Malunga promove encontro pelo Bem Viver e fortalecimento de mulheres negras

A ação integra projeto contemplado pelo edital Enfrentando o Racismo a Partir da Base, do Fundo Brasil de Direitos Humanos

Malunga promove encontro pelo Bem Viver e fortalecimento de mulheres negras (Foto divulgação)

No próximo dia 30 de agosto, o Grupo de Mulheres Negras Malunga realiza a Oficina de Autocuidado Coletivo e Ancestral com o tema “O Bem Viver das Mulheres Negras e Periféricas – Estamos em Marcha”. O evento, gratuito e aberto à comunidade, será realizado no Jardim América, a partir das 14h, reunindo mulheres negras em torno de partilhas, saberes ancestrais e práticas de fortalecimento coletivo.

Mais do que um espaço formativo, a oficina propõe um mergulho em dimensões que frequentemente são invisibilizadas: memória, espiritualidade e autocuidado como práticas políticas. Em um país onde a vida das mulheres negras ainda é atravessada pelo racismo estrutural, pela violência institucional e pelo sexismo, falar de bem viver é ato de sobrevivência e afirmação.

O Grupo Malunga, que há anos atua em Goiás, é uma das referências na luta contra o racismo e o sexismo no Centro-Oeste. Sua prática combina articulação política, formação, cuidado coletivo e memória ancestral, reafirmando que o feminismo negro é um dos pilares fundamentais para a construção de uma sociedade verdadeiramente democrática, plural e livre de opressões.

Ao falar de “Bem Viver”, tema central da Marcha das Mulheres Negras 2025, o conceito aponta para uma perspectiva que confronta o modelo individualista e excludente que rege a vida urbana contemporânea. O bem viver não é apenas bem-estar individual, é o direito de todas a existir em dignidade, com saúde, segurança e liberdade. É também a valorização da cultura afro-brasileira como patrimônio vivo que sustenta caminhos de transformação social.

Este encontro também conta com a presença de Mães Pela Paz Goiás, movimento formado por famílias vítimas da letalidade policial, reforça a centralidade da luta pelo direito à vida da juventude negra nas periferias. A ação integra o projeto “Omi Okun Malunga: fortalecendo as águas Malunga”, contemplado pelo edital Enfrentando o Racismo a Partir da Base, com financiamento do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Saiba mais sobre a oficina das Mulheres Negras Malunga pelo instagram @grupo.malunga.


Este conteúdo é de total responsabilidade de seu colunista, que colabora de forma independente com o portal Gazeta Culturismo. Portanto, a Culturismo Comunicação Ltda não se responsabiliza pelos materiais apresentados por este autor.


Autor: Mari Magalhães

Mari Magalhães é jornalista, roteirista, assessora de imprensa e fotodocumentarista com mais de 10 anos de atuação na cultura goiana Seu foco está voltado para novos talentos da música urbana contemporânea, cinema e atividades da cena underground. Contato:[email protected]

Copyright © 2024 // Todos os direitos reservados.