Diálise peritoneal amplia autonomia de pacientes e transforma tratamento renal no SUS em Goiás

Terapia permite que procedimento seja feito em casa e reduz deslocamentos longos para tratamento especializado

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  • . atualizado em 30/06/2026 às 17:25
Diálise peritoneal amplia autonomia de pacientes e transforma tratamento renal no SUS em Goiás

Pacientes com doença renal crônica atendidos pelo Sistema Único de Saúde passam a contar com uma alternativa que muda a rotina do tratamento em Goiás. A diálise peritoneal vem sendo ampliada na rede pública e surge como opção que permite realizar o procedimento em casa, reduzindo deslocamentos, aumentando a autonomia e oferecendo maior estabilidade clínica.

O tratamento já está disponível em policlínicas localizadas em Posse, Formosa e Goianésia, beneficiando moradores dessas regiões. A expansão diminui a necessidade de viagens até Goiânia, onde tradicionalmente se concentram centros especializados em terapias renais. A previsão é que o serviço também seja implantado em Quirinópolis.

A diálise peritoneal funciona utilizando o peritônio, uma membrana natural do corpo, como filtro para eliminar toxinas e excesso de líquidos. O método difere da hemodiálise convencional, que depende de equipamentos hospitalares e deslocamentos frequentes para clínicas especializadas. Após treinamento adequado, o paciente pode conduzir o tratamento em ambiente domiciliar.

A ampliação da diálise peritoneal em Goiás tem transformado a rotina de pacientes com doença renal crônica ao permitir que o tratamento seja realizado em casa, com mais conforto e autonomia. A terapia surge como alternativa à hemodiálise tradicional, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes até centros especializados e contribuindo para maior estabilidade clínica ao longo do tratamento.

Tratamento renal domiciliar em Goiás amplia autonomia de pacientes

Além dos benefícios clínicos, a diálise peritoneal modifica a dinâmica da vida diária dos pacientes. O método permite que o tratamento seja realizado sem interrupções prolongadas da rotina profissional e familiar. A possibilidade de permanecer em casa durante o procedimento reduz o desgaste físico e psicológico causado por deslocamentos constantes.

Essa mudança é especialmente relevante para moradores de cidades do interior. Muitos pacientes precisam viajar centenas de quilômetros várias vezes por semana para realizar hemodiálise, o que pode comprometer a qualidade de vida e dificultar a adesão ao tratamento. A nova abordagem permite maior flexibilidade e independência.

O avanço da diálise peritoneal em Goiás também representa um importante passo para a descentralização do atendimento renal, ampliando o acesso ao tratamento para moradores do interior do estado. Além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes, o método contribui para a organização do sistema público de saúde ao diminuir a demanda por vagas em clínicas e reduzir custos relacionados ao transporte e à estrutura hospitalar.

Método também contribui para organização do sistema público de saúde

Profissionais da área apontam que a terapia domiciliar também apresenta vantagens estruturais para o sistema público. O método exige menor infraestrutura hospitalar e reduz a demanda por vagas em clínicas de hemodiálise, que frequentemente operam com alta ocupação.

A redução de custos com transporte de pacientes também é considerada um fator importante. O modelo descentralizado facilita o acesso ao tratamento e melhora a distribuição dos serviços especializados no interior do estado. A ampliação do atendimento permite que mais pacientes iniciem o tratamento sem atrasos.

Atualmente, a diálise peritoneal ainda representa uma parcela pequena dos tratamentos renais no país. Enquanto cerca de 4% dos pacientes brasileiros utilizam o método, a região Centro-Oeste apresenta índice de aproximadamente 7%. A ampliação do serviço busca aumentar esse percentual e diversificar as opções terapêuticas disponíveis no SUS.

Tipos de diálise e como cada um é realizado

A diálise é um tratamento utilizado quando os rins perdem a capacidade de filtrar adequadamente o sangue. Sua principal função é remover o excesso de líquidos, eliminar substâncias tóxicas produzidas pelo metabolismo e ajudar a manter o equilíbrio de eletrólitos e do pH do organismo. Existem dois principais tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.

Hemodiálise

A hemodiálise é o método mais utilizado para tratar a insuficiência renal avançada. Nesse procedimento, o sangue do paciente é retirado do organismo por meio de um acesso vascular, geralmente uma fístula arteriovenosa, um enxerto ou um cateter. O sangue passa por um equipamento chamado dialisador, conhecido como “rim artificial”, onde ocorre a remoção das toxinas, do excesso de sais minerais e de água. Após a filtração, o sangue é devolvido ao organismo.

Em geral, as sessões são realizadas três vezes por semana e duram entre três e cinco horas, podendo ocorrer em clínicas especializadas ou, em alguns casos, na residência do paciente com treinamento adequado.

Diálise peritoneal

A diálise peritoneal utiliza o peritônio, membrana que reveste a cavidade abdominal, como filtro natural. Para realizar o tratamento, é implantado cirurgicamente um cateter no abdômen, por onde é introduzida uma solução de diálise. Essa solução permanece na cavidade abdominal por um período determinado, permitindo a troca de substâncias entre o sangue e o líquido por meio da membrana peritoneal. Depois desse tempo, o líquido, agora contendo resíduos e excesso de água, é drenado e substituído por uma solução nova.

A diálise peritoneal pode ser realizada de duas formas. Na diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC), as trocas do líquido são feitas manualmente pelo paciente várias vezes ao dia. Já na diálise peritoneal automatizada (DPA), uma máquina realiza as trocas automaticamente, geralmente durante a noite, enquanto o paciente dorme.


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Felipe Cordeiro
Autor: Felipe Cordeiro

Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.

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