Dados do Caged mostram crescimento do emprego industrial no estado, com destaque para transformação e construção civil
Goiás registrou um bom resultado no mercado de trabalho industrial, com a criação de 11,3 mil vagas no primeiro trimestre e a 7ª posição no ranking do Brasil. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram analisados pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), mostrando que o estado segue entre os que mais geram empregos na indústria.
A maior parte dessas vagas veio da indústria de transformação e da construção civil, que puxaram o crescimento no período. Mesmo com variações na economia, o setor industrial manteve um ritmo positivo de contratações em Goiás.
Os números mostram que Goiás teve desempenho parecido com o mesmo período de 2025, quando também passou de 11 mil vagas criadas na indústria. Isso indica que o setor segue estável na geração de empregos.
Hoje, a indústria representa 26,2% dos empregos formais no estado, ficando atrás apenas dos serviços. No trimestre, o setor industrial somou 7.499 novas vagas, superando o comércio e ficando perto do desempenho dos serviços.
Goiás também tem participação importante no país, com 3,5% dos empregos industriais do Brasil, com destaque para áreas como combustíveis e produtos farmacêuticos.
A maior parte das vagas foi criada em cidades com forte atividade industrial. Goiânia liderou com 2.541 empregos, seguida por Anápolis, Santa Terezinha, Rio Verde e Uruaçu.
Segundo especialistas, isso acontece porque cidades com mais indústrias acabam gerando mais vagas com mais rapidez. Cerca de 60% dos municípios do estado tiveram saldo positivo no período.
A indústria de transformação foi a principal responsável pelo resultado, com 6.277 vagas. Os destaques foram produção de alimentos e biocombustíveis.
Já a construção civil criou 3.817 vagas, com avanço em obras de edifícios, infraestrutura e serviços de construção. Isso mostra crescimento em várias áreas ao mesmo tempo.
A maior parte das vagas criadas foi em funções de entrada, com salários de até dois mínimos. Isso mostra que o crescimento ocorreu principalmente em cargos operacionais.
Nos desligamentos, quase metade aconteceu por demissão sem justa causa, e uma parte relevante foi por decisão dos próprios trabalhadores. Isso indica um mercado com bastante movimentação e trocas de emprego frequentes.
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