Sistema nacional promete agilizar check-in, reduzir papel e ampliar segurança de dados no setor turístico
A poucos dias do prazo final, a maioria hotéis de Goiás ainda não se adaptou à nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital (FNRH Digital), que passa a ser obrigatória a partir de 20 de abril. A mudança, implementada pelo Ministério do Turismo, deve transformar a forma como hotéis e pousadas realizam o check-in no país.
Dados apontam que quase 92% dos estabelecimentos formais do estado ainda precisam se adequar ao sistema. Atualmente, apenas 78 dos 961 empreendimentos cadastrados já operam com a plataforma digital, o que acende um alerta para o setor às vésperas da obrigatoriedade.
A nova ficha digital substitui o modelo em papel e busca tornar o processo mais rápido e seguro. A proposta também facilita o preenchimento de informações pelos hóspedes e permite uma gestão mais eficiente dos dados por parte dos estabelecimentos.
Além disso, a mudança acompanha a digitalização crescente dos serviços turísticos no Brasil, com foco na modernização da experiência do viajante e na redução de custos operacionais.
A FNRH Digital permite que o hóspede preencha seus dados antecipadamente, utilizando a conta Gov.br. O acesso pode ser feito por QR Code, link enviado pelo hotel ou diretamente em dispositivos disponíveis no local.
Com isso, o tempo de atendimento na recepção tende a ser reduzido, evitando filas e otimizando o fluxo de entrada nos estabelecimentos. O processo também diminui a necessidade de preenchimento manual de formulários, tornando o atendimento mais dinâmico.
Outro ponto relevante é a padronização das informações coletadas em todo o país, o que facilita a integração de dados e contribui para análises mais precisas sobre o perfil dos turistas.
A digitalização também amplia a segurança das informações, reduzindo riscos associados ao armazenamento físico de documentos e garantindo maior controle sobre os dados dos hóspedes.
Apesar das vantagens, a adesão ao sistema ainda é considerada baixa no estado. Apenas cerca de 8% dos meios de hospedagem registrados no Cadastur já utilizam a nova ferramenta, enquanto a maioria ainda precisa concluir a adaptação.
O cenário coloca pressão sobre hotéis, pousadas e resorts, que precisam se adequar em um curto período para evitar problemas operacionais após o início da obrigatoriedade. A transição exige ajustes internos, treinamento de equipes e adaptação tecnológica, fatores que podem explicar a lentidão na implementação em parte dos estabelecimentos.
Mesmo assim, a expectativa é que a adesão aumente rapidamente nos últimos dias antes do prazo final, seguindo o movimento observado em outros estados.
O Ministério do Turismo tem intensificado ações de orientação para facilitar a transição ao novo sistema. A proposta é garantir que os empreendimentos consigam se adaptar sem prejuízos ao funcionamento.
“O Ministério está empenhado em orientar cada empreendimento na transição para o sistema, que qualifica a experiência dos turistas, reduz custos no setor e ainda nos fornece dados mais estratégicos para estruturarmos o futuro do turismo, que vem batendo sucessivos recordes desde 2023 no Brasil”, frisa o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
A adoção obrigatória da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes Digital (FNRH Digital) é vista como um passo importante na modernização do setor turístico brasileiro, com impacto direto na experiência do viajante e na gestão dos serviços de hospedagem.
Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.
Copyright © 2024 // Todos os direitos reservados.