 1º grau, devido às limitações financeiras.
Lara nasceu com hidronefrose renal, condição em que apenas um rim funciona. A criança passou por cirurgias delicadas e hoje, aos 10 anos, vive bem, sendo a principal motivação da mãe, “Quando ela nasceu, não sabia o que estava fazendo da vida. Não sabia o que era hidronefrose, não sabia que ela não urinava, não sabia que a fralda tinha que ficar cheia. Aprendi a ser mãe no hospital. Era um bicho do mato, não sabia falar, conversar, me defender, nem defendê la”.
Chaiany relata uma relação fragilizada com parte da família, incluindo pai e irmãos. A vivência a fez chegar ao reality sem receio de rejeição externa. A sister afirma que já enfrentou exclusões suficientes fora do programa. Por isso, encara o jogo sem medo de cancelamentos, usando a própria história como escudo emocional.
“Minha maior dor é não ter condição de cuidar da minha filha, depender dos outros”, afirma, ao falar sobre o desejo de conquistar estabilidade financeira. Com humor afiado e postura direta, Chaiany diz que pretende mostrar sua personalidade intensa ao público. “Sou povão. Gosto de beber e xingo mesmo. Vão me chamar muito de ‘vtzera’”.
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Jornalista e pós-graduando em Marketing, apaixonado por comunicação e pela criação de conteúdo geek. Entusiasta de cultura, viagens e esportes, busca transformar informação e experiência em conteúdos claros, acessíveis e que realmente facilitem a vida das pessoas.
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