Primeira Assembleia Geral, realizada na Casa da Indústria, busca estruturar o projeto que já promoveu 74 edições itinerantes e reúne mulheres de diferentes áreas da economia criativa
A rede de mulheres que começou com uma feira de brechós e se expandiu para diferentes segmentos da economia criativa iniciou uma nova etapa em Goiânia. O Coletivo Rosa realizou, na última segunda-feira (28), sua 1ª Assembleia Geral, com foco na organização e formalização do projeto.
O encontro ocorreu na Casa da Indústria e reuniu integrantes do coletivo, representantes de entidades parceiras e do poder público. O Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás), que apoia a iniciativa, participa desse processo de estruturação.
A formalização é tratada como um passo necessário para ampliar as possibilidades de parceria, facilitar o acesso a recursos e dar suporte ao crescimento da rede formada por mulheres que encontraram nos brechós, na moda circular e em outras atividades da economia criativa uma fonte de renda.
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Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e diretor do IEL Goiás, Flávio Rassi afirmou que o trabalho desenvolvido pela instituição parte de uma iniciativa que já havia sido construída pelas próprias empreendedoras.
Para ele, a contribuição do IEL está principalmente na criação de uma estrutura que permita ao projeto avançar e buscar novas fontes de recursos.
“O nosso trabalho aqui não é catalisar o que essas empreendedoras já estão fazendo. É conseguir dar a roupagem necessária para aquilo que elas já fazem bem-feito. A formalização é fundamental para facilitar a captação de recursos para o desenvolvimento desse projeto”, avaliou Flávio.
Antes de se tornar Coletivo Rosa, a iniciativa era conhecida como Cabide Rosa e nasceu da experiência de Paula Braga, idealizadora do projeto. As primeiras articulações ocorreram no ambiente digital. A estreia presencial aconteceu em março de 2022, no período pós-pandemia da Covid-19. Na ocasião, 52 expositoras participaram de uma feira no Parque Atheneu, em Goiânia.
Sem patrocínio para promover o evento, as próprias participantes contribuíram com R$ 10 cada. O dinheiro foi utilizado no aluguel de um carro de som, que percorreu o bairro para divulgar a feira.
O projeto deixou de reunir somente brechós à medida que novas empreendedoras passaram a participar das atividades. Atualmente, a rede também abrange áreas como artesanato, alimentação, acessórios e beleza, além de outros segmentos ligados à economia criativa.
Cerca de 180 mulheres estão cadastradas no Coletivo Rosa. Nas edições de maior porte, aproximadamente 120 expositoras chegam a participar simultaneamente.
Em 2026, o projeto atingiu a marca de 74 edições itinerantes realizadas em diferentes pontos de Goiânia. A organização iniciada com a primeira Assembleia Geral busca criar condições para a continuidade dessa trajetória, com uma estrutura formal capaz de facilitar novas parcerias e a captação de recursos.
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