Dor crônica na adolescência exige mais atenção e cuidado especializado

No Congresso Brasileiro de Dor, psicóloga Jordana Ribeiro propõe reflexão sobre o sofrimento persistente entre jovens e os caminhos para um atendimento mais humano

Dor crônica na adolescência exige mais atenção e cuidado especializado (Foto: Pexels)

A dor é um sinal de alerta do corpo, mas quando se torna constante, silenciosa e invisível, pode transformar a vida de quem a sente. Esse é o caso de muitos adolescentes que convivem com dores crônicas – condição ainda pouco debatida nos serviços de saúde e muitas vezes confundida com “drama” ou “exagero”.

A psicóloga goiana Jordana Ribeiro, mestre em Psicologia Clínica e da Saúde, defende que esse tema precisa ganhar espaço urgente nas pautas da saúde mental. Em sua participação no 17º Congresso Brasileiro de Dor, em São Paulo, ela apresentou a palestra “Psicologia e Dor Crônica no Adolescente”, destacando os impactos emocionais e sociais que essa condição impõe aos jovens.

Psicóloga goiana Jordana Ribeiro, mestre em Psicologia Clínica e da Saúde (Foto Arquivo pessoal)
Psicóloga goiana Jordana Ribeiro, mestre em Psicologia Clínica e da Saúde (Foto Arquivo pessoal)

“É um desafio ainda pouco explorado em profundidade nos contextos de saúde mental e dor crônica”, pontuou Jordana.

Além da experiência clínica, ela também atua como docente e palestrante, levando o tema para diferentes espaços de formação. Segundo a psicóloga, o sofrimento físico e emocional provocado pela dor persistente na juventude é agravado pela dificuldade de diagnóstico e pela ausência de uma rede de apoio preparada para acolher.

“A dor é urgente, então quem a sente precisa atendimento rápido e especializado. Num mundo cada vez mais conectado digitalmente e mais longe dos contatos presenciais, é urgente debater o tema e encontrar mecanismos para tratamentos eficazes e rápidos”, reforçou Jordana.

Falar sobre dor crônica em adolescentes é reconhecer que esse público também sofre — e precisa ser ouvido. O acolhimento psicológico não pode ser uma alternativa, mas sim uma parte essencial do tratamento. E trazer esse debate para eventos científicos é um passo importante para transformar o cuidado à saúde dos jovens.


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