Campanha estadual inicia envio de doses e mobiliza autoridades para ampliar imunização até 30 de maio
As primeiras remessas da vacina trivalente contra influenza começaram a ser distribuídas aos municípios de Goiás, marcando o início da preparação para a campanha de imunização de 2026. O Dia D está marcado para 28 de março em todo o estado, com foco em ampliar rapidamente a cobertura entre os grupos prioritários e conter o avanço de casos graves.
A estratégia segue até 30 de maio e tem como objetivo imunizar 90% de idosos, crianças e gestantes. A mobilização ocorre em um cenário considerado preocupante pelas autoridades de saúde, que destacam a necessidade de acelerar a adesão da população logo nas primeiras semanas da campanha.
Durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite, o secretário da Saúde, Rasivel Santos, chamou atenção para os índices atuais e a urgência de ampliar a vacinação. “Precisamos nos mobilizar o mais rápido possível, e combater as fake news. Nossa cobertura vacinal (51,30%) está muito baixa, o que gera impacto na rede hospitalar. Nossa meta é alcançar o índice de mais de 90 por cento”, afirmou.
A superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunização, Cristina Laval, orientou gestores municipais a adotarem medidas práticas para facilitar o acesso às doses. Entre as ações sugeridas estão a ampliação do atendimento nas unidades de saúde e a vacinação em locais onde estão os idosos, como abrigos.
Ela também destacou iniciativas de incentivo, como recursos federais voltados à vacinação em escolas, buscando ampliar o alcance entre crianças e adolescentes. “Nos colocamos à disposição dos municípios para que aumentem as coberturas vacinais”, acrescentou.
Além da influenza, o avanço de outras doenças também preocupa. Dados apresentados indicam crescimento significativo nos registros de dengue e chikungunya no estado, aumentando a pressão sobre os serviços de saúde e exigindo respostas coordenadas.
Segundo Cristina Laval, já foram confirmadas cinco mortes por dengue, enquanto 33 seguem em investigação. Em relação à chikungunya, o número de municípios com casos confirmados subiu de 25 para 47 em curto período.
“Faço um apelo aos gestores que realizem o manejo ambiental e o bloqueio químico costal para que a gente consiga quebrar a cadeia de transmissão da doença e evitar casos graves e mortes”, completou.
A reunião também trouxe dados atualizados sobre tuberculose em Goiás. Entre 2021 e 2025, foram registrados 5.518 novos casos, mas 38% dos municípios não notificaram ocorrências, o que acende alerta para possível subnotificação.
As autoridades reforçaram a importância do diagnóstico precoce, principalmente em pacientes com tosse persistente por três semanas ou mais. A orientação é intensificar a busca ativa por sintomas e ampliar o acesso aos exames nas unidades básicas de saúde.
Rasivel Santos destacou que o sistema público dispõe de estrutura para enfrentar a doença. “A tuberculose é tratável. É preciso que tenhamos o compromisso de zerar os óbitos”, acrescentou.
Outro ponto discutido foi a transmissão vertical do HIV. Nos últimos cinco anos, a taxa de transmissão de mãe para bebê está em 1,5 por cento, e a meta estadual é reduzir esse índice a zero com ações de acompanhamento e diagnóstico durante o pré-natal.
Ainda durante o encontro, foram divulgados eventos voltados à qualificação da rede de saúde, como o Congresso Autismo Sem Fronteiras, em 18 de abril, e o 1º Workshop de Doenças Raras para Atenção Básica no Centro-Oeste, entre 09 e 11 de abril, ambos em Goiânia.
Copyright © 2024 // Todos os direitos reservados.