Serviço de Saúde do Viajante orienta sobre vacinas, prevenção de doenças e cuidados antes de viagens nacionais e internacionais
Planejar uma viagem envolve escolher o destino, organizar a hospedagem e preparar as malas. Mas existe um cuidado que pode passar despercebido: a prevenção de problemas de saúde relacionados ao deslocamento. Para ajudar nessa preparação, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente orientações e serviços voltados à saúde do viajante, tanto para quem pretende conhecer outras regiões do Brasil quanto para quem vai ao exterior.
A assistência preventiva considera fatores como clima, condições sanitárias, alimentação e riscos de doenças infecciosas nos locais visitados. Dependendo do roteiro, o viajante pode precisar atualizar vacinas, receber orientações específicas ou adotar medidas adicionais de proteção.
A recomendação é procurar atendimento preferencialmente entre 4 e 8 semanas antes da viagem. Esse prazo permite avaliar as necessidades individuais e organizar a vacinação, especialmente quando determinados imunizantes precisam ser administrados com antecedência.
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Os serviços de Saúde do Viajante oferecem orientações preventivas de acordo com o destino, a duração da estadia e as características de cada pessoa. O atendimento pode ocorrer em unidades da rede pública, ambulatórios especializados, hospitais universitários e instituições de infectologia.
Durante a avaliação, o profissional de saúde analisa o itinerário e verifica a necessidade de atualização da carteira de vacinação. Entre as doenças consideradas estão febre amarela, sarampo, rubéola, poliomielite, difteria, tétano e raiva, conforme as recomendações aplicáveis a cada situação.
Também podem ser abordados cuidados com alimentação, consumo de água, prevenção de picadas de insetos, transporte de medicamentos e proteção durante atividades ao ar livre.
Quando necessário, o viajante recebe orientações sobre medicamentos de uso contínuo, prescrições médicas e itens que podem compor um kit de primeiros socorros.
O agendamento depende da instituição responsável e pode ser disponibilizado por telefone, e-mail, WhatsApp, formulário eletrônico ou presencialmente. Todos os contatos estão disponíveis neste link.
A orientação é buscar avaliação médica preferencialmente de 30 dias a 8 semanas antes do embarque, considerando o tempo necessário para atualizar a vacinação e adotar outras medidas preventivas.
A vacina contra a febre amarela, por exemplo, deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem para pessoas que precisam receber a primeira dose.
O Ministério da Saúde recomenda que os viajantes conheçam previamente as condições sanitárias e epidemiológicas do destino. Essa avaliação é importante porque os riscos variam entre regiões, inclusive dentro do território brasileiro.
Quem utiliza medicamentos continuamente também deve consultar um profissional de saúde sobre a quantidade necessária para o período fora de casa e as condições adequadas de armazenamento.
É recomendável manter os remédios em suas embalagens originais, acompanhados das respectivas prescrições, especialmente durante deslocamentos internacionais.
A atualização da carteira de vacinação está entre as principais medidas preventivas recomendadas pelo Ministério da Saúde. Para viagens internacionais, é importante verificar as exigências sanitárias do país de destino e de eventuais locais de conexão.
Entre os imunizantes que podem ser avaliados estão:
As vacinas recomendadas pelo Programa Nacional de Imunizações são oferecidas gratuitamente nos serviços públicos, conforme os critérios de indicação.
Em determinadas viagens, também pode ser necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), documento utilizado para comprovar a vacinação contra a febre amarela quando exigido pelas autoridades do destino.
O atendimento especializado pode ser encontrado em instituições de saúde de diferentes regiões do país. Entre os centros mencionados pelo Ministério da Saúde estão unidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os endereços e contatos constam neste link. Antes do deslocamento, é importante confirmar diretamente com cada instituição a disponibilidade do serviço, os horários e as condições de agendamento.
Em outras localidades, o viajante pode procurar a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde para obter informações sobre vacinação e serviços de orientação disponíveis.
Além da vacinação, o Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas relacionadas à alimentação, hidratação, higiene e proteção contra insetos.
Em destinos de clima quente, a ingestão regular de líquidos ajuda a reduzir o risco de desidratação. O uso de roupas confortáveis, calçados fechados, chapéus e protetor solar também contribui para uma viagem mais segura. A exposição direta ao sol deve ser evitada, especialmente entre 10h e 16h.
Na alimentação, a orientação é priorizar estabelecimentos com condições adequadas de higiene e evitar produtos crus, malcozidos ou armazenados incorretamente. Os cuidados incluem atenção especial aos frutos do mar e aos laticínios não pasteurizados.
Para viagens à Região Amazônica, o Ministério da Saúde recomenda cautela com o consumo de produtos como açaí e bacaba quando não houver garantia de processamento adequado.
A higienização frequente das mãos, principalmente antes das refeições e depois do contato com superfícies compartilhadas, também é uma medida importante.
A prevenção de picadas de mosquitos deve fazer parte do planejamento de viagens para regiões com circulação de doenças transmitidas por vetores. O Ministério da Saúde orienta o uso de repelentes, roupas que cubram a maior parte do corpo e hospedagens com telas de proteção nas portas e janelas.
Em áreas com transmissão de malária, recomenda-se atenção especial ao período entre o anoitecer e o amanhecer, quando há maior atividade de determinados mosquitos transmissores.
Durante trilhas e atividades de ecoturismo, calças compridas, camisas de mangas longas e sapatos fechados ajudam a diminuir a exposição a insetos e carrapatos.
Gestantes e mulheres que podem engravidar devem receber orientações específicas antes de visitar regiões com transmissão de doenças como Zika e malária.
O contato com animais domésticos ou silvestres exige atenção, principalmente quando ocorre mordedura, arranhadura ou exposição da pele lesionada à saliva. Nessas situações, a orientação é lavar imediatamente a região com água corrente e sabão e procurar atendimento médico para avaliação do risco de raiva e outras infecções.
Em acidentes com animais peçonhentos, como serpentes, aranhas e escorpiões, a recomendação é evitar procedimentos caseiros e buscar assistência médica imediatamente.
Durante caminhadas em áreas naturais, também é importante verificar roupas e calçados antes de utilizá-los, observar onde apoiar as mãos e evitar mexer em buracos ou tocas.
Nas praias, o contato com águas-vivas e caravelas pode provocar lesões dolorosas. O Ministério da Saúde recomenda compressas frias protegidas por tecido, uso de vinagre a 5% em situações indicadas e avaliação médica quando necessária. A região atingida não deve ser esfregada, e o uso de água doce pode agravar determinadas lesões.
Para quem pretende visitar outros países, o Ministério da Saúde orienta cuidados adicionais com alimentos, bebidas e possíveis exposições a doenças infecciosas.
O consumo de água e alimentos de procedência duvidosa pode provocar problemas gastrointestinais, incluindo episódios de diarreia e vômitos. Nessas situações, a reposição de líquidos e sais minerais é fundamental. O uso de sais de reidratação oral é recomendado para compensar as perdas provocadas pela diarreia, enquanto bebidas esportivas não devem substituir essa solução no tratamento.
Também é importante evitar contato direto com animais desconhecidos e observar as condições sanitárias dos locais visitados.
Pessoas em tratamento contínuo devem planejar o transporte dos medicamentos antes do embarque, respeitando as exigências das companhias aéreas e as regras sanitárias dos países envolvidos.
Brasileiros que fazem tratamento com antirretrovirais e precisam permanecer no exterior por períodos superiores a 90 dias podem ter acesso a procedimentos específicos para retirada antecipada dos medicamentos.
Segundo as orientações do Ministério da Saúde, a medida contempla situações de viagem internacional para trabalho, estudo ou intercâmbio. A solicitação pode ser realizada na Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) até 30 dias antes da viagem, mediante apresentação da documentação exigida.
Entre os documentos previstos estão comprovantes da viagem, relatório médico com informações sobre o tratamento e justificativa para a dispensação antecipada, além da prescrição correspondente.
O procedimento é tratado na Nota Informativa nº 55/2018, do Ministério da Saúde.
Outro recurso disponível para determinados viajantes é o Certificado de Direito à Assistência Médica (CDAM).
O documento decorre de acordos previdenciários entre o Brasil e Portugal, Itália e Cabo Verde e permite, nas condições previstas, o atendimento na rede pública de saúde desses países conforme as regras aplicáveis aos cidadãos locais.
A documentação necessária varia de acordo com o destino e a condição do solicitante.
Para brasileiros com destino a Portugal, é necessário apresentar RG, CPF, passaporte válido e comprovante de residência no Brasil.
Já para Itália e Cabo Verde, também é exigida comprovação de vínculo com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O pedido pode ser realizado por meio do Portal de Serviços do Governo Federal.
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Durante a permanência no Brasil, viajantes nacionais e estrangeiros podem procurar os serviços públicos de urgência e emergência quando necessário.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) funciona 24 horas por dia e atende situações como acidentes graves, problemas cardiorrespiratórios, intoxicações, afogamentos, queimaduras graves e outras emergências.
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) também prestam assistência a pacientes com quadros agudos, realizam avaliação inicial e encaminham os casos que necessitam de atendimento hospitalar de maior complexidade.
Entre os principais contatos de apoio estão:
Em situações de violência sexual, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação e acesso às medidas de prevenção de infecções sexualmente transmissíveis e gravidez, quando indicadas.
Outras informações sobre cuidados e saúde do viajante estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde.
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