Jogo cria disputa contra o tempo para salvar a própria família do personagem
“The Blood of Dawnwalker” chega aos jogadores em 3 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Desenvolvido pela Rebel Wolves e publicado pela Bandai Namco Entertainment, o RPG de ação aposta em fantasia sombria, exploração de mundo aberto e uma narrativa na qual as decisões do jogador interferem diretamente no desenrolar da história.
A aventura se passa na Europa do século XIV, em um período marcado pela peste bubônica e pelo enfraquecimento das estruturas de poder. É nesse cenário que criaturas sobrenaturais deixam as sombras e assumem o controle de regiões inteiras. A história acompanha Coen, um jovem que passa por uma transformação e precisa decidir até onde está disposto a ir para proteger sua família.
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A história acompanha Coen, transformado em Penumbro (Dawnwalker), uma condição que o coloca entre o universo humano e o sobrenatural. O personagem passa a lidar com habilidades diferentes, mas também com o conflito provocado pela própria natureza.
A missão principal envolve a tentativa de salvar sua família. Para isso, o protagonista tem um período limitado para agir, e cada tarefa concluída ou ignorada interfere no tempo disponível. O jogo transforma esse limite em parte da estrutura narrativa, fazendo com que o jogador precise decidir quais objetivos merecem prioridade.
Não será possível atender a todos os pedidos encontrados durante a aventura. A própria descrição oficial do jogo apresenta essa limitação como um dos elementos que definem a experiência, já que ajudar uma pessoa pode significar deixar outra situação sem solução.

O território explorado no jogo é o fictício Vale Sangora, situado nas Montanhas dos Cárpatos. A região reúne elementos inspirados no folclore do Leste Europeu e apresenta aldeias, áreas naturais e locais dominados por criaturas sobrenaturais.
A transformação da sociedade local acontece depois que os vampiros aproveitam o período de fragilidade provocado pela peste. Eles deixam de agir apenas nas sombras e passam a controlar o território, impondo novas regras aos habitantes.
O principal antagonista é Brencis, um vampiro ancestral que assume o poder sobre o vale. Sob seu domínio, a população humana fica submetida a um sistema de exploração chamado “imposto de sangue”, que representa uma das principais formas de controle utilizadas pelos vampiros.
A condição de Penumbro altera a maneira como Coen enfrenta os inimigos. Durante a aventura, o jogador poderá utilizar tanto recursos humanos quanto poderes sobrenaturais. Na forma humana, o personagem luta com espada e magia, utilizando habilidades voltadas aos confrontos diretos.
Já suas capacidades vampíricas permitem explorar força sobrenatural e ataques ligados à natureza de sua transformação. O ciclo entre dia e noite também interfere na experiência. Cada período oferece características diferentes, fazendo com que o jogador adapte suas decisões conforme o momento da jornada.

A estrutura narrativa foi criada para permitir diferentes maneiras de conduzir a campanha. O jogador pode investigar segredos, seguir diretamente uma missão, formar alianças ou agir sozinho em determinados momentos. As escolhas também interferem nas relações com outros personagens.
Decidir quem ajudar e quais conflitos enfrentar faz parte do percurso de Coen, enquanto determinadas oportunidades podem desaparecer conforme o tempo avança. A Rebel Wolves define o projeto como uma experiência de narrativa não linear, com diferentes caminhos possíveis. Dessa maneira, duas pessoas podem encontrar situações distintas ao tomar decisões diferentes durante a campanha.
O Vale Sangora funciona como um espaço de exploração em que o jogador não precisa seguir somente o caminho principal. A proposta permite investigar áreas, encontrar informações e descobrir elementos relacionados à história do território.
A exploração também está ligada ao sistema de tempo. Como o relógio da campanha continua avançando, escolher uma rota pode significar abrir mão de outra possibilidade. Esse funcionamento cria uma relação direta entre deslocamento, investigação e narrativa. O mundo não fica parado enquanto Coen decide seu próximo passo.

A Rebel Wolves foi fundada por Konrad Tomaszkiewicz, diretor de “The Witcher 3: Wild Hunt”, que deixou a CD Projekt em 2021 e posteriormente criou o novo estúdio. A equipe de desenvolvimento também reúne profissionais que já trabalharam em projetos relacionados a “The Witcher” e “Cyberpunk 2077”.
Entre os integrantes estão Mateusz Tomaszkiewicz, diretor criativo; Daniel Sadowski, diretor de design; Jakub Szamalek, diretor narrativo; e Bartłomiej Gaweł, diretor de arte. O projeto utiliza a Unreal Engine 5 e foi concebido como o primeiro capítulo de uma possível série ambientada nesse universo de fantasia sombria.
No PlayStation 5, “The Blood of Dawnwalker” terá duas edições anunciadas pela plataforma. A Edição Padrão inclui o jogo e o Conjunto de Armadura do Viajante Sangorano. Na PlayStation Store brasileira, o preço informado é de R$ 399,90.
Já a Edição Eclipse acrescenta um compêndio mundial digital, trilha sonora digital e quadrinho digital, além do conjunto de armadura. O valor informado para essa versão é de R$ 455,90.
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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