Problema afeta milhões de brasileiros e pode causar complicações graves, como úlceras e trombose
As varizes são uma doenças vasculares que atingem pelo menos 38% da população brasileira, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. No entanto, muitas pessoas ainda encaram a condição como um simples problema estético, negligenciando os riscos reais para a saúde.
O que poucos sabem é que, em estágios mais avançados, as varizes podem resultar em dermatites, úlceras e até trombose venosa profunda.
Por ser uma doença de origem genética, as varizes não têm cura definitiva, mas podem ser controladas e tratadas para evitar complicações. No Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), aproximadamente 400 pacientes foram submetidos a intervenções cirúrgicas nos últimos 12 meses. O processo de atendimento na unidade começa com uma avaliação nas unidades básicas de saúde (UBSs), onde o paciente recebe o encaminhamento para o hospital.
Segundo Juliano Santos, cirurgião vascular do HMAP, a agilidade na realização dos exames e no início do tratamento é fundamental. “Temos equipe especializada e aparato técnico capaz de realizar um grande volume de cirurgias com agilidade”, afirma o especialista.
A identificação do grau da doença é feita por meio do exame Doppler, que avalia a circulação sanguínea de forma não invasiva. Com base nos resultados, os médicos definem o melhor tratamento, que pode incluir procedimentos cirúrgicos como a retirada da veia safena ou a aplicação de espuma esclerosante, que destrói a parede dos vasos doentes.
Muitos pacientes, ao subestimarem o problema, só procuram ajuda médica quando a doença já está em um estágio avançado. “A maioria dos casos que chegam ao hospital já não pode ser tratada apenas com intervenções ambulatoriais, exigindo cirurgia”, explica Juliano Santos.
Após a cirurgia ou tratamento, os pacientes precisam adotar novos hábitos para evitar a recorrência do problema. O uso de meias elásticas, medicamentos e a prática de exercícios físicos são fundamentais. “O sedentarismo, tabagismo e excesso de peso são os principais fatores que comprometem a saúde das veias”, alerta o especialista.
Pessoas que passam longos períodos em pé ou sentadas estão mais propensas à doença, pois a gravidade dificulta o retorno do sangue para o coração. Além disso, o problema se agrava com o envelhecimento, pois a elasticidade das veias diminui com o tempo. Fatores hormonais também influenciam, fazendo com que mulheres tenham mais chances de desenvolver varizes do que os homens, especialmente durante a gravidez.
A conscientização sobre a gravidade das varizes e a importância do diagnóstico precoce pode evitar complicações graves e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
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Jornalista pós-graduada em Comunicação Organizacional e especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação.
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