Cirurgia plástica começa com os exames pré-operatórios

Avaliação clínica completa, exames laboratoriais, investigação de trombofilia e controle de doenças crônicas são etapas essenciais para reduzir riscos e garantir um procedimento cirúrgico seguro

Cirurgia plástica começa com os exames pré-operatórios

A cirurgia plástica vai muito além da transformação estética. Antes de qualquer procedimento cirúrgico, existe uma etapa fundamental: os exames pré-operatórios. É nesse momento que a saúde é avaliada de forma integral, garantindo que o corpo esteja realmente preparado para passar por uma cirurgia.

A consulta com o cirurgião plástico não se limita a alinhar expectativas ou analisar aquilo que incomoda visualmente. Ela funciona como um check-up, onde iremos avaliar: histórico clínico, hábitos de vida, possíveis doenças pré-existentes e fatores de risco que podem interferir no procedimento e no pós-operatório.

Exames pré-operatórios

Sem os exames pré-operatórios e o risco cirúrgico – esse feito por um cardiologista -, não é possível fazer a cirurgia plástica. Exames de sangue permitem identificar anemia, alterações metabólicas, inflamações, distúrbios hormonais e avaliar o funcionamento de órgãos como fígado e rins. Já os exames de imagem complementam as informações ao mostrar, por exemplo, as mamas e o abdômen. Essas informações orientam decisões médicas importantes, permitem ajustes no planejamento cirúrgico e contribuem diretamente para a redução de riscos.

Mas precisa mesmo? A mamografia, por exemplo, é recomendada a partir dos 35 anos no pré-operatório e é obrigatória após os 50 anos para todas as pacientes. Já tive pacientes que diagnosticaram nódulos que precisaram de tratamento por serem Birads 4. Por isso, precisamos sempre olhar a fundo e com atenção cada exame.

Trombofilia: um cuidado que faz diferença no planejamento cirúrgico

Entre os exames solicitados, a investigação de trombofilia merece atenção especial. A trombofilia é uma condição, muitas vezes de origem genética, que aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos. Em cirurgias plásticas, principalmente aquelas mais longas, identificar essa predisposição é essencial.

São exames que, na maioria das vezes, são realizados apenas uma vez na vida, mas que fornecem informações valiosas. Detectar uma alteração não significa, necessariamente, impedir a cirurgia plástica. O objetivo é adaptar condutas, intensificar cuidados e garantir mais segurança durante todo o processo.

E se eu não tiver alteração, ainda assim preciso tomar as injeções de prevenção de trombose? Sim, é necessário. Isso porque toda e qualquer cirurgia – estética ou não – causa um trauma no organismo, podendo liberar trombos.

Doenças crônicas precisam estar controladas antes da cirurgia

Pacientes com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, podem realizar cirurgia plástica, desde que essas condições estejam bem controladas. Índices alterados aumentam o risco de complicações, prejudicam a cicatrização e interferem diretamente no pós-operatório.

Por isso, manter o acompanhamento médico e os exames em dia faz parte do planejamento cirúrgico e é determinante para um bom resultado.

Segurança e saúde são a base de qualquer resultado estético

A cirurgia plástica responsável começa muito antes do centro cirúrgico. Ela começa com exames em dia, protocolos bem definidos e uma relação médico-paciente baseada em confiança, informação e responsabilidade. Omitir uma doença ou uso de medicações – desde remédios para emagrecer até hormônios ou o famoso “chip da beleza” – pode sim aumentar seus riscos no procedimento.

Cuidar da estética sem considerar a saúde traz riscos. Segurança nunca deve ser negociável, e o check-up pré-operatório é o primeiro passo para um procedimento bem-sucedido.

Dr. Pablo Rassi Florêncio
Cirurgião Plástico – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
CRM-GO 14677 RQE 7719
Cirurgião Plástico em Goiânia – MedPlastic Consultórios
Meu contato: @drpablorassi | 62 98281-7372
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Dr Pablo Rassi. Cirurgião Plástico Goiânia
Autor: Pablo Rassi

Dr. Pablo Rassi Florêncio (CRM-GO 14677 | RQE 7719) é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Total Definer Master e certificado na técnica UGRAFT. Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, é preceptor de Cirurgia Plástica no Hospital do Câncer Araújo Jorge, atuando em reconstrução de mama e face. Especialista em contorno corporal, cirurgia mamária, rinoplastia, rejuvenescimento facial e tecnologias de retração de pele, dedica-se à combinação de segurança, técnica avançada e cuidado personalizado com o paciente. Atende em Goiânia, Goianésia, Uruaçu e por te medicina.

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