“Love Kills”: filme brasileiro de terror mistura vampiros, romance e caos urbano

Produção ambientada no centro de São Paulo aposta em atmosfera densa, crítica social e narrativa intensa para conquistar o público

Love Kills: filme brasileiro mistura vampiros, romance e caos urbano em estreia no cinema

O filme “Love Kills” chega aos cinemas apostando em uma mistura incomum de terror, romance e crítica social, ambientado em um cenário urbano marcado por tensão e decadência. A produção dirigida por Luiza Shelling Tubaldini já revelou cartaz e trailer, destacando o tom sombrio da narrativa.

A história se passa no centro de São Paulo e acompanha personagens inseridos em um ambiente marcado pela marginalidade e pelo desgaste social. A proposta é construir uma narrativa que une fantasia e realidade, explorando conflitos humanos em meio a um universo carregado de simbolismo.

Com distribuição da O2 Play, o longa aposta em uma estética urbana intensa e em personagens complexos. O cenário da cidade funciona como elemento central da trama, influenciando diretamente o desenvolvimento da história.

A produção também chama atenção por inserir elementos do gênero vampírico em um contexto contemporâneo, aproximando o fantástico da realidade cotidiana.

Trama acompanha relação entre vampira e humano em cenário de tensão

Na história, a jovem Helena, uma vampira imortal interpretada por Thais Lago, desperta o interesse de Marcos, um garçom vivido por Gabriel Stauffer. O encontro entre os dois personagens conduz a narrativa por caminhos imprevisíveis.

À medida que Marcos se aproxima de Helena, ele começa a descobrir segredos ligados ao submundo da cidade. A relação entre os dois evolui em meio a conflitos, revelações e riscos constantes. O envolvimento do personagem humano com esse universo desconhecido coloca sua própria existência em perigo. A trama se constrói a partir dessa tensão entre desejo, curiosidade e sobrevivência.

O filme utiliza essa relação para explorar temas como vulnerabilidade, poder e limites entre o humano e o sobrenatural.

Adaptação de “Love Kills” traz mistura de gêneros e crítica social

“Love Kills” é inspirado na graphic novel homônima de Danilo Beyruth e leva para o cinema uma narrativa que combina elementos de terror, romantasia e crítica social. A adaptação busca manter o tom original da obra, ampliando sua dimensão visual.

A história utiliza o universo fantástico como ferramenta para discutir questões urbanas e sociais. O cenário degradado e os personagens marginalizados ajudam a construir uma narrativa com múltiplas camadas.

A proposta é equilibrar ação e reflexão, criando uma experiência que vai além do entretenimento tradicional. O filme aposta em uma abordagem estética e narrativa mais densa. Essa combinação de gêneros contribui para diferenciar o longa dentro do cinema nacional contemporâneo.

Direção aposta em estética urbana e referências cinematográficas

Segundo a diretora, “filmar no centrão de São Paulo é um privilégio, talvez o lugar do mundo que mais se equipare a uma “Gotham City“, ou até mesmo “Blade Runner“, uma cidade que tem toda uma variedade de vida, convivendo e dividindo o mesmo lugar, ora em conflitos sem solução, ora com uma fluidez inesperada”.

A fala evidencia a proposta estética do filme, que utiliza o espaço urbano como elemento narrativo. A cidade não aparece apenas como cenário, mas como parte ativa da construção da história. A escolha do centro de São Paulo reforça o contraste entre fantasia e realidade. O ambiente contribui para criar uma atmosfera densa e visualmente impactante.

Filme “Love Kills” ganha destaque em festivais e amplia expectativa para estreia

Antes da estreia comercial, “Love Kills” já passou por importantes festivais internacionais e nacionais. O longa participou do Festival de Sitges, na Espanha, considerado referência no gênero fantástico. A produção também integrou a programação do Festival do Rio 2025, onde conquistou o prêmio de Melhor Som. O reconhecimento contribui para ampliar a visibilidade do filme.

Além disso, o longa foi exibido na 49ª Mostra Internacional de Cinema e também integra a programação do BIFFF, na Bélgica. A circulação em festivais reforça o potencial da obra. A recepção em diferentes eventos indica um interesse crescente pelo projeto, especialmente entre fãs de cinema de gênero.

Diretora constrói trajetória consolidada no cinema nacional

Luiza Shelling Tubaldini tem mais de 20 anos de atuação no cinema, com experiência como produtora e roteirista. Ao longo da carreira, participou de diversos projetos e produções audiovisuais.

Entre os trabalhos anteriores, destaca-se “A Princesa da Yakuza”, que alcançou grande repercussão ao entrar no top 10 da Netflix no Brasil por dez dias. O filme também figurou entre os mais assistidos no mundo na semana de estreia.

Com estreia prevista para 21 de maio, o filme “Love Kills” marca uma nova fase na trajetória da diretora, que aposta em uma narrativa mais autoral e ousada no cinema brasileiro.

Veja o trailer de “Love Kills”


Felipe Cordeiro
Autor: Felipe Cordeiro

Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.

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