Entre a naturalidade e o volume desejado, o mais importante é respeitar o que faz sentido para você hoje
O início dos anos 2000 marcou o auge da busca pelas próteses de mama. Era o momento em que ter seios maiores, com o colo marcado e projetado, era um desejo amplamente compartilhado entre mulheres de diferentes idades. A prótese de silicone, naquele contexto, se tornou símbolo de autoestima, feminilidade e poder.
Nos últimos anos, no entanto, tenho percebido um movimento crescente de mulheres que chegam ao consultório com o desejo de realizar o explante mamário — ou seja, a retirada das próteses. Esse movimento vem acompanhado de uma mudança de estilo de vida, de uma nova relação com o próprio corpo e, muitas vezes, da vontade de resgatar uma aparência mais natural.
Cada caso é único, mas, no geral, a decisão de retirar as próteses está relacionada ao fato da mulher não se identificar mais com o volume atual ou desejar um contorno mais natural; sintomas físicos ou desconforto com o implante; e até preocupações com a longevidade do silicone e a necessidade de futuras trocas.
Mas é importante deixar claro: isso não é uma tendência de massa. Ainda há muitas pacientes que desejam aumentar o volume das mamas e conquistar o colo projetado com a ajuda do implante de silicone — e isso também é absolutamente legítimo.
Na maioria dos casos, a simples retirada da prótese não é suficiente para um bom resultado estético. É comum associar o procedimento à mastopexia (lifting das mamas), para reposicionar os tecidos e corrigir a flacidez resultante da ausência do volume. Nestes casos, podemos usar o próprio tecido – quando há o suficiente – como “um preenchedor, uma prótese” para trazer um colo e volume, ou em associar ou usar o enxerto de gordura como aliado, ajudando preencher áreas específicas da mama com volume e até desenhando um pouco mais do colo.
A técnica da enxertia — feita com a gordura da própria paciente, processada com segurança — vem sendo uma excelente aliada para quem deseja naturalidade com leve volume. Mas é fundamental alinhar expectativas: o resultado com gordura não substitui o da prótese, principalmente em quem tinha implantes grandes (como 400ml ou mais). A ideia aqui é buscar harmonia com o biotipo da paciente, respeitando seus desejos e seus limites anatômicos.
Tratar o explante como uma “moda” seria um erro. O que estamos vendo é uma evolução no olhar da mulher sobre si mesma. Algumas buscam o volume. Outras, a naturalidade. O importante é ter informação, liberdade de escolha e suporte profissional qualificado para tomar a melhor decisão.
O corpo muda. As fases da vida também. E é papel da cirurgia plástica acompanhar essa jornada com técnica, ética e empatia – — seja ela quem busca a primeira prótese ou quem deseja removê-la.
Dr. Pablo Rassi Florêncio
Cirurgião Plástico – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
CRM-GO 14677 RQE 7719
Cirurgião Plástico em Goiânia – MedPlastic Consultórios
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Dr. Pablo Rassi Florêncio (CRM-GO 14677 | RQE 7719) é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Total Definer Master e certificado na técnica UGRAFT. Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, é preceptor de Cirurgia Plástica no Hospital do Câncer Araújo Jorge, atuando em reconstrução de mama e face. Especialista em contorno corporal, cirurgia mamária, rinoplastia, rejuvenescimento facial e tecnologias de retração de pele, dedica-se à combinação de segurança, técnica avançada e cuidado personalizado com o paciente. Atende em Goiânia, Goianésia, Uruaçu e por te medicina.
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