Sony anuncia reajuste nas assinaturas do PS Plus após alta no preço do PS5 e mercado de games vive nova onda de aumentos
A Sony confirmou um novo aumento nos preços da PlayStation Plus, serviço de assinatura usado por jogadores de PS4 e PS5 para acessar partidas online, baixar jogos mensais e obter descontos exclusivos. O reajuste na PlayStation Store começou em 20 de maio e atinge planos mensais e trimestrais em regiões selecionadas, enquanto consumidores já demonstram forte reação nas redes sociais.
A assinatura mensal do plano PlayStation Essential passará a custar US$ 10,99 (aproximadamente R$ 55,00). Já o plano trimestral sobe para US$ 27,99 (aproximadamente R$ 140,00) considerando a cotação do real nesta segunda-feira (25). Segundo a empresa, o aumento foi motivado pelas “condições atuais do mercado”. A Sony ainda não confirmou como os novos valores afetarão os assinantes brasileiros.
A companhia informou que clientes atuais não serão impactados imediatamente, exceto usuários da Turquia e da Índia. O reajuste passa a valer apenas quando houver alteração, cancelamento ou renovação do plano ativo. Até agora, a empresa não revelou mudanças nos preços das modalidades Extra, Premium ou na assinatura anual.
O anúncio acontece poucos meses depois da alta no preço do PlayStation 5. Em março, a Sony elevou o valor do console em diferentes países e atribuiu a decisão às “pressões contínuas no cenário econômico global”. O movimento acompanha um cenário de custos elevados em toda a indústria de videogames.
A indústria vem sofrendo impacto direto do encarecimento de componentes eletrônicos, da disputa por semicondutores impulsionada pela inteligência artificial e das tensões econômicas internacionais. O preço das memórias utilizadas em consoles e placas de vídeo disparou nos últimos meses, pressionando fabricantes e consumidores.
A Nintendo também anunciou reajustes recentes. O Switch 2 subirá de US$ 449,99 para US$ 499,99 nos Estados Unidos e de €469,99 para €499,99 em boa parte da Europa. No Reino Unido, o novo preço ainda será divulgado oficialmente.
Enquanto isso, a Sony tenta equilibrar um cenário delicado. As vendas do PlayStation 5 caíram no último ano fiscal, mesmo com o console permanecendo entre os mais procurados do mercado. Ainda assim, a companhia projeta crescimento nos lucros da divisão de games até março de 2027.
Parte dessa confiança está ligada ao lançamento de “Grand Theft Auto 6”, considerado um dos jogos mais aguardados da década. O novo título da Rockstar deve movimentar bilhões e impulsionar assinaturas online, já que o modo multiplayer exige uma conta ativa da PlayStation Plus.
Nas redes sociais, jogadores reagiram com irritação ao anúncio. Um usuário escreveu: “Jogos online deveriam ser gratuitos… não faz sentido termos que pagar para jogar online.”
Outro comentário ironizou a justificativa usada pela empresa: “As ‘condições de mercado’ estão presentes na sala conosco?”
Os aumentos não estão limitados à Sony. A Microsoft também reajustou o Xbox Game Pass Ultimate nos últimos meses, elevando o serviço para US$ 29,99 antes de reduzir o valor para US$ 22,99 em abril. Já o preço do Xbox Series S passou de US$ 379,99 para US$ 399,99.
O avanço dos custos também atingiu os jogos. O lançamento de “Mario Kart World” por US$ 79,99 virou símbolo da nova faixa de preço adotada pela indústria. Analistas apontam que os títulos AAA estão cada vez mais caros de produzir e exigem investimentos bilionários.
“O motivo pelo qual tantas partes dos jogos estão ficando mais caras ao mesmo tempo é que toda a cadeia está sob pressão”, disse James Sheridan, CEO da Sheridan Technologies e ex-engenheiro de firmware da HP. “A indústria está sendo pressionada por todos os lados.”
Sheridan cita tarifas, aumento no custo de hardware e a disputa por semicondutores entre empresas de tecnologia como fatores decisivos para a escalada dos preços. Segundo ele, os consumidores agora enfrentam gastos contínuos depois da compra inicial do console.
Dan Mazei, ex-chefe de comunicação da Activision Blizzard e sócio da All Tangled Roots, afirma que o custo de desenvolvimento também pesa. “Os preços dos jogos continuarão a subir, já que os ciclos de desenvolvimento permanecem longos e extremamente caros”, disse Mazei.
Apreciador de boas histórias, filmes e games. Repórter no portal Gazeta Culturismo.
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