“Belmont’s Curse” estreia no aniversário de 40 anos da franquia com Rose Belmont, Paris em chamas, combate 2D, chefes transformados em cartas e preços a partir de R$ 169,90 no Brasil
Depois de mais de uma década sem um título totalmente novo da série, “Castlevania: Belmont’s Curse” chega nesta quinta-feira, 15 de outubro, para PlayStation 5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S e PC. A Konami lança o jogo justamente no ano em que a franquia completa 40 anos, enquanto entrega o protagonismo a uma nova integrante da família Belmont e retoma a estrutura de ação e exploração em 2D.
A aventura leva o jogador à Paris de 1499, 23 anos depois de “Castlevania III: Dracula’s Curse”. Rose Belmont, filha de Trevor Belmont, enfrenta criaturas espalhadas pela capital francesa enquanto tenta descobrir a conspiração ligada ao retorno da escuridão. Ao mesmo tempo, Trevor participa da história como o veterano que já derrotou Drácula e agora acompanha a filha na nova caçada.
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Rose chega à franquia como uma caçadora de vampiros marcada pela própria linhagem. A personagem carrega uma maldição de Drácula no braço direito e utiliza o tradicional chicote Vampire Killer, mas seu arsenal não termina nele. A protagonista também pode empunhar equipamentos de sete categorias diferentes e combinar armas com relíquias que modificam ataque e defesa.
Já Trevor Belmont retorna como o herói responsável pela derrota de Drácula ocorrida 23 anos antes. Segundo a história apresentada pela Konami, ele segue pelo rio Sena com Rose após receber um pedido de ajuda vindo de Paris. Nesse momento, os dois encontram uma cidade tomada por criaturas enquanto um castelo ligado às forças de Drácula surge sobre a região.
A família ainda carrega as consequências dos acontecimentos anteriores. Sypha Belnades, mãe de Rose, lutou ao lado de Trevor contra Drácula, porém morreu depois do nascimento da filha devido à maldição que recebeu durante aquele confronto. Com isso, a nova protagonista entra na aventura ligada diretamente às consequências de capítulos antigos da cronologia.

O Vampire Killer continua como uma das principais ferramentas de combate de “Castlevania: Belmont’s Curse”. Porém, a Evil Empire ampliou seu uso para a movimentação pelo cenário. Rose consegue usar o chicote para se lançar entre estruturas, alcançar novas áreas e atravessar obstáculos durante a exploração.
Por isso, o sistema também incentiva o retorno a locais visitados anteriormente. Novas habilidades podem abrir caminhos que estavam inacessíveis, enquanto armadilhas e obstáculos ambientais exigem usos diferentes do chicote. A equipe buscou acelerar a movimentação sem abandonar a exploração que marcou vários capítulos da série.
O desenvolvimento nasceu da parceria entre a Konami e a Evil Empire, estúdio francês conhecido pelo trabalho em “Dead Cells”. Antes do novo jogo, a equipe já havia trabalhado com a franquia no conteúdo “Dead Cells: Return to Castlevania”. Depois dessa colaboração, as conversas evoluíram para um projeto completamente novo.

Uma das principais novidades está no Sistema de Arcanos. Durante a aventura, Rose encontra chefes conhecidos da franquia e outras figuras incorporadas ao universo do jogo. Entre os nomes confirmados aparecem Morte, Medusa, Carmilla, Isaac e Joana d’Arc.
Depois de vencer determinados chefes, Rose aprisiona seus poderes em cartas de tarô. A partir daí, os inimigos derrotados se transformam em Arcanos e liberam feitiços ou ações especiais. Portanto, os confrontos também ampliam as possibilidades disponíveis para combate e exploração.
Joana d’Arc chama atenção entre os adversários porque coloca uma personagem histórica francesa dentro da mitologia de “Castlevania”. Já Carmilla, Medusa e Morte recuperam nomes associados há décadas à série. Dessa maneira, o jogo mistura personagens inéditos, figuras históricas e criaturas tradicionais da franquia.

Em vez de começar diretamente dentro do castelo de Drácula, “Castlevania: Belmont’s Curse” leva parte da exploração para uma versão gótica da Paris medieval. A cidade aparece em chamas enquanto monstros ocupam ruas, esgotos e outros ambientes antes da chegada de Rose ao castelo.
A Evil Empire também incorporou referências a locais franceses reais. Durante apresentações anteriores do projeto, elementos inspirados na Catedral de Notre-Dame e nas Catacumbas de Paris apareceram entre os cenários. Enquanto isso, a direção artística mantém arquitetura gótica, monstros e ambientes sombrios associados à identidade visual da série.
Essa escolha também diferencia o novo capítulo dentro da cronologia. Paris não funciona apenas como ponto de partida para o castelo, já que a cidade participa diretamente da trama e da exploração. Depois, o avanço para áreas ligadas a Drácula amplia a estrutura e abre novos caminhos dentro da campanha.

A Konami define “Castlevania: Belmont’s Curse” como um jogo de ação e exploração em 2D. A estrutura combina plataforma, combate, mapas conectados, habilidades e retorno a áreas anteriormente bloqueadas. Por isso, o título se aproxima da vertente da franquia que ajudou a popularizar o formato atualmente chamado de metroidvania.
Ao mesmo tempo, a equipe buscou aumentar a velocidade do combate. Rose pode utilizar diferentes equipamentos, combinar relíquias e explorar as propriedades do chicote durante confrontos e deslocamentos. O jogador também encontra melhorias e segredos quando abandona o caminho principal e investiga outras partes dos mapas.
Segundo a Xbox Wire, a produção representa o primeiro jogo completamente novo de “Castlevania” em mais de uma década. Nesse retorno, a Konami definiu três elementos como base: ação e exploração 2D, inserção na cronologia oficial e presença central do Vampire Killer. A Evil Empire recebeu liberdade para desenvolver os demais sistemas a partir desses pilares.

Quem quiser experimentar o jogo antes da compra pode baixar uma demo gratuita. A Konami lançou a demonstração em 1º de outubro no PS5, Nintendo Switch, Xbox Series X|S e Steam, com acesso ao começo da campanha.
Depois, quem comprar a versão completa poderá transferir o arquivo de progresso da demo. Assim, o jogador não precisa reiniciar a aventura depois de adquirir o título. A própria Konami alerta, porém, que alguns conteúdos da demonstração podem apresentar diferenças em relação à versão final. A demo também já oferece textos em português do Brasil, idioma presente na versão completa. Já as vozes estarão disponíveis em inglês e japonês.

A edição padrão aparece por R$ 169,90 nas lojas brasileiras do PlayStation e Xbox, valor que também aparece na Nintendo Store. Já a Midnight Edition custa R$ 229,90 nas lojas digitais do PlayStation e Xbox.
A versão mais cara inclui o jogo completo, uma galeria digital de arte e músicas, o traje inspirado em Trevor, o traje baseado em Sypha e a relíquia Agraciamento da Família. A galeria reúne mais de 100 peças de arte, incluindo desenhos conceituais e materiais do processo de produção.
Já a trilha sonora presente nesse conteúdo possui 71 faixas. Entre elas aparece uma nova versão de “Bloody Tears”, composição histórica associada à franquia. O compositor Daniel ASADI assina a trilha do novo jogo.

Nas versões para PS5, Xbox Series e PC, a Konami informa suporte a 60 quadros por segundo. Já o Nintendo Switch executa o jogo a 30 fps. A edição do Switch também funciona no Nintendo Switch 2 por retrocompatibilidade.
O espaço exigido também muda conforme a plataforma. A edição padrão requer aproximadamente 8 GB fora do Switch, enquanto o console da Nintendo utiliza cerca de 4 GB. Já a Midnight Edition sobe para 10 GB nas demais plataformas e 6 GB no Switch, segundo os requisitos publicados pela Konami.
No Xbox, o título oferece recursos como 4K, 60 fps ou mais, Xbox Play Anywhere e salvamento na nuvem. Enquanto isso, a versão de PS5 inclui vibração pelo DualSense e diferentes recursos de acessibilidade, como pausa durante o jogo, lembretes de comandos e opções relacionadas às legendas.

O primeiro “Castlevania” estreou em 1986 e apresentou uma série baseada nas batalhas da família Belmont contra Drácula e outras criaturas sobrenaturais. Desde então, a franquia passou por consoles de diferentes gerações e também chegou a outras mídias, incluindo animações. Em setembro de 2026, a série completou 40 anos.
Por outro lado, “Belmont’s Curse” não funciona apenas como uma comemoração. A história avança a cronologia ao apresentar Rose, enquanto mantém Trevor, Sypha, Drácula e outros nomes ligados aos capítulos anteriores. O jogo também continua acontecimentos de “Castlevania III: Dracula’s Curse” e de “Castlevania: Curse of Darkness”.
Com o lançamento desta quinta-feira, a Konami retoma a produção de uma aventura inédita da série enquanto mantém a estrutura 2D que ajudou a definir parte de sua história. “Castlevania: Belmont’s Curse” já está disponível nas plataformas anunciadas pela empresa.
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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