Espetáculo realizado em praças e escolas do município aproxima arte, educação e inclusão
O artista Saracura do Brejo tem garantido a presença de espetáculos circenses em praças públicas em Goiás. E a passagem do espetáculo “O Bambolero” pelo município de Jaraguá-GO, no fim de novembro, é prova disso. Muito mais do que uma apresentação artística, a circulação realizada por meio do Edital Ocupa Goiás nº 3/2025 revela a importância do circo como ferramenta cultural, formativa e acessível, sobretudo quando se volta para escolas e instituições que atendem pessoas com deficiência.
A estreia na Praça do Coreto, no dia 30 de novembro, transformou o espaço público em arena de encantamento. Crianças, jovens e adultos foram envolvidos por um universo de improviso, trapalhadas e humor, elementos que fazem do circo uma linguagem universal. Mas foi no dia seguinte, durante as sessões especiais para o Colégio Estadual Diógenes de Castro Ribeiro, Colégio Monte Claro e a APAE, que o espetáculo reafirmou seu sentido social: levar a arte para quem, muitas vezes, tem pouco acesso a esta experiência cultural.

Em um contexto em que a escola busca ampliar repertórios sensíveis e criativos, espetáculos como “O Bambolero” tornam-se fundamentais. Eles atravessam a rotina escolar com riso espontâneo, escuta atenta, espaço para imaginar. E para o público da APAE, o encontro com o circo representa não só entretenimento, mas a garantia de acessibilidade cultural.
Com mais de uma década de estrada, o espetáculo combina palhaçaria clássica, habilidades circenses e referências às antigas trupes itinerantes, recuperando a memória afetiva de um circo que circulava de praça em praça, de comunidade em comunidade. Saracura do Brejo, com seus 20 anos de trajetória, domina a arte do improviso e transforma cada apresentação em algo único, moldado pelo encontro com o público, característica central do circo popular.

A circulação por Jaraguá integra uma política pública que reconhece o valor das artes de rua e incentiva a ocupação de espaços públicos como forma de democratizar o acesso à cultura. Este projeto contribui também para que tradições circenses continuem vivas, dialogando com novas gerações e reafirmando que o circo, quando chega, chega para todos.
Em tempos em que o acesso à cultura ainda é desigual, O Bambolero lembra que o riso coletivo é um direito e uma experiência de pertencimento. E que o circo, com sua simplicidade e seu brilho, segue sendo uma das formas mais potentes de aproximar arte, educação e inclusão.

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Mari Magalhães é jornalista, roteirista, assessora de imprensa e fotodocumentarista com mais de 10 anos de atuação na cultura goiana Seu foco está voltado para novos talentos da música urbana contemporânea, cinema e atividades da cena underground. Contato:[email protected]
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