Festival Colettiva Preta 2026 anuncia programação em Goiânia; veja

Evento terá reconhecimento a lideranças, artistas, pesquisadoras e empreendedoras negras de Goiás

Festival Colettiva Preta 2026 homenageia mulheres negras e inicia programação em Goiânia

O Festival Colettiva Preta 2026 inicia sua programação na próxima sexta-feira, 20 de junho, no Espaço Dona Rosa, em Goiânia, com uma programação dedicada à valorização de mulheres negras que têm atuação de destaque em diferentes áreas da sociedade goiana. A iniciativa reúne homenagens, atividades culturais e ações voltadas ao fortalecimento da economia criativa e da produção cultural protagonizada por mulheres negras.

Realizado pelo Ministério da Cultura e pela Equatorial Goiás, o festival terá sete edições ao longo de 2026, entre os meses de junho e dezembro. A proposta é ampliar a visibilidade de trajetórias femininas negras ligadas à cultura, ao empreendedorismo, à educação, à pesquisa, à comunicação e à atuação comunitária, promovendo também oportunidades de formação, networking e geração de renda.

Quem serão as mulheres homenageadas no Festival Colettiva Preta 2026?

A cerimônia de lançamento, que acontece no dia 19 de junho para convidados, será marcada pelo reconhecimento público de dezenas de mulheres negras que atuam em segmentos estratégicos para a sociedade goiana. Entre elas estão educadoras, lideranças quilombolas, pesquisadoras, comunicadoras, artistas, representantes de religiões de matriz africana e ativistas dos movimentos sociais.

Entre os nomes anunciados estão Ana Rita Marcelo de Castro, professora, historiadora e gestora cultural; Ieda Leal, uma das principais lideranças históricas do Movimento Negro Unificado em Goiás; Janira Sodré Miranda, historiadora e fundadora do Instituto Pretas; Lucilene Kalunga, liderança quilombola; Mãe Isabel (Yá Isabel de Oxum), referência religiosa e ativista; Rafaela de Lima dos Anjos, jornalista da TV Anhanguera; e Maria Zita Ferreira, pesquisadora da dança negra e vencedora do Prêmio Jaburu de Artes Cênicas.

A idealizadora do festival, Renata Caetano, atriz, diretora, artesã e empreendedora cultural, atualmente integrante do elenco da novela “Coração Acelerado”, da TV Globo, destacou o propósito da iniciativa.

“O Festival Colettiva Preta nasce para celebrar mulheres que transformam seus territórios por meio da cultura, do conhecimento, da ancestralidade e do empreendedorismo. Essas homenageadas representam histórias de resistência, criação e liderança que merecem ser conhecidas e valorizadas. Abrir o festival reconhecendo essas trajetórias é também reafirmar nosso compromisso com o fortalecimento das redes negras femininas”, afirma.

Como será a programação?

O Festival Colettiva Preta 2026 terá sete encontros temáticos distribuídos ao longo do ano. A programação prevê mostras multiculturais, oficinas, exposições de produtos desenvolvidos por empreendedoras negras, apresentações artísticas, rodas de conversa e rodadas de negócios.

A primeira edição será realizada nos dias 20 e 21 de junho e terá como tema “Nossas Texturas Pretas”, destacando produções ligadas às artes visuais e ao artesanato.

No sábado, os participantes poderão acompanhar uma mostra multicultural, a oficina de crochê “Artesanias”, ministrada por Erika Regina, além de um almoço aberto ao público. Também está prevista a ação “Semeia Futuro”, desenvolvida em parceria com o Sebrae e a Equatorial Goiás para apoiar iniciativas lideradas por mulheres negras.

Já no domingo, o destaque será o painel “Cartografia de Mulheres Negras no Artesanato”, mediado por Ludmyla Marques. A programação contará ainda com continuidade da mostra multicultural e encerramento cultural conduzido pela DJ Iara Kavene.

Qual a importância do Festival Colettiva Preta para a economia criativa?

Nos últimos anos, iniciativas voltadas ao empreendedorismo negro têm ganhado espaço em diferentes regiões do país, especialmente após a ampliação de políticas públicas de incentivo à diversidade cultural e à inclusão produtiva. Eventos como o Festival Colettiva Preta funcionam como plataformas de exposição para negócios criados por mulheres negras, permitindo acesso a novos mercados, capacitações e oportunidades de parcerias.

Além do aspecto econômico, especialistas em cultura e desenvolvimento social apontam que ações desse tipo contribuem para preservar patrimônios culturais afro-brasileiros, estimular a circulação de conhecimento e ampliar a representatividade em setores historicamente marcados por desigualdades raciais e de gênero.

Em Goiás, a iniciativa busca reunir diferentes segmentos da sociedade em torno da valorização da ancestralidade, da produção cultural negra e da construção de redes colaborativas capazes de impulsionar projetos, pesquisas, negócios e manifestações artísticas lideradas por mulheres negras.

Veja a programação completa da Festival Colettiva Preta

20 de junho (sábado)

  • 9h às 19h – Mostra multicultural
  • 10h às 12h – “Bora prosear, nêga?” – Oficina de crochê “Artesanias” com Erika Regina
  • 12h às 14h – Almoço público
  • 9h às 19h – “Psiu! Toma uma aí!” – Bar Colettiva
  • 15h às 17h – Ativação “Semeia Futuro” com Sebrae e Equatorial Goiás: fortalecimento de iniciativas e empreendimentos liderados por mulheres negras
  • 17h às 20h – Som ambiente

21 de junho (domingo)

  • 9h às 18h – Mostra multicultural
  • 9h às 18h – “Psiu! Toma uma aí!” – Bar Colettiva
  • 14h30 às 16h30 – Painel “Cartografia de Mulheres Negras no Artesanato” com mediação de Ludmyla Marques
  • 17h às 18h – Encerramento / DJ Iara Kavene

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