Eclipse solar pode causar “apagão” temporário; saiba onde será possível observar o anel de fogo

Fenômeno astronômico criará efeito visual impressionante e poderá escurecer o céu por alguns minutos em regiões específicas do planeta

Eclipse solar pode causar “apagão” temporário; saiba onde será possível observar o anel de fogo

Um fenômeno astronômico marcado para 17 de fevereiro de 2026 promete chamar atenção ao provocar um “apagão” temporário em partes do planeta Terra. Apesar do termo impactante, não há qualquer relação com falhas elétricas nem risco para a população. O evento será um eclipse solar anular, conhecido popularmente como “anel de fogo”, capaz de transformar o dia em crepúsculo por alguns minutos.

O espetáculo acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas está no apogeu, o ponto mais distante de sua órbita. Nessa configuração, o satélite natural não cobre totalmente o disco solar. O resultado é um círculo brilhante ao redor da Lua, formando uma borda luminosa intensa e rara. No auge do fenômeno, a redução da luz solar pode causar a impressão de que o céu escureceu repentinamente.

Onde observar o eclipse solar anular (anel de fogo)

O eclipse solar anular (anel de fogo) pode ser observado de forma total na Antártica e parcialmente no extremo sul da América do Sul. Argentina e Chile estarão entre os países com melhor visibilidade, além de áreas do sul da África. No Brasil, não será possível acompanhar o evento a olho nu, mas transmissões ao vivo e plataformas especializadas devem exibir cada detalhe do alinhamento celeste.

Especialistas lembram que eclipses solares são eventos previsíveis e estudados com antecedência. Não representam perigo quando observados corretamente. A orientação é clara: nunca olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada. Óculos específicos para eclipse com certificação ISO 12312-2 ou vidro de soldador grau 14 são os únicos métodos seguros. Óculos escuros comuns e soluções improvisadas não protegem a visão.

Como funciona o eclipse anular

O eclipse solar anular ocorre quando o diâmetro aparente da Lua é menor que o do Sol. Isso impede a cobertura completa da estrela e mantém visível um aro luminoso intenso. O alinhamento exato entre os três corpos celestes é o que torna o fenômeno possível e raro em determinadas regiões do planeta.

Durante alguns minutos, a luminosidade diminui e a temperatura pode cair levemente. Animais alteram o comportamento e o ambiente ganha tonalidade diferente. Mesmo sem o bloqueio total da luz solar, o impacto visual costuma impressionar observadores experientes e iniciantes na astronomia.

A trajetória do eclipse determina onde ele será visto em sua totalidade ou apenas parcialmente. No caso de 17 de fevereiro de 2026, a faixa principal cruzará áreas remotas, o que deve atrair cientistas e turistas interessados em registrar o fenômeno em condições ideais.

“Apagão”: outros eventos astronômicos previstos para 2026

O calendário astronômico de 2026 reserva ainda outros momentos aguardados por estudiosos e curiosos. Além do “apagão” (eclipse solar) em fevereiro, um eclipse lunar total (conhecido como “Lua de Sangue”) está previsto para o dia 3 de março. Nessa ocasião, a Lua ganhará coloração avermelhada ao atravessar a sombra da Terra.

Já em 12 de agosto, um eclipse solar total poderá ser visto em regiões como Groenlândia, Islândia e Espanha. Diferentemente do anular, nesse tipo de eclipse o Sol é completamente encoberto pela Lua, deixando o céu escuro por alguns minutos.

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Autor: João Pedro Oliveira

Apreciador de boas histórias, filmes e games. Repórter no portal Gazeta Culturismo.

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