Evento reúne leilões milionários, genética de ponta e ação social para famílias neurodivergentes na capital goiana
Goiânia se prepara para sediar, entre os dias 20 e 22 de agosto, o Império Marchador 2026, no Parque Agropecuário de Goiânia. O evento reúne leilões de alto padrão, provas de marcha, genética equina e uma programação voltada às famílias, e é idealizado pelo criador Lutriênio Reis, diretor Social do Núcleo dos Criadores de Cavalos Mangalarga Marchador de Goiás (NCCMMGO) e proprietário do Haras Império Reis.
A tropa reunida para a ocasião soma aproximadamente 130 animais e está avaliada em torno de R$ 30 milhões. Entre os destaques estão os cavalos Espirro do Altarego e Kodak Beira Rio, exemplares de alta performance ranqueados entre os melhores da raça Mangalarga Marchador, cada um avaliado em mais de R$ 1 milhão. Apesar do peso financeiro dos animais de elite, a organização garante espaço para criadores de menor porte, com lotes a partir de R$ 5 mil.
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Além dos exemplares milionários, o evento contempla a venda de frações de animais, sêmen e embriões, ampliando as possibilidades de negócio para diferentes perfis de compradores. Segundo Lutriênio Reis, a proposta é justamente equilibrar tradição e acessibilidade dentro do universo da criação de cavalos de marcha.
“Teremos animais de altíssimo valor, inclusive exemplares que terão frações comercializadas, além da venda de sêmen e embriões. Mas também teremos animais para todos os perfis de compradores, desde quem está começando na criação até os grandes investidores”, destaca Lutriênio Reis.
O Império Marchador não é uma iniciativa isolada. Uma edição anterior do evento, realizada em junho de 2025 no Parque de Exposições de Goiânia, reuniu cerca de 150 animais e projetou cerca de R$ 2 milhões em negócios, segundo reportagem da Revista Horse. A edição de agosto de 2026 amplia a proporção financeira do encontro, com uma tropa avaliada em valor muito superior.
A programação começa na quinta-feira, 20 de agosto, com a chegada dos animais ao Parque Agropecuário para visitação pública e treinamentos na pista ao longo do dia. À noite, às 18h30, ocorre o leilão de animais de Marcha Batida, andamento caracterizado por maior apoio diagonal e passada mais cadenciada.
Na sexta-feira, 21 de agosto, o meio-dia é reservado à Queima do Alho, tradicional confraternização entre criadores e convidados, seguida às 18h30 pelo leilão de animais de Marcha Picada, andamento com maior apoio lateral e passada mais rápida, considerada a marcha de referência da raça.
Um dos pontos centrais da programação é a ação de responsabilidade social voltada a famílias de pessoas com TDAH, TEA e outras neurodivergências. A atividade inclui atendimento gratuito com equipe multidisciplinar e permite que o público vivencie o universo do Mangalarga Marchador por meio da interação com os cavalos e com cães terapeutas. Também estão previstas atividades infantis, distribuição de pipoca e algodão doce, além de orientações sobre direitos das pessoas neurodivergentes.
A iniciativa amplia o alcance do evento para além do público tradicional de criadores, aproximando o universo equestre de famílias que buscam experiências terapêuticas e inclusivas.
No sábado, 22 de agosto, a partir das 8h, acontece a Copa de Marcha do Mangalarga Marchador, reunindo cavalos atletas em disputa. O dia é planejado como o momento de maior circulação de público, com espaço para que crianças e jovens conheçam de perto os cavalos, interajam com a raça em ambiente acolhedor e aproveitem brinquedos gratuitos e uma ampla área gastronômica.
Segundo os organizadores, o objetivo é transformar o sábado em um dia de esporte, convivência e inclusão, mostrando que o universo do Mangalarga Marchador pode ser vivido por toda a família, e não apenas por criadores e investidores.
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O Mangalarga Marchador é considerado a maior raça de equinos de sela do país, com mais de 600 mil exemplares registrados, segundo dados do portal CompreRural. A raça nasceu há mais de dois séculos na Comarca do Rio das Mortes, no sul de Minas Gerais, a partir do cruzamento de um garanhão da raça Alter, de origem portuguesa, com éguas nativas da região.
O registro genealógico oficial dos animais é responsabilidade da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), fundada em 16 de julho de 1949 em Belo Horizonte e credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A entidade reúne mais de 27 mil associados distribuídos em 57 núcleos regionais e organiza cerca de 650 eventos anuais entre leilões, exposições, copas de marcha e provas esportivas, segundo reportagem da Gazeta do Povo.
O Brasil possui o quarto maior rebanho equino do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, México e China, com cerca de 5,5 milhões de cavalos. De acordo com dados preliminares do Estudo do Complexo do Agronegócio do Cavalo, conduzido pelo professor Roberto Arruda, da Esalq/USP, o setor equino movimenta cerca de R$ 30 bilhões por ano no país, com a criação do Mangalarga Marchador representando parcela relevante desse mercado.
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Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo
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