Câncer de mama pode ter até 95% de chance de cura se diagnosticado no início, segundo médica

Especialistas alertam para importância de exames regulares e acompanhamento médico ao longo da vida

Câncer de mama pode atingir 76 mil brasileiras por ano até 2028; diagnóstico precoce eleva chances de cura

No mês dedicado à conscientização sobre a saúde feminina, médicos destacam a urgência do cuidado contínuo com as mamas diante do avanço do câncer de mama no Brasil. A doença segue como a mais frequente entre mulheres no país e deve registrar cerca de 76 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas oficiais. O dado acende um alerta para a necessidade de prevenção e diagnóstico antecipado, fatores que impactam diretamente nas chances de recuperação.

Mesmo com números elevados, a medicina aponta caminhos positivos quando a doença é identificada cedo. O acompanhamento médico regular e a realização de exames preventivos permitem detectar alterações ainda em fases iniciais. Essa estratégia aumenta as possibilidades de tratamentos menos invasivos e resultados mais favoráveis para as pacientes, reduzindo também impactos físicos e emocionais ao longo do processo.

Diagnóstico precoce amplia chances de cura

A mastologista Mariana Lobo, do Hospital Mater Dei Goiânia, explica que a identificação precoce muda completamente o cenário da doença. “O diagnóstico precoce continua sendo decisivo. Quando conseguimos identificar uma lesão muito no início, é possível realizar um tratamento menos agressivo, com cirurgias mais conservadoras e maiores chances de cura para essa paciente”, afirma.

Segundo a especialista, o câncer de mama pode apresentar índices de cura superiores a 90% quando descoberto no começo. Ainda assim, o medo em torno do diagnóstico faz com que muitas mulheres adiem consultas e exames. “O câncer de mama tem cura. Apesar de ser um diagnóstico que gera medo, as chances de cura podem chegar a 90% ou 95% quando a doença é descoberta nos estágios iniciais”, destaca.

Entre os principais aliados na detecção estão a mamografia e o ultrassom, capazes de identificar alterações pequenas antes mesmo do surgimento de sintomas. Em situações específicas, a ressonância magnética pode ser solicitada para complementar a avaliação ou auxiliar no planejamento do tratamento, garantindo maior precisão nas decisões médicas.

No Hospital Mater Dei Goiânia, o acompanhamento ocorre de forma integrada, reunindo diferentes especialidades desde a consulta inicial. “Nós possuímos um ambulatório que reúne tanto ginecologia quanto mastologia. Quando a paciente vem fazer o acompanhamento ginecológico, também é possível realizar os exames de imagem das mamas”, explica Mariana.

A recomendação geral indica o início do rastreamento a partir dos 40 anos, com exames periódicos. No entanto, fatores individuais, como histórico familiar, podem antecipar esse cuidado. Mulheres com parentes de primeiro grau diagnosticados com a doença devem iniciar o acompanhamento cerca de 10 anos antes da idade em que o familiar recebeu o diagnóstico.

“De forma geral, a idade ideal para iniciar o acompanhamento é após os 40 anos, quando recomendamos a realização da mamografia associada ao ultrassom das mamas como exame complementar. No entanto, esse acompanhamento precisa ser individualizado”, orienta a especialista.

Ela reforça a atenção para casos com histórico familiar. “Se a paciente tem um parente de primeiro grau, como a mãe, que teve câncer de mama aos 40 anos, por exemplo, ela deve começar o acompanhamento cerca de 10 anos antes. Ou seja, nesse caso, por volta dos 30 anos, com avaliação médica e exames quando houver suspeita”, afirma.

Além da detecção precoce, a estrutura hospitalar também influencia na condução do tratamento. O Hospital Mater Dei Goiânia dispõe de suporte completo, incluindo centro cirúrgico equipado e equipes especializadas. “O hospital possui centro cirúrgico preparado, equipe de anestesia experiente e suporte completo para o tratamento dessas pacientes. Também contamos com recursos como ultrassom dentro do centro cirúrgico quando necessário”, afirma.

Outro ponto destacado é o trabalho conjunto entre profissionais de diferentes áreas, que contribui para decisões mais assertivas. “O entrosamento entre as equipes faz diferença. São profissionais de diferentes áreas que se comunicam e trabalham juntos para definir o melhor tratamento para cada paciente”, explica.

Campanhas de conscientização também desempenham papel importante ao incentivar a realização de exames periódicos. Muitas mulheres, ao se depararem com essas iniciativas, percebem a necessidade de retomar o acompanhamento médico após longos períodos sem avaliação.

“As campanhas educativas acendem um alerta na população, principalmente entre as mulheres. Muitas vezes elas percebem que já passaram anos desde o último exame e procuram atendimento”, afirma Mariana.

Para a especialista, o objetivo central dessas ações é ampliar a identificação precoce da doença. “O ideal é identificar o câncer quando ele ainda é uma lesão pequena, no início, quando o tratamento é mais simples e as chances de cura são maiores”, conclui.


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