Seleção da 36ª edição chega ao MAC Goiás com entrada gratuita e foco em deslocamentos, pertencimento e humanidade
Goiânia passa a ocupar um novo lugar no mapa da arte contemporânea brasileira a partir de 3 de março. O Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC) abre as portas para um recorte especial da 36ª Bienal de São Paulo, considerada a maior exposição de artes visuais do hemisfério Sul. Pela primeira vez, a capital integra a rota oficial de itinerâncias do evento.
A iniciativa leva ao público goiano uma seleção de obras da edição mais recente da Bienal, aproximando a cidade de um dos movimentos curatoriais mais importantes do cenário internacional. O projeto amplia o acesso a produções que normalmente estariam restritas ao Pavilhão do Ibirapuera, em São Paulo.

O conjunto apresentado em Goiânia integra o programa de exposições itinerantes da Fundação Bienal de São Paulo, criado em 2011. A proposta nasceu com o objetivo de descentralizar a circulação da arte contemporânea e estimular diálogos em diferentes regiões do país.
Nesta etapa, os visitantes entram em contato com um recorte da mostra “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, eixo conceitual que guiou a 36ª edição. As obras abordam deslocamentos, vínculos humanos, pertencimento e formas de existir em um mundo atravessado por transformações constantes.

A escolha da capital goiana como ponto de partida da itinerância tem peso simbólico. Goiânia será a primeira cidade a receber a exposição antes de sua passagem por mais de dez municípios no Brasil e também no exterior.
O movimento projeta o MAC Goiás como um polo estratégico na difusão da arte contemporânea. O museu assume protagonismo ao conectar artistas, curadores e públicos a debates que atravessam fronteiras e linguagens.
Além da entrada gratuita, a itinerância preserva o compromisso educativo que marca a trajetória da Bienal de São Paulo. A edição mais recente do evento registrou crescimento significativo de visitantes e ampliou ações voltadas a estudantes, professores e novos públicos.
Em Goiânia, a exposição permanece aberta até 19 de abril. O período estendido permite que a população vivencie, com tempo e profundidade, parte de um dos acontecimentos mais relevantes do calendário artístico mundial sem precisar sair da cidade.
Jornalista pós-graduada em Comunicação Organizacional e especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação.
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