Sinais de LER/DORT exigem atenção e podem indicar risco à saúde do trabalhador

Especialista alerta que sintomas iniciais, como dor, formigamento e perda de força, não devem ser ignorados no ambiente de trabalho

Sinais de LERDORT exigem atenção e podem indicar risco à saúde do trabalhador

Os primeiros sinais de LER/DORT muitas vezes surgem de forma discreta, mas podem evoluir rapidamente quando não recebem atenção adequada. Dores persistentes, sensação de formigamento e fadiga muscular estão entre os sintomas que indicam que o corpo já sofre impacto das atividades repetitivas no trabalho.

De acordo com a advogada Karoline, especialista em saúde ocupacional e CEO do escritório Monteiro AKL, ignorar esses sintomas pode trazer consequências sérias para o trabalhador. “agravar o quadro de saúde, como também comprometer o reconhecimento do nexo entre a doença e o trabalho. Quanto mais cedo o trabalhador buscar orientação e registrar o problema, maiores são as chances de garantir seus direitos”, alerta Karoline.

Quando os sintomas são negligenciados, a condição pode evoluir para quadros mais complexos que afetam diretamente a capacidade de realizar tarefas profissionais e até atividades simples do cotidiano.

O que são LER/DORT

As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) correspondem a um conjunto de doenças que afetam músculos, tendões, nervos e articulações, geralmente provocadas pela repetição constante de movimentos, esforço excessivo ou postura inadequada durante a jornada de trabalho. Essas condições são comuns em atividades que exigem digitação contínua, uso prolongado de equipamentos ou execução repetitiva de tarefas, podendo causar dor, inflamação, limitação de movimentos e redução da capacidade laboral quando não diagnosticadas e tratadas precocemente.

Formigamento e dormência estão entre os primeiros sinais

Um dos alertas mais frequentes é o formigamento ou dormência, especialmente nos dedos e nas mãos. Essa sensação pode surgir durante o expediente ou mesmo ao acordar, indicando possível compressão ou irritação dos nervos.

Segundo Karoline, esse sintoma costuma representar um estágio inicial de sobrecarga do sistema musculoesquelético. “O formigamento não deve ser normalizado. Ele mostra que o sistema musculoesquelético já está sendo afetado e que a continuidade da atividade pode agravar o quadro”, explica a CEO.

Esses sinais aparecem com frequência em profissionais que realizam movimentos repetitivos ou permanecem por longos períodos na mesma posição durante a jornada de trabalho.

Perda de força e fadiga muscular também preocupam

Outro sinal importante envolve fadiga muscular excessiva e perda de força. Trabalhadores podem começar a perceber dificuldade para segurar objetos simples ou executar tarefas rotineiras. A sensação de fraqueza, tremor ou cansaço persistente nos braços e mãos costuma indicar que a lesão já ultrapassou o estágio inicial de adaptação do corpo.

“Muitos trabalhadores relatam que começam a ter dificuldade em atividades simples do dia a dia, o que demonstra que a lesão já ultrapassou o estágio inicial de adaptação do corpo”, destaca a advogada, quando esse estágio é alcançado, a recuperação tende a ser mais lenta e pode exigir afastamento do trabalho ou tratamento prolongado.

LER/DORT: diagnóstico precoce ajuda a evitar o agravamento da condição

Ao perceber os primeiros sinais, especialistas recomendam que o trabalhador não insista na atividade sem realizar ajustes. Pequenas mudanças no ambiente laboral podem fazer grande diferença na prevenção de lesões.

Entre as medidas mais indicadas estão pausas regulares, adequação ergonômica do posto de trabalho, alongamentos e alternância de tarefas ao longo da jornada. Caso os sintomas continuem, a orientação é procurar avaliação médica especializada para identificar o problema e iniciar o tratamento adequado. “Quanto mais cedo o diagnóstico é feito, maiores são as chances de reversão do quadro e de preservação da capacidade laboral”, orienta Karoline.

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Felipe Cordeiro
Autor: Felipe Cordeiro

Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.

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