Ao aliar ciência e sensibilidade, somos capazes de reconstruir, corrigir e transformar histórias de vida
Fui convidado para palestrar sobre cirurgia plástica em um congresso destinado a estudantes de medicina. Esse convite me fez refletir sobre o papel que nós, cirurgiões plásticos, exercemos e sobre o que se pode esperar dessa especialidade que fascina tantos futuros médicos – e que vai muito além da estética, embora dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) mostre o Brasil nas primeiras posições no ranking mundial de cirurgias estéticas.
Segundo definição estabelecida na Resolução CFM nº 1621/2004: “A Cirurgia Plástica é especialidade única, indivisível e como tal deve ser exercida por médicos devidamente qualificados, utilizando técnicas habituais reconhecidas cientificamente”. A partir desta premissa e de todo o estudo que precisamos ter (faculdade, residência de cirurgia geral e residência de cirurgia plástica, além de sempre buscar atualizações), reforço que cirurgia plástica é muito mais do que beleza e não deve ser vista algo banal ou feito por quem “só se importa com padrões”.
A cirurgia plástica é, acima de tudo, uma especialidade de transformação. Corrigir, reconstruir, embelezar, devolver função e autoestima: tudo isso faz parte do nosso cotidiano. O que permanece em comum é o impacto humano — o sorriso do paciente que volta a se reconhecer no espelho, a confiança de quem supera uma marca do passado, a alegria de quem conquista uma mudança desejada.
Eu vivo a reconstrução de face e mama na minha rotina por ser um dos preceptores do Hospital de Câncer Araújo Jorge, em Goiânia. Toda semana vemos diversos casos e operamos pacientes de todas as idades para reconstruir uma parte das suas histórias.
No caso da reconstrução mamária – que é um direito assegurado por lei no Brasil, mas a realidade está longe do ideal: somente entre 25% e 30% das mulheres que passam por mastectomia conseguem realizar o procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – fazemos ainda uma força tarefa com outros colegas para conseguir ampliar o acesso a mais mulheres por meio do Mutirão de Reconstrução de Mama que acontece anualmente no hospital e tenho a honra de ser um dos idealizadores (veja neste link).
Posso afirmar com toda convicção que é muito gratificante ouvir relatos das pacientes que passam a se sentir novamente “completas” ao resgatar sua feminilidade e a confiança diante do espelho depois de uma reconstrução de mama. O mesmo acontece em casos de reconstruções faciais. Outro dia, tratamos uma ptose (queda) palpebral e, ao colocar um peso de ouro, o paciente voltou a fechar os olhos. Parece algo tão simples: abrir e fechar os olhos, mas para muitas pessoas é uma conquista. Por isso, afirmo que cada ato cirúrgico é também um ato de cuidado com a identidade e com a dignidade.
Ao mesmo tempo, é inegável que os procedimentos estéticos ocupam grande parte da demanda atual. Cirurgias como mamoplastia, lipoaspiração de alta definição, rinoplastia e blefaroplastia, estão cada vez mais presentes na rotina dos consultórios. E, muitas vezes, o que parece apenas estético tem também benefícios funcionais: a mamoplastia redutora pode aliviar dores na coluna (saiba mais neste link); a rinoplastia pode melhorar a respiração; a cirurgia das pálpebras (blefaroplastia) melhorar a visão. Ou seja, estética e funcionalidade caminham lado a lado.
No fim, essa é a grande vocação da cirurgia plástica: transformar vidas por meio da técnica, da ciência e do olhar humano. Afinal, quando fazemos uma reconstrução, correção de traumas, queimaduras ou deformidades congênitas, sempre com um olhar também para a funcionalidade, ou permitimos que aquele paciente trate algo que o incomoda esteticamente, estamos dando a chance dele se redescobrir e reconhecer o seu “novo eu”.
Dr. Pablo Rassi Florêncio
Cirurgião Plástico – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
CRM-GO 14677 RQE 7719
Cirurgião Plástico em Goiânia – MedPlastic Consultórios
Meu contato: @drpablorassi | 62 98281-7372
Saiba mais: https://linktr.ee/drpablorassi
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Dr. Pablo Rassi Florêncio (CRM-GO 14677 | RQE 7719) é cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Total Definer Master e certificado na técnica UGRAFT. Formado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com residência médica em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, é preceptor de Cirurgia Plástica no Hospital do Câncer Araújo Jorge, atuando em reconstrução de mama e face. Especialista em contorno corporal, cirurgia mamária, rinoplastia, rejuvenescimento facial e tecnologias de retração de pele, dedica-se à combinação de segurança, técnica avançada e cuidado personalizado com o paciente. Atende em Goiânia, Goianésia, Uruaçu e por te medicina.
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