Fenômeno solar cria efeito luminoso raro e pode ser visto parcialmente em regiões da América do Sul
No dia 17 de fevereiro, um eclipse solar anular poderá ser observado de forma parcial em regiões da América do Sul, África e Antártida. Já em 3 de março, ocorre um eclipse lunar total visível nas Américas, Ásia e Austrália. O calendário astronômico ainda prevê um eclipse solar total em 12 de agosto, com visibilidade na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e Portugal, além de um eclipse lunar parcial entre 27 e 28 de agosto, que poderá ser acompanhado nas Américas, Europa e África.
O eclipse solar anular acontece quando a Lua não cobre completamente o disco solar durante o alinhamento. A diferença ocorre porque o satélite pode estar em um ponto mais distante da Terra. Nesse cenário, parte da luz solar continua visível, criando o contorno brilhante característico do fenômeno.
O evento costuma mobilizar pesquisas científicas e despertar interesse popular em diferentes regiões do planeta. Além da beleza visual, o fenômeno permite estudos sobre comportamento atmosférico e luminosidade solar. Especialistas também utilizam o fenômeno para observar variações na temperatura e na incidência de luz natural.
Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o alinhamento da Lua entre a Terra e o Sol forma um “anel de fogo” brilhante ao redor da borda da estrela central. A explicação envolve a posição orbital do satélite, que influencia diretamente na aparência ao observar a partir da Terra.
Durante o eclipse anular, a Lua se posiciona no chamado apogeu, ponto em que está mais distante da Terra. Essa distância faz com que o diâmetro aparente da Lua pareça menor que o do Sol. Por causa dessa diferença visual, o satélite não consegue bloquear completamente a luz solar.
Esse contraste entre tamanhos aparentes permite a formação do anel luminoso que caracteriza o fenômeno. A intensidade da luz ao redor da Lua pode variar conforme a posição do observador e as condições atmosféricas locais. Em alguns casos, o brilho cria efeitos visuais que lembram uma coroa solar.
A observação segura do eclipse exige equipamentos adequados, como filtros solares certificados ou óculos específicos para astronomia. A exposição direta ao Sol, mesmo durante o fenômeno, pode causar danos permanentes à visão. Por isso, especialistas sempre alertam para a importância da proteção ocular.
Eventos desse tipo despertam grande mobilização em centros científicos, observatórios e grupos de astronomia amadora. O fenômeno também costuma incentivar ações educativas, aproximando o público da ciência e da observação do espaço.
O eclipse solar total acontece quando a Lua cobre completamente o disco do Sol. Nesse caso, a luz solar é bloqueada e o céu pode escurecer temporariamente em algumas regiões. Já no eclipse anular, parte do brilho solar permanece visível, criando o efeito circular luminoso.
Outra diferença importante envolve a posição orbital da Lua. No eclipse total, o satélite está mais próximo da Terra, aparentando tamanho suficiente para cobrir o Sol. Já no anular, a maior distância impede esse bloqueio completo da estrela.
Os dois fenômenos são considerados eventos de grande relevância científica e cultural. Registros históricos mostram que eclipses sempre despertaram curiosidade humana, sendo associados a estudos astronômicos e observações naturais ao longo dos séculos.
Além dos solares, também ocorrem eclipses lunares, que surgem quando a Terra fica entre o Sol e a Lua. Nesse cenário, o satélite entra na sombra terrestre e pode adquirir coloração avermelhada, fenômeno conhecido popularmente como Lua de Sangue.
Ao longo de um mesmo ciclo astronômico, diferentes eclipses podem ocorrer em diversas regiões do planeta. Esses eventos variam conforme o posicionamento orbital entre Terra, Lua e Sol. Cada fenômeno possui características próprias e níveis distintos de visibilidade.
Os eclipses solares costumam atrair maior atenção por causa do impacto visual e da raridade de observação total em determinadas localidades. Já os eclipses lunares podem ser vistos com maior facilidade, pois são observáveis em toda a parte noturna da Terra.
Especialistas ressaltam que acompanhar o calendário astronômico permite planejamento para observações seguras e estudos científicos. A divulgação dessas datas também amplia o interesse popular pela astronomia e pelos fenômenos naturais do espaço.
• 17 de fevereiro: Eclipse solar anular com observação parcial em regiões da América do Sul, África e Antártida
• 3 de março: Eclipse lunar total visível nas Américas, Ásia e Austrália
• 12 de agosto: Eclipse solar total observável na Groenlândia, Islândia, Espanha, Rússia e Portugal
• 27 a 28 de agosto: Eclipse lunar parcial visível nas Américas, Europa e África
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Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.
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