Tecnologia acelera a manutenção preventiva e permite identificar falhas antes que afetem o fornecimento de energia
A Equatorial Goiás ampliou o uso de drones para monitorar a rede de distribuição de energia no estado. Atualmente, a concessionária conta com 51 aeronaves não tripuladas utilizadas em inspeções preventivas em áreas urbanas e rurais, permitindo que as equipes percorram até 30 quilômetros de rede elétrica por dia, quase cinco vezes mais do que nas inspeções convencionais realizadas em solo.
A adoção da tecnologia busca tornar a manutenção da infraestrutura elétrica mais rápida e precisa, principalmente em locais de difícil acesso. Com imagens de alta resolução, os drones ajudam a identificar desgastes, danos e outras irregularidades antes que elas provoquem interrupções no fornecimento de energia para os mais de 3,8 milhões de unidades consumidoras.
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Para o gerente de Manutenção e Automação da Equatorial Goiás, Frederico Guimarães, a utilização dos drones representa um avanço na forma como a rede elétrica é monitorada. Segundo ele, a tecnologia amplia a capacidade das inspeções, acelera os diagnósticos e permite planejar as manutenções com maior precisão.
“Com os drones, conseguimos ampliar muito a nossa capacidade de inspeção. Enquanto as equipes de solo inspecionam aproximadamente 6,5 km por dia, com essa tecnologia conseguimos inspecionar até 30 km por dia. Com isso, conseguimos mais agilidade e mais velocidade para fazer melhores diagnósticos e conseguir planejar as manutenções.”
Guimarães afirma que outro diferencial da tecnologia é a qualidade das imagens obtidas durante os voos, que permitem detectar irregularidades antes que elas causem impactos no sistema elétrico “Os drones registram imagens detalhadas e de alta definição. Com isso, conseguimos identificar as anomalias e antever possíveis problemas antes deles afetarem o fornecimento de energia.”
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Além de ampliar a eficiência das equipes, os drones permitem uma análise mais precisa das estruturas elétricas sem a necessidade de intervenções imediatas em campo. Os equipamentos conseguem captar informações de diferentes pontos da rede, facilitando a avaliação das condições de componentes como cabos, postes e isoladores e contribuindo para decisões técnicas mais assertivas.
As informações coletadas durante os voos também tornam o planejamento das manutenções mais preciso. Com um diagnóstico prévio das condições da infraestrutura, as equipes podem definir prioridades, direcionar recursos para os trechos que apresentam maior necessidade de intervenção e reduzir deslocamentos desnecessários, tornando as ações preventivas mais ágeis e eficientes.
O uso de drones em atividades de inspeção técnica vem se expandindo em diferentes setores da economia devido à capacidade de coletar imagens de alta precisão, reduzir custos operacionais e agilizar a obtenção de informações em campo. No agronegócio, a tecnologia é utilizada no monitoramento de lavouras, no mapeamento de áreas e na identificação de falhas no plantio.
Na mineração, os drones auxiliam na inspeção de barragens, taludes e outras estruturas, enquanto na construção civil são empregados em levantamentos topográficos, acompanhamento de obras e fiscalização de grandes empreendimentos. A versatilidade dos equipamentos tem ampliado sua aplicação em atividades que exigem rapidez, precisão e segurança.
No setor elétrico, os drones também vêm sendo incorporados por distribuidoras para tornar as inspeções mais ágeis e seguras, principalmente em linhas de distribuição localizadas em áreas de difícil acesso. As imagens obtidas permitem avaliar as condições da infraestrutura sem a necessidade de intervenções imediatas em campo.
O uso de drones no Brasil passou por uma transformação nos últimos anos. Inicialmente associados principalmente ao lazer e à produção de imagens, os equipamentos passaram a ser incorporados por empresas, órgãos públicos e profissionais de diferentes áreas devido ao avanço dos sensores, das câmeras e dos sistemas de controle.
A regulamentação da atividade contribuiu para ampliar a utilização dos drones no país. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabeleceram regras para cadastro, operação e segurança, criando parâmetros para o crescimento das aplicações profissionais.
Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.
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