Crescimento também alcança transplantes de rins e eleva número de doadores efetivos no Estado
Goiás ampliou em 25% o número de transplantes de medula óssea em 2025, na comparação com 2024. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde, com base na Central Estadual de Transplantes, e indicam avanço nos procedimentos de alta complexidade realizados no Estado.
No mesmo período, os transplantes de rins cresceram 20,5%. O desempenho acompanha o aumento geral de procedimentos e a ampliação da capacidade da rede pública estadual voltada à doação e ao transplante de órgãos.
Ao longo de 2025, Goiás realizou 844 transplantes. Desse total, 555 foram de córneas, 176 de rins e 94 de medula óssea. Também foram registrados 9 transplantes de fígado, 6 de pâncreas e 4 de tecido músculo esquelético.
O Estado alcançou 117 doadores efetivos de órgãos. Esse é o maior número da série histórica. A recusa familiar apresentou queda, passando de 68% em 2024 para 66% em 2025.
A maior parte dos transplantes foi realizada no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi, o HGG. A unidade respondeu por cerca de 99% dos transplantes de órgãos feitos em Goiás no período analisado.
Nos últimos anos, o hospital se tornou o principal centro transplantador do Estado. A concentração dos transplantes permitiu maior integração entre equipes médicas, estrutura hospitalar e logística de captação de órgãos.
De acordo com a Secretaria da Saúde, o crescimento nos transplantes reflete ajustes operacionais e ampliação da capacidade técnica. O foco esteve nos procedimentos de maior complexidade, como os renais e de medula óssea.
A gerente da Central Estadual de Transplantes da SES, Katiuscia Freitas, avalia o período como um marco na evolução do sistema estadual. Segundo ela, “O Estado avançou de forma significativa nos procedimentos de maior complexidade, como os transplantes renais e de medula óssea. No eixo da doação, alcançamos o maior número de doadores efetivos da série histórica, fortalecendo a base estrutural do sistema e criando condições concretas para expansão futura da atividade transplantadora”.
A redução na taxa de recusa familiar é vista como um dos fatores que impactaram diretamente o aumento dos transplantes. A diferença de 2 pontos percentuais, embora discreta, representa dezenas de oportunidades adicionais de doação.
A Central Estadual de Transplantes atribui essa mudança a ações de sensibilização e à qualificação das equipes que atuam na abordagem às famílias. O processo ocorre em conjunto com hospitais e serviços de emergência.
A Secretaria da Saúde afirma que os dados servirão de base para o planejamento das ações nos próximos anos.
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Jornalista e pós-graduando em Marketing, apaixonado por comunicação e pela criação de conteúdo geek. Entusiasta de cultura, viagens e esportes, busca transformar informação e experiência em conteúdos claros, acessíveis e que realmente facilitem a vida das pessoas.
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