Goiânia supera 1,5 mi de habitantes, tem a 4ª menor taxa de desemprego e está entre as capitais com maior renda do Brasil

Levantamento do IBGE revela crescimento populacional, envelhecimento dos moradores, indicadores de emprego e a posição da capital goiana em rankings nacionais de economia e arborização

Goiânia supera 1,5 milhão de habitantes e está entre as capitais com maior renda do Brasil

Goiânia ultrapassou a marca de 1,5 milhão de habitantes e figura entre as capitais brasileiras com os maiores rendimentos médios do trabalho e as menores taxas de desemprego. Os números fazem parte de um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 21 de outubro de 2026, que reúne indicadores sobre a população, a economia e as características urbanas da cidade.

Preparado para o aniversário de 93 anos da capital, o levantamento também revela mudanças no perfil dos moradores. A população está envelhecendo, a participação dos jovens diminuiu e aproximadamente um em cada quatro habitantes nasceu em outro estado brasileiro.

Na infraestrutura urbana, Goiânia aparece como a segunda capital com maior percentual de moradores em vias arborizadas e ocupa a quinta posição nacional em extensão de áreas urbanizadas. A cidade também está entre as dez capitais com maior Produto Interno Bruto (PIB), considerando os dados de 2023.

As informações foram extraídas de pesquisas do IBGE, incluindo o Censo Demográfico de 2022, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e o levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil 2022.

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Renda média dos trabalhadores de Goiânia chega a R$ 5.496

O rendimento do trabalho é um dos indicadores que colocam Goiânia entre as primeiras posições do país. No segundo trimestre de 2026, o rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal foi de R$ 5.496, o sexto maior entre as capitais brasileiras.

O valor ficou acima dos registrados em São Paulo (R$ 5.431), Belo Horizonte (R$ 5.130) e Rio de Janeiro (R$ 5.027). No mesmo período, a média nacional foi de R$ 3.621.

Florianópolis liderou o ranking, com R$ 6.861, seguida por Porto Alegre (R$ 6.402), Curitiba (R$ 6.134), Brasília (R$ 6.007) e Vitória (R$ 5.982).

A evolução dos rendimentos também aparece na série histórica da PNAD Contínua. No segundo trimestre de 2018, a média registrada em Goiânia era de R$ 3.967. O indicador ultrapassou R$ 5 mil em períodos de 2025 e 2026.

O resultado mais recente, de R$ 5.496, é o segundo maior da série disponível, ficando atrás apenas dos R$ 5.718 registrados no primeiro trimestre de 2026.

Goiânia tem a quarta menor taxa de desemprego entre as capitais

O mercado de trabalho também apresenta indicadores favoráveis. Entre abril e junho de 2026, a taxa de desocupação em Goiânia ficou em 3,6%, equivalente a aproximadamente 32 mil pessoas de 14 anos ou mais que estavam sem trabalho e procuravam uma ocupação.

O percentual foi o quarto menor entre as capitais brasileiras. Apenas Cuiabá (2,3%), Palmas (2,6%) e Campo Grande (3,1%) registraram taxas inferiores. Na comparação nacional, a desocupação atingiu 5,4% no segundo trimestre de 2026.

A pesquisa identificou 855 mil pessoas ocupadas em Goiânia. O maior grupo era formado por trabalhadores dos serviços e vendedores do comércio e de mercados, com 206 mil pessoas, o equivalente a 24% do total.

Os profissionais das ciências e intelectuais apareciam em seguida, com 157 mil trabalhadores (18,3%). Técnicos e profissionais de nível médio somavam 103 mil (12%), enquanto trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção e de outros ofícios reuniam 100 mil pessoas (11,7%).

Apesar da baixa desocupação, a informalidade aumentou na capital. No segundo trimestre de 2026, 310 mil trabalhadores estavam em ocupações informais, representando 36,3% do total de pessoas ocupadas.

O percentual superou os 31,6% registrados nos três primeiros meses do ano e atingiu o maior nível desde o primeiro trimestre de 2020, quando a informalidade havia alcançado 37,7%. Mesmo com a alta, o indicador de Goiânia permaneceu abaixo da média brasileira de 37,4%.

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População de Goiânia ultrapassa 1,5 milhão de habitantes

Goiânia alcançou aproximadamente 1,503 milhão de habitantes em 2025, de acordo com a PNAD Contínua. O número representa crescimento de 0,5% em relação a 2024, quando a pesquisa apontava 1,495 milhão de moradores.

A série histórica mostra uma expansão da população ao longo dos últimos anos. Em 2012, a cidade contabilizava aproximadamente 1,376 milhão de habitantes, cerca de 127 mil a menos que em 2025.

As mulheres continuam sendo maioria na capital, representando 52,4% da população. A proporção supera a registrada em Goiás e no Brasil, onde a participação feminina era de 51,2% em ambos os casos.

O levantamento também revela uma mudança na distribuição dos habitantes por idade. Em 2025, 16,6% dos moradores de Goiânia tinham 60 anos ou mais, percentual superior aos 14,1% registrados no ano anterior. Em 2012, a participação dessa faixa etária era de 9,5%.

Apesar do crescimento recente, a proporção de idosos já havia alcançado índices superiores em 2022 (16,9%) e 2023 (17,9%). As mulheres representam a maior parte da população idosa da capital. Entre os moradores com pelo menos 60 anos, elas correspondiam a 60,6% do total em 2025. Enquanto isso, a participação da população com menos de 20 anos diminuiu. Esse grupo representava 28,2% dos habitantes em 2012, mas passou a responder por 21,7% em 2025.

Mais de 372 mil moradores de Goiânia nasceram em outros estados

A presença de pessoas vindas de outras regiões brasileiras é uma característica importante da composição populacional da cidade.

Segundo o Censo Demográfico de 2022, 372.827 moradores de Goiânia nasceram fora de Goiás, o equivalente a 26,1% da população da capital naquele levantamento. O Maranhão era o estado de nascimento do maior número desses residentes, com 56.585 pessoas, correspondentes a 15,2% dos migrantes brasileiros.

Minas Gerais aparecia na segunda posição, com 55.954 moradores (15%), seguido por Tocantins, com 50.424 (13,5%), e Bahia, com 42.704 (11,5%). O levantamento também identificou mudanças na origem dos migrantes ao longo dos anos.

Em 2010, Minas Gerais ocupava a primeira posição entre os estados de nascimento dos brasileiros vindos de outras unidades da Federação e residentes em Goiânia, representando 18,9% desse grupo. Na época, o Maranhão aparecia na quarta colocação, com 12,6%. A participação de pessoas nascidas fora de Goiás passou de 24,8% da população da capital em 2010 para 26,1% em 2022.

Goiânia possui a quinta maior área urbanizada do Brasil

O avanço da ocupação urbana é outro aspecto apresentado pelo IBGE. Conforme o estudo Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, Goiânia possui 304,42 quilômetros quadrados de área urbanizada, a quinta maior extensão entre os municípios brasileiros. A capital goiana ficou atrás de São Paulo (911,08 km²), Brasília (633,24 km²), Rio de Janeiro (620,43 km²) e Curitiba (331,81 km²).

O levantamento foi elaborado a partir da interpretação de imagens de satélite e permite identificar a distribuição das áreas ocupadas pelas cidades, além de espaços como loteamentos vazios e vazios intraurbanos.

Entre os municípios de Goiás, Aparecida de Goiânia apresentou a segunda maior extensão urbanizada, com 137,81 km², seguida por Anápolis (101,14 km²), Luziânia (83,89 km²) e Caldas Novas (55,65 km²).

No conjunto do estado, Goiás contabilizava 2.080,2 km² de áreas urbanizadas em 2022, a maior extensão entre as unidades da Federação do Centro-Oeste. O resultado superou os registros de Mato Grosso (1.256,7 km²), Mato Grosso do Sul (864,9 km²) e Distrito Federal (633,2 km²).

Goiânia é a segunda capital mais arborizada do Brasil, segundo indicador do IBGE

A presença de árvores nas vias públicas também coloca Goiânia entre as primeiras posições do país. Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que 89,6% dos moradores da capital vivem em logradouros com pelo menos uma árvore. Esse é o segundo maior percentual entre as capitais brasileiras, atrás apenas de Campo Grande, que registrou 91,4%.

O indicador considera a proporção de moradores em vias arborizadas, e não a extensão total de cobertura vegetal da cidade. Goiânia já ocupava a segunda posição no levantamento de 2010, quando o percentual era de 88,8%. Em 2022, houve crescimento de 0,8 ponto percentual.

Palmas aparece na terceira colocação, com 88,7%, seguida por Curitiba (85,2%) e Brasília (84,2%). A média brasileira foi de 66% dos moradores vivendo em vias com árvores.

No ranking estadual, Goiás registrou 81,8%, ocupando a quarta posição entre as unidades da Federação. O resultado representou avanço em relação a 2010, quando o percentual era de 76,8% e o estado aparecia na sétima colocação.

Goiânia está entre as capitais com menos moradores em favelas

O Censo Demográfico de 2022 identificou 25.616 moradores em favelas e comunidades urbanas de Goiânia.

Em números absolutos, a capital apresentou a terceira menor população residente nessas áreas entre as 27 capitais brasileiras. Apenas Campo Grande, com 7.862 habitantes, e Boa Vista, com 16.009, registraram contingentes inferiores.

Na outra ponta do levantamento estavam São Paulo, com aproximadamente 1,72 milhão de moradores em favelas e comunidades urbanas, Rio de Janeiro, com 1,35 milhão, e Manaus, com 1,15 milhão. Em Goiânia, a comunidade Quebra Caixote concentrava o maior número de residentes nessa classificação, com 2.340 pessoas.

Na sequência apareciam Residencial JK (1.454 moradores), Vila Bandeirantes (1.375), Jardim Novo Mundo XXII (1.222) e Emanuelli (1.154). Também estavam entre as comunidades mais populosas Fazenda Guarantã, com 1.022 habitantes, Vila Roriz (955), Parque Industrial (829), Vila Monticelli (791) e Colônia Santa Marta (736).

Quanto ao perfil dos moradores dessas áreas, o Censo identificou 14.691 pessoas pardas, 7.575 brancas e 3.261 pretas. As faixas etárias de 20 a 24 anos, com 2.204 habitantes, e de 15 a 19 anos, com 2.044, reuniam os maiores contingentes populacionais.

PIB de Goiânia chega a R$ 75,8 bilhões e está entre os dez maiores das capitais

A economia de Goiânia também aparece entre as maiores do país quando são considerados os resultados do Produto Interno Bruto municipal. Em 2023, o PIB de Goiânia alcançou R$ 75,8 bilhões, o maior valor a preços correntes da série histórica iniciada em 2002.

O resultado representou crescimento nominal de aproximadamente 14,3% em relação a 2022, quando a economia municipal movimentou R$ 66,3 bilhões. Essa variação considera os valores monetários de cada ano, sem descontar os efeitos da inflação.Em valores absolutos, o acréscimo foi de R$ 9,5 bilhões.

Os dados também mostram uma trajetória de aumento do PIB nominal após a retração registrada em 2020. Em 2021, o indicador havia alcançado R$ 59,9 bilhões, avançando nos dois anos seguintes.

Com o resultado de 2023, Goiânia ocupou a décima posição entre as capitais com maior PIB do Brasil.

A capital goiana ficou imediatamente atrás de Salvador, que registrou R$ 76,7 bilhões, e à frente de Recife, com R$ 66,4 bilhões. São Paulo liderava o ranking, com R$ 1,07 trilhão, seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 418,5 bilhões) e Brasília (R$ 365,7 bilhões).

Os números integram as estatísticas do PIB dos Municípios, elaboradas pelo IBGE em parceria com órgãos estaduais de estatística e outras instituições públicas.


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Autor: Pollyana Cicatelli

Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo

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