Do NES ao Switch 2: conheça todos os jogos de Zelda e saiba por onde começar

Franquia atravessou quatro décadas, reinventou Hyrule várias vezes e passou de aventuras em 2D a mundos abertos

todos os jogos de Zelda

Uma floresta, uma espada e a liberdade de escolher para onde seguir. Foi com uma proposta relativamente simples que The Legend of Zelda começou em 1986 e acabou se tornando uma das séries mais importantes da Nintendo. Quatro décadas depois, conhecer todos os jogos de Zelda significa atravessar diferentes versões de Hyrule, controlar vários Links, enfrentar encarnações de Ganon e Ganondorf, viajar no tempo, navegar por oceanos, dirigir trens e, mais recentemente, entregar o protagonismo à própria princesa Zelda.

A série principal já reúne 21 aventuras diferentes, considerando Oracle of Ages e Oracle of Seasons separadamente e incluindo Echoes of Wisdom. A conta não inclui simples relançamentos, remakes ou spin-offs como Hyrule Warriors. A lista de todos os jogos de Zelda, porém, fica bem maior quando entram versões reconstruídas, multiplayer, títulos rítmicos e algumas experiências que praticamente desapareceram com seus consoles originais. A própria Nintendo mantém uma cronologia oficial da história de Hyrule, mas a ordem dos acontecimentos é diferente da ordem em que os games chegaram às lojas.

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The Legend of Zelda abriu Hyrule para exploração

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The Legend of Zelda, de 1986, é onde tudo começa. Lançado inicialmente no Famicom Disk System no Japão e posteriormente no NES, coloca Link em uma Hyrule aberta para exploração em busca dos oito fragmentos da Triforce da Sabedoria antes do confronto contra Ganon.

O jogo já apresentava características que continuariam associadas à franquia por décadas, segredos escondidos, itens que permitem alcançar novas áreas, dungeons, chefes e uma sensação de que o jogador precisa entender o mundo por conta própria.

Para quem percorre todos os jogos de Zelda atualmente, o primeiro título pode parecer simples visualmente, mas várias ideias recuperadas por Breath of the Wild mais de 30 anos depois já estavam ali, principalmente a liberdade para sair explorando sem um caminho completamente rígido. A Nintendo considera 21 de fevereiro de 1986 o nascimento da série no Japão.

>> Leia também: Zelda: Ocarina of Time volta totalmente reconstruído e deixa clássico de 1998 mais moderno

Zelda II mudou quase tudo logo na sequência

Zelda II: The Adventure of Link, lançado originalmente em 1987, trocou grande parte da visão superior por fases laterais, acrescentou pontos de experiência, níveis e uma estrutura muito mais próxima dos RPGs e jogos de plataforma da época. A Nintendo voltou à perspectiva superior no jogo seguinte, enquanto elementos como experiência tradicional praticamente desapareceram dos capítulos principais.

O mapa ainda é observado de cima, mas cidades, cavernas e combates acontecem lateralmente. A dificuldade elevada e as mudanças fizeram dele um dos capítulos mais diferentes entre todos os jogos de Zelda. Curiosamente, muitas dessas ideias não viraram padrão para a série.

A Link to the Past definiu a fórmula clássica

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Em 1991, The Legend of Zelda: A Link to the Past levou a série ao Super Nintendo e estabeleceu boa parte da estrutura que seria associada a Zelda durante anos. Link explora Hyrule, encontra equipamentos específicos, enfrenta dungeons e descobre uma segunda versão do mundo, o Dark World. A ideia de alternar entre dois mundos relacionados acabaria reaparecendo em diferentes formas posteriormente.

A Link to the Past também desenvolveu elementos importantes da mitologia de Hyrule e ajudou a sedimentar a relação entre Link, Zelda, Ganon e a Triforce. Entre todos os jogos de Zelda, continua sendo uma das melhores portas de entrada para entender a fase clássica em 2D.

Link’s Awakening levou Zelda para fora de Hyrule

The Legend of Zelda: Link's Awakening

The Legend of Zelda: Link’s Awakening, de 1993, fez algo incomum, abandonou Hyrule, Zelda e Ganon. Depois de um naufrágio, Link desperta na misteriosa Ilha Koholint. Para deixar o local, precisa encontrar oito instrumentos e despertar o Wind Fish.

O Game Boy impôs limitações técnicas, mas o resultado mostrou que Zelda poderia funcionar mesmo sem vários de seus elementos mais conhecidos. A aventura aposta em personagens excêntricos e em uma história que fica progressivamente mais melancólica conforme Link descobre a verdade sobre a ilha. Link’s Awakening ganhou uma versão DX para Game Boy Color em 1998 e, décadas depois, um remake completo para Nintendo Switch.

Ocarina of Time levou Zelda para o 3D

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Poucos capítulos tiveram impacto semelhante a The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Lançado para Nintendo 64 em 1998, foi a primeira aventura tridimensional da série e precisou resolver problemas que hoje parecem naturais em videogames, controlar uma espada em 3D, manter um inimigo à vista e movimentar câmera e personagem durante batalhas.

Uma das respostas foi o Z-targeting, sistema que fixa Link em um alvo e permite movimentação ao redor dele. A própria Nintendo explicou posteriormente como essa mecânica influenciou também a criação de Navi, a fada que ajuda a indicar personagens e inimigos selecionados.

A história acompanha Link criança e adulto. Ao retirar a Master Sword de seu pedestal, o personagem fica adormecido por sete anos e encontra uma Hyrule dominada por Ganondorf quando desperta. Ocarina é tão importante para todos os jogos de Zelda que a cronologia oficial da Nintendo utiliza seus acontecimentos para dividir a história de Hyrule em diferentes linhas temporais.

Majora’s Mask colocou um relógio contra Link

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Dois anos depois, a Nintendo reutilizou a base tecnológica do Nintendo 64 para produzir um dos Zeldas mais estranhos da série. The Legend of Zelda: Majora’s Mask, de 2000, deixa Hyrule e leva Link a Termina, um mundo ameaçado por uma lua que cairá em apenas três dias.

O tempo avança continuamente. Link utiliza a Ocarina of Time para retornar ao início do ciclo, preservando determinados itens e conhecimentos enquanto os habitantes repetem suas rotinas. Máscaras também mudam completamente a jogabilidade. Algumas transformam Link em Deku, Goron ou Zora, cada forma com movimentos e habilidades próprios.

Oracle of Ages e Seasons formam duas aventuras conectadas

Em 2001, o Game Boy Color recebeu dois jogos diferentes: The Legend of Zelda: Oracle of Ages e Oracle of Seasons. Eles não são simplesmente duas versões do mesmo título.

Oracle of Ages se concentra mais em quebra-cabeças e utiliza viagens entre passado e presente. Oracle of Seasons dá maior peso à ação e permite alterar as quatro estações para modificar o cenário e abrir caminhos.

As duas aventuras podem ser conectadas. Terminar uma delas gera informações que permitem iniciar uma campanha ligada no outro jogo, levando a acontecimentos adicionais e a um verdadeiro encerramento conjunto.

Na contagem de todos os jogos de Zelda da série principal, Ages e Seasons são considerados títulos separados. A própria cronologia oficial da Nintendo posiciona os dois lado a lado.

Four Swords multiplicou Link por quatro

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The Legend of Zelda: Four Swords apareceu em 2002 dentro da versão de Game Boy Advance de A Link to the Past. Sua principal ideia estava no multiplayer. A Four Sword divide Link em quatro versões, e os jogadores precisam cooperar enquanto também disputam determinados objetivos.

A experiência inaugurou uma pequena vertente multiplayer dentro da série e posteriormente recebeu uma Anniversary Edition. A importância de Four Swords vai além da experiência cooperativa: Vaati e a própria Four Sword passaram a integrar a história oficial de Hyrule.

Wind Waker trocou Hyrule por um oceano

Quando The Legend of Zelda: The Wind Waker foi apresentado, seu visual causou resistência em parte do público. Link havia ganhado proporções cartunescas e grandes olhos, em uma direção artística completamente diferente do realismo que alguns esperavam do GameCube.

Lançado originalmente no Japão em 2002 e no Ocidente em 2003, Wind Waker apresenta um mundo tomado pela água. Link navega pelo Great Sea utilizando o King of Red Lions e visita dezenas de ilhas. A estética em cel shading envelheceu particularmente bem e se tornou uma das identidades visuais mais reconhecidas entre todos os jogos de Zelda. A história ocorre em uma das linhas temporais criadas após Ocarina of Time, em um futuro no qual a antiga Hyrule foi inundada.

Four Swords Adventures levou quatro Links ao GameCube

Em 2004, Four Swords Adventures expandiu a proposta multiplayer. O jogo de GameCube permite controlar diferentes versões de Link e mistura cenários 2D com efeitos visuais do console. Na experiência multiplayer original, cada participante podia utilizar um Game Boy Advance conectado ao GameCube.

A estrutura é mais dividida em fases do que em uma grande Hyrule contínua. Na cronologia oficial, Four Swords Adventures aparece na linha temporal ligada à infância de Link após Ocarina of Time, depois de Twilight Princess.

The Minish Cap fez Link ficar minúsculo

Também em 2004 chegou The Legend of Zelda: The Minish Cap, desenvolvido pela Capcom para Game Boy Advance. A principal mecânica permite diminuir Link até o tamanho dos Minish, pequenas criaturas invisíveis para adultos.

A mudança de escala transforma ambientes comuns. Uma poça pode se tornar um grande obstáculo, objetos domésticos viram estruturas gigantescas e passagens antes invisíveis aparecem quando Link encolhe. O game também conta parte da história de Vaati e da Four Sword. Na cronologia oficial, ocorre bem antes de Ocarina of Time.

Twilight Princess trouxe um Zelda mais sombrio

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The Legend of Zelda: Twilight Princess, de 2006, surgiu depois da recepção controversa inicial ao visual de Wind Waker e seguiu diretamente para uma estética mais realista. Link é um jovem que vive em Ordon Village e acaba envolvido na invasão de Hyrule pelo Twilight Realm.

Uma das principais mecânicas transforma o herói em lobo. Nessa forma, Link utiliza sentidos diferentes e conta com a ajuda de Midna, personagem que se tornou uma das companheiras mais conhecidas da série. Twilight Princess foi lançado simultaneamente para GameCube e Wii, embora as duas versões apresentassem o mundo espelhado por causa dos controles de movimento.

Phantom Hourglass continuou a história de Wind Waker

O Nintendo DS recebeu sua primeira aventura própria em 2007. The Legend of Zelda: Phantom Hourglass continua diretamente os acontecimentos de Wind Waker e novamente coloca Link em uma jornada marítima.

O diferencial está no controle. Grande parte do jogo é comandada pela tela sensível ao toque, incluindo movimentação, ataques e utilização de itens. O jogador também desenha rotas para o barco e faz anotações diretamente nos mapas. Na linha temporal oficial, Phantom Hourglass aparece logo depois de Wind Waker.

Spirit Tracks colocou Link em um trem

The Legend of Zelda: Spirit Tracks, de 2009, mantém a identidade visual do Zelda de Nintendo DS, mas troca o barco por uma locomotiva. A aventura acontece em uma nova Hyrule fundada gerações depois dos acontecimentos de Wind Waker e Phantom Hourglass.

Zelda ganha uma participação particularmente importante. Depois de ser separada fisicamente do corpo, sua forma espiritual acompanha Link e pode assumir o controle de armaduras chamadas Phantoms. Entre todos os jogos de Zelda, Spirit Tracks permanece como o único capítulo principal em que a exploração do mundo ocorre sobre uma rede ferroviária.

Skyward Sword contou uma origem para a lenda

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Em 2011, The Legend of Zelda: Skyward Sword levou a série ao Wii e utilizou intensamente o controle por movimentos. A espada acompanha a direção dos golpes realizados pelo jogador, fazendo com que determinados inimigos precisem ser atacados de ângulos específicos.

Mais importante para a história, Skyward Sword foi posicionado pela Nintendo no começo da cronologia oficial. A aventura apresenta Skyloft, a deusa Hylia e acontecimentos ligados à origem da Master Sword e ao ciclo que atravessa Link, Zelda e as forças do mal.

A Link Between Worlds abriu a ordem das dungeons

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds

The Legend of Zelda: A Link Between Worlds, de 2013, retorna à Hyrule de A Link to the Past, mas conta uma nova história. Uma das maiores novidades é a habilidade de Link se transformar em uma pintura e andar pelas paredes. A mecânica muda completamente a maneira de resolver puzzles e atravessar dungeons.

O jogo também permite alugar ou comprar equipamentos com Ravio, reduzindo a dependência de uma ordem rígida para conseguir determinados itens. Essa liberdade antecipou uma mudança de filosofia que se tornaria radical em Breath of the Wild. A Nintendo descreve A Link Between Worlds como uma continuação da história ligada a A Link to the Past.

Tri Force Heroes transformou Zelda em aventura para três

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Em 2015, The Legend of Zelda: Tri Force Heroes voltou ao multiplayer no Nintendo 3DS. Três Links precisam colaborar para atravessar áreas, derrotar inimigos e resolver quebra-cabeças. A mecânica Totem permite que os personagens subam uns sobre os outros para alcançar diferentes alturas.

Roupas também concedem habilidades específicas. A história ocorre em Hytopia, onde os heróis precisam quebrar uma maldição lançada sobre a princesa Styla. O jogo está incluído na cronologia oficial, depois de A Link Between Worlds.

Breath of the Wild desmontou a fórmula tradicional

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Depois de anos seguindo variações de uma estrutura baseada em dungeons e itens específicos, a Nintendo mudou radicalmente o funcionamento da série. The Legend of Zelda: Breath of the Wild, lançado em 2017 para Wii U e Nintendo Switch, entrega uma enorme Hyrule praticamente inteira para exploração desde o começo.

Link pode escalar montanhas, planar, cozinhar, utilizar diferentes armas e enfrentar os objetivos em ordens variadas. O próprio Ganon pode ser desafiado muito antes de grande parte da campanha ser concluída.

A física e a interação entre sistemas ganharam importância. Fogo se espalha, metal conduz eletricidade e diferentes recursos podem ser combinados para resolver o mesmo problema. Dentro de todos os jogos de Zelda, Breath of the Wild representa uma das maiores rupturas desde Ocarina of Time.

Tears of the Kingdom expandiu Hyrule para cima e para baixo

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The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom, de 2023, continua diretamente Breath of the Wild. A mesma Hyrule retorna transformada, mas agora existem ilhas no céu e uma enorme região subterrânea conhecida como Depths. A Nintendo confirma que se trata de uma sequência de Breath of the Wild.

As habilidades de Link também mudam. Ultrahand permite unir objetos e construir veículos ou mecanismos. Fuse combina armas com materiais. Recall reverte o movimento de objetos, enquanto Ascend permite atravessar determinadas superfícies acima do personagem.

Echoes of Wisdom finalmente colocou Zelda como protagonista

Depois de décadas carregando seu nome no título, a princesa assumiu definitivamente o papel principal em The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom, lançado para Nintendo Switch em 2024. Link desaparece em uma das misteriosas fendas que começam a engolir partes de Hyrule.

Zelda recebe o Tri Rod e passa a criar cópias, chamadas ecos, de objetos e criaturas encontradas pelo caminho. Uma cama pode virar ponte. Um monstro pode ser reproduzido para lutar. Blocos e objetos podem ser combinados para alcançar áreas antes inacessíveis.

A Nintendo afirma que existem mais de 100 tipos de ecos no jogo. Na cronologia oficial atual, Echoes of Wisdom foi incluído na linha em que o Herói do Tempo é derrotado, entre Tri Force Heroes e o primeiro The Legend of Zelda.

Série principal reúne 21 jogos

Considerando aventuras diferentes, e não relançamentos do mesmo conteúdo, todos os jogos de Zelda da série principal somam atualmente 21 títulos.

A contagem inclui:

  • The Legend of Zelda;
  • Zelda II: The Adventure of Link;
  • The Legend of Zelda: A Link to the Past;
  • The Legend of Zelda: Link’s Awakening;
  • The Legend of Zelda: Ocarina of Time;
  • The Legend of Zelda: Majora’s Mask;
  • The Legend of Zelda: Oracle of Ages;
  • The Legend of Zelda: Oracle of Seasons;
  • The Legend of Zelda: Four Swords;
  • The Legend of Zelda: The Wind Waker;
  • The Legend of Zelda: Four Swords Adventures;
  • The Legend of Zelda: The Minish Cap;
  • The Legend of Zelda: Twilight Princess;
  • The Legend of Zelda: Phantom Hourglass;
  • The Legend of Zelda: Spirit Tracks;
  • The Legend of Zelda: Skyward Sword;
  • The Legend of Zelda: A Link Between Worlds;
  • The Legend of Zelda: Tri Force Heroes;
  • The Legend of Zelda: Breath of the Wild;
  • The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom;
  • The Legend of Zelda: Echoes of Wisdom.

Mas a história não termina nesses 21.

Remakes mudaram alguns dos maiores clássicos

A Nintendo retornou diversas vezes aos capítulos anteriores. Link’s Awakening DX, de 1998, adicionou cores e conteúdo à aventura de Game Boy. Em 2019, Link’s Awakening recebeu uma reconstrução completa para Nintendo Switch, com visual semelhante a um diorama.

Ocarina of Time 3D, de 2011, refez gráficos e interface para Nintendo 3DS. Majora’s Mask 3D recebeu tratamento semelhante em 2015. The Wind Waker HD chegou ao Wii U em 2013 com gráficos em alta definição e mudanças de qualidade de vida. Twilight Princess HD fez o mesmo em 2016.

Skyward Sword HD, de 2021, aumentou resolução e desempenho e, principalmente, permitiu jogar sem depender dos movimentos do Wii. Há ainda Four Swords Anniversary Edition, lançada para portáteis da família DS, além de Master Quest, versão de Ocarina com dungeons modificadas.

Breath e Tears ganharam versões de Switch 2

Com a chegada do Nintendo Switch 2 em 2025, Breath of the Wild e Tears of the Kingdom também receberam edições específicas para o novo console. As versões apresentam melhorias como resolução maior, taxas de quadros mais estáveis e carregamentos mais rápidos. Tears of the Kingdom também oferece integração com o Zelda Notes, serviço do aplicativo da Nintendo.

Ordem dos lançamentos não é a ordem da história

Uma das maiores confusões para quem tenta jogar todos os jogos de Zelda está na cronologia. A história não segue simplesmente a ordem de lançamento.

Na linha oficial, Skyward Sword vem primeiro, seguido por The Minish Cap, Four Swords e Ocarina of Time. É justamente em Ocarina que a cronologia se divide. Em uma das ramificações, Link é derrotado, levando a A Link to the Past, Link’s Awakening, Oracles, A Link Between Worlds, Tri Force Heroes, Echoes of Wisdom, The Legend of Zelda e Zelda II.

Quando o herói vence, outra divisão separa o futuro adulto de Link de sua volta à infância. a linha da infância leva a Majora’s Mask, Twilight Princess e Four Swords Adventures. A linha adulta segue por Wind Waker, Phantom Hourglass e Spirit Tracks.

Breath of the Wild e Tears of the Kingdom acontecem em uma era extremamente distante, embora a Nintendo não os encaixe no diagrama tradicional da mesma maneira que os capítulos antigos em sua página de cronologia.

É preciso jogar Zelda na ordem?

Não. Apesar de existir uma cronologia oficial, a grande maioria dos títulos foi desenvolvida para funcionar de maneira independente.

Alguns pares possuem uma ligação muito mais direta. Wind Waker e Phantom Hourglass contam histórias consecutivas. Breath of the Wild e Tears of the Kingdom formam outro caso evidente. Oracle of Ages e Seasons foram feitos para se conectar.

O mesmo Link também aparece em Ocarina of Time e Majora’s Mask, enquanto Link’s Awakening acompanha o herói relacionado a A Link to the Past. Fora dessas relações, um jogador novo pode escolher o capítulo que mais combina com o tipo de aventura que procura.

Qual Zelda jogar primeiro?

Para quem quer entender a fórmula tradicional em 2D, A Link to the Past continua uma das escolhas mais completas. Quem prefere os grandes Zeldas tridimensionais pode começar por Ocarina of Time, especialmente com a chegada da reconstrução de Switch 2, ou por Twilight Princess.

Para liberdade absoluta de exploração, a melhor entrada é Breath of the Wild. Tears of the Kingdom oferece ainda mais possibilidades, mas funciona melhor depois de conhecer aquela Hyrule.

Quem prefere uma aventura menor e criativa encontra boas portas em Link’s Awakening e Echoes of Wisdom. E quem quer um jogo mais sombrio pode encontrar em Majora’s Mask uma das experiências mais diferentes entre todos os jogos de Zelda.


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Julia-Carmo
Autor: Júlia Carmo

Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.

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