Festival terá curtas, longas e filmes em desenvolvimento
O Festival Internacional de Cinema de Goiânia (GIFF) abriu as inscrições para sua 4ª edição, que será realizada entre 18 e 23 de novembro, na capital goiana. Reconhecido como o único festival internacional de cinema de Goiás que reúne produções de diferentes durações e temáticas em uma mesma programação, o evento anunciou novidades para 2026, incluindo duas novas mostras competitivas e uma premiação inicial de R$ 27 mil, valor que ainda poderá ser ampliado antes da realização do festival.
Os interessados têm até 7 de agosto para inscrever curtas-metragens, longas-metragens e filmes em fase de finalização, conhecidos no mercado audiovisual como Work in Progress (WIP). As inscrições são realizadas pela plataforma FilmFreeway, utilizada internacionalmente por festivais de cinema para seleção de obras.
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Entre as principais novidades está a criação de duas novas mostras competitivas, ampliando as oportunidades para realizadores brasileiros e estrangeiros. Também foi anunciada uma mostra realizada em parceria com o Laboratório Universitário de Memória Audiovisual (LUMINAV), da Universidade Estadual de Goiás (UEG), coordenado pela professora Geórgia Cynara.
Segundo o cofundador do festival, Cássio Domingos, o crescimento do evento tem refletido diretamente na qualidade das produções inscritas.
“Acreditamos que a cada nova edição, e quanto mais consolidado o festival fica, mais filmes maduros e independentes de autor a gente recebe. A expectativa é a melhor possível”, enfatiza.
O GIFF informa que a comissão julgadora será formada por profissionais do setor audiovisual brasileiro e internacional, responsáveis pela avaliação das obras participantes das três mostras competitivas.
As inscrições permanecem abertas até 7 de agosto e contemplam diferentes formatos de produção audiovisual. Podem participar:
A seleção será realizada pela curadoria oficial do festival, responsável por definir a programação da edição de 2025.
A edição deste ano distribuirá, inicialmente, R$ 27 mil em premiações, além dos tradicionais troféus entregues aos vencedores. Os prêmios previstos são:
A organização informa que o valor total da premiação poderá ser ampliado até o início do festival, conforme disponibilidade de novos apoios.
Desde sua criação, o Festival Internacional de Cinema de Goiânia tem como foco a valorização do cinema independente, abrindo espaço para produções autorais, experimentais e narrativas que normalmente encontram menos oportunidades de circulação comercial.
Uma das características que diferencia o evento é a ausência de restrições quanto à duração dos filmes exibidos, permitindo que curtas e longas-metragens compartilhem a programação e estabeleçam diálogo entre diferentes linguagens, estilos e nacionalidades.
Além das sessões de exibição, o festival promove debates entre realizadores, pesquisadores e público, fortalecendo o intercâmbio cultural e o desenvolvimento do audiovisual.
A edição de 2026 foi aprovada pelo Programa Goyazes, mecanismo de incentivo à cultura administrado pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO), voltado ao financiamento de projetos culturais por meio de incentivo fiscal.
O projeto começou a ser desenvolvido em 2016, quando os fundadores Vanessa Goveia, especialista em Cinema e Audiovisual, e Cássio Domingos, com formação em Direito Internacional, iniciaram as discussões para criar um festival internacional em Goiás.
Apesar do planejamento iniciado naquele ano, a primeira edição ocorreu apenas em 2022, após aprovação no edital da Lei Aldir Blanc, política pública criada pelo Governo Federal para apoiar o setor cultural durante a pandemia de Covid-19.
Nas edições seguintes, o evento passou a contar com apoio do Programa Goyazes, ampliando sua estrutura e inserção no calendário cultural goiano.
A proposta do GIFF surgiu a partir da identificação de uma lacuna na programação cultural de Goiás: a inexistência de um festival internacional que aceitasse produções sem limitação de duração e reunisse mostras competitivas e não competitivas em um mesmo ambiente.
Ao longo de suas primeiras edições, o festival também passou a estimular conexões entre cineastas brasileiros e representantes de festivais internacionais. Segundo a organização, a experiência adquirida pelos fundadores em eventos realizados na América Latina e na Europa contribuiu para ampliar o intercâmbio entre realizadores, distribuidores e profissionais do mercado audiovisual.
Jornalista pós-graduada em Comunicação Organizacional e especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação.
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