Mitos e verdades sobre os astronautas; conheça a realidade sobre o trabalho fora da Terra

Especialistas explicam o que é real e o que é fantasia nas missões espaciais

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  • . atualizado às 07:09
Mitos ou verdades sobre os astronautas; conheça a realidade sobre o trabalho fora da Terra

Ser astronauta atravessa gerações como um sonho coletivo, alimentado por filmes, séries e livros que transformaram o espaço em território quase mítico e cheio de mistérios. A curiosidade sobre quem chega lá fora vai além da admiração e esbarra em dúvidas comuns, repetidas há décadas por pessoas de todas as idades.

Crescer no espaço, ouvir explosões no vácuo ou pilotar naves como nos filmes fazem parte desse imaginário popular criado rumo ao ‘desconhecido’, mas o que realmente é verdade, ficção ou mito sobre os astronautas?

Saiba o que é mito e o que é verdade sobre os astronautas e o trabalho fora da Terra

Astronautas vivem em gravidade zero: MITO

A gravidade terrestre continua presente até a Estação Espacial Internacional, com cerca de 90% da força registrada na superfície do planeta. O que ocorre é a microgravidade, sensação provocada pela queda livre constante da estação enquanto orbita a Terra. Esse efeito cria a impressão de ausência de peso, mas não elimina completamente a ação gravitacional sobre o corpo humano.

Astronautas ficam mais altos no espaço: VERDADE

Sem a compressão diária da gravidade, a coluna vertebral se alonga e pode ganhar alguns centímetros durante a missão. O aumento é temporário e desaparece poucos dias após o retorno à Terra, quando o corpo se readapta à gravidade. Missões longas também causam perda óssea, alterações circulatórias, impacto no sistema imunológico e maior exposição à radiação.

Explosões no espaço fazem barulho: MITO

No espaço, o silêncio domina completamente, pois o som precisa de um meio material para se propagar. Como o ambiente é um vácuo, explosões e impactos não produzem ruídos audíveis para o ouvido humano. Esse detalhe costuma ser ignorado em produções audiovisuais, mas é uma regra básica da física espacial.

Eles bebem água reciclada da urina e do suor: VERDADE

Na estação espacial, quase 100% da água passa por sistemas avançados de reciclagem e purificação. Urina, suor e até a umidade do ar são transformados em água potável para consumo diário da tripulação. Segundo astronautas, o líquido resultante pode ser mais limpo do que a água de torneira em várias regiões da Terra.

Todos são pilotos militares experientes: MITO

Ser piloto ajuda, mas não é exigência obrigatória para integrar missões espaciais modernas. Agências como a NASA pedem formação avançada em áreas STEM, além de experiência profissional relevante. Horas de voo podem ser aceitas como alternativa, mas não são o único caminho possível.

Exercício físico é obrigatório no espaço: VERDADE

Para evitar a perda de massa muscular e óssea, astronautas seguem uma rotina diária de 2 horas de exercícios. Os treinos utilizam equipamentos adaptados à microgravidade e fazem parte do protocolo de saúde das missões. Essa disciplina é essencial para garantir condições físicas adequadas durante a estadia e após o retorno à Terra.

Basta ser muito inteligente para virar astronauta: MITO

Capacidade intelectual é fundamental, mas o processo seletivo vai muito além do desempenho acadêmico. Os candidatos passam por testes físicos rigorosos, avaliações psicológicas e provas de convivência em ambientes confinados. Resistência ao estresse e equilíbrio emocional são fatores decisivos para suportar longos períodos fora do planeta.

Astronautas não tomam banho durante a missão: VERDADE

Chuveiros não existem na estação espacial, já que a água não cai como na Terra. A higiene diária é feita com panos umedecidos e xampus sem enxágue, adaptados ao ambiente de microgravidade. Esse cuidado mantém a saúde da tripulação mesmo sem os hábitos comuns do dia a dia terrestre.

Space Adventure é uma ótima opção para quem deseja conhecer melhor sobre os astronautas e o trabalho fora da Terra

O Brasil conta com duas unidades do Space Adventure, um projeto de grande relevância desenvolvido em colaboração com a NASA, instaladas em importantes polos turísticos: Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e Canela, no Rio Grande do Sul. Embora cada espaço tenha características próprias, ambos têm como missão despertar o interesse do público pela história e pelos avanços da exploração espacial.

A unidade de Balneário Camboriú reúne o maior conjunto de artefatos da NASA fora do território norte-americano, somando mais de 300 peças originais empregadas em missões espaciais. Já o espaço de Canela, localizado na Serra Gaúcha, abriga aproximadamente 270 itens autênticos. Em comum, os dois museus conduzem os visitantes por uma jornada pela corrida espacial e pelos programas Mercury, Gemini e Apollo, marcos fundamentais da chegada do ser humano à Lua.

O percurso é altamente interativo e sensorial, com salas temáticas, cinemas, simuladores e ambientes cenográficos que recriam episódios históricos, como o centro de controle de missões em Houston, os momentos de lançamento e a chegada à superfície lunar. O público também aprende sobre o cotidiano dos astronautas, abordando aspectos como alimentação, descanso e higiene em órbita. A visita é complementada por experiências de realidade virtual, simulação de força G e um planetário com projeção em 4K, desenvolvido em parceria com o Museu de História Natural de Nova York.

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