Netflix divulga detalhes sobre o acidente com Césio-137 em Goiânia.
A Netflix revelou a primeira prévia e data de estreia de “Emergência Radioativa”, sua nova produção nacional. O trailer transporta o público de volta a 1987, revivendo o terror causado pelo acidente com o Césio-137, considerado o maior desastre radiológico do mundo ocorrido fora de uma usina nuclear. A prévia destaca o clima de medo e desinformação que tomou conta de Goiânia após a abertura de uma cápsula de radioterapia abandonada.
O tema da “Emergência Radioativa” é central e permeia cada aspecto do enredo. A trama, inspirada em fatos reais, acompanha catadores de um ferro-velho que encontram um pó azul brilhante em uma máquina hospitalar. O fascínio pelo material radioativo espalha a contaminação rapidamente entre familiares e vizinhos, desencadeando uma crise sanitária sem precedentes. Médicos e cientistas precisam agir contra o tempo para identificar a origem da contaminação e conter os danos antes que o número de vítimas aumentem.

Sob a direção geral de Fernando Coimbra (“O Lobo Atrás da Porta”), com episódios dirigidos também por Iberê Carvalho (“O Homem Cordial”), a série “Emergência Radioativa” reúne um elenco estelar. Johnny Massaro (“O Filho de Mil Homens”) interpreta Márcio, acompanhado por veteranos como Paulo Gorgulho (“Todo Dia a Mesma Noite”), Tuca Andrada (“Dona Beja”) e Bukassa Kabengele (“O Jogo que Mudou a História”). Participações especiais incluem Leandra Leal (“Coração Acelerado”) e Emílio de Mello (“Ângela Diniz: Assassinada e Condenada”).
O material divulgado inclui ainda depoimentos do elenco e da equipe sobre o desafio de reconstruir o trauma com sensibilidade, resgatando não apenas os fatos, mas também a dimensão emocional da tragédia, tão presente em cada emergência radioativa vivida pela população.
A série promete transportar o público para o cenário de caos vivido na época, combinando tensão, drama e suspense, e reforçando o compromisso da produção em honrar a memória das vítimas.
“Emergência Radioativa” chega ao catálogo da Netflix em 18 de março.
Goianienses do setor cultural criticaram a produção por ter sido gravada em locações fora da cidade, o que, segundo eles, prejudica a veracidade do registro histórico. O ex-secretário de Cultura de Goiânia, Eduardo de Souza, questionou a escolha. “Por que Goiânia está fora da série do Césio 137? A tragédia aconteceu aqui. As locações estão aqui. Os sobreviventes estão aqui. Os profissionais da cultura também. Então, por que a produção está sendo realizada em Sorocaba?”, indagou.
Para Cláudia Fernandes, produtora cultural renomada em Goiás, a cidade possui total estrutura para acolher qualquer série, principalmente “Emergência Radioativa“, com fatos que ocorreram no local. “Não é pelo protagonismo de estar à frente. Foi nessa cidade, a gente passou por isso, a gente viveu isso. Então eu acho que é um erro levar as gravações para outro lugar”, acredita.
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Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.
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