Espetáculo “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco” retorna aos palcos e percorre cidades goianas em nova temporada

A montagem do Teatro Gueroba amplia circulação e propõe reflexões sobre memória, pandemia e os múltiplos Brasis

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Uma travessia entre territórios, memórias e afetos volta a ganhar cena em Goiás: o espetáculo “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco”, do coletivo Teatro Gueroba, inicia nova circulação pelo estado com apresentações em Ouvidor (12 de abril), Goiânia (15 a 19 de abril, no Teatro LACENA/UFG) e Anápolis (24 a 26 de abril, no Teatro Municipal). A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis pela plataforma Sympla, e a temporada reforça o diálogo entre arte, território e memória coletiva.

Após a estreia em 2024, a obra retorna ampliando seu alcance e reafirmando sua potência estética e política. A dramaturgia parte de uma narrativa íntima — um homem que, em meio a um dia de festa, confronta Deus e revisita sua própria história — para alcançar dimensões universais, atravessando questões como destino, responsabilidade e os impactos da pandemia em um Brasil marcado por tensões sociais. Inspirado em referências como Darcy Ribeiro e saberes ancestrais, o espetáculo constrói uma experiência sensorial sobre vida, morte e permanência.

Com direção de Hercules Morais, a encenação aposta em uma linguagem imagética intensa, em que corpo, som e matéria orgânica se tornam dispositivos de pensamento. A montagem se afasta da narrativa linear e propõe uma experiência sensorial que convida o público à reflexão. “O espetáculo nasce do desejo de tornar visível aquilo que muitas vezes permanece invisível em nós e no país”, destaca o diretor, ao enfatizar o caráter vivo e transformador da obra a cada apresentação.

Além das sessões, a temporada em Goiânia contará com a exposição “Os Brasis de Darcy”, uma instalação imersiva que transporta o público por biomas brasileiros ameaçados, conectando histórias humanas, sons e materiais naturais. A circulação, que também inclui ações formativas, acontece após a participação do espetáculo na MITsp e reforça o compromisso do grupo com a descentralização cultural, convidando o público a refletir sobre um Brasil múltiplo, em constante disputa e transformação.


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Ana Paula Mota
Autor: Ana Paula Mota

Ana Paula Mota é produtora cultural do Instituto Federal de Goiás (Câmpus Aparecida de Goiânia) desde 2013. Também é comunicadora, graduada em Comunicação Social pela UFG (2000) e especialista em Tecnologias na Aprendizagem, pelo SENAC (2015). Há quase 30 anos colabora com projetos culturais goianos, seja como produtora cultural ou como assessora de imprensa. Foi produtora artística e cultural da Quasar Cia de Dança entre 1997 e 2010. Na Lumieira, está à frente da assessoria de imprensa de projetos culturais.

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