Levantamento do Ministério do Turismo expõe os receios das viajantes e indica cuidados importantes para planejar uma viagem sem companhia
Viajar sem companhia tem atraído brasileiras em busca de autonomia e liberdade, mas a segurança ainda é uma barreira para mulheres que pretendem viajar sozinhas. Pesquisa que embasou o “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, lançado pelo Ministério do Turismo em março de 2026, revela que 62,1% das entrevistadas já desistiram de uma viagem solo por questões de segurança. O levantamento ouviu 2.712 mulheres entre agosto e setembro de 2025 e ajuda a identificar os principais cuidados para planejar uma jornada sem companhia.
A pesquisa ouviu 2.712 mulheres, entre agosto e setembro de 2025. Entre as viajantes solo, a faixa de 35 a 44 anos representa 34,6% desse público, a maior participação no levantamento, seguida pelas mulheres de 45 a 54 anos, com 22,1%, e de 25 a 34 anos, com 21,7%.
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A preocupação não se limita ao período anterior ao embarque. Segundo a pesquisa, 60,6% das mulheres que viajam sozinhas relatam já ter vivido alguma situação de insegurança durante uma viagem.
O lazer aparece como motivação para 72,6% das entrevistadas, enquanto 65,1% mencionam independência e liberdade. Em relação aos destinos, 41,8% afirmam que suas experiências de viagem solo ocorreram tanto no Brasil quanto no exterior, enquanto 35,9% viajaram sozinhas exclusivamente em território nacional.
Nesse cenário, o planejamento de roteiro, hospedagem e deslocamentos assume papel importante na viagem solo feminina. A contratação de um seguro viagem também pode fazer parte dessa preparação, especialmente diante de situações que envolvam necessidade de atendimento médico ou outros imprevistos cobertos pelo produto contratado.
Anna Angotti, gerente de seguro de vida individual e viagem da Omint, afirma que a viajante solo concentra decisões e responsabilidades ao longo do percurso.
“Quando a mulher se propõe a fazer uma viagem sozinha, concentra nela mesma todas as decisões e responsabilidades daquele percurso. Ter uma estrutura de proteção adequada não elimina os imprevistos, mas pode facilitar a tomada de decisão quando eles acontecerem, principalmente em situações que envolvam necessidade de atendimento médico ou outras questões inesperadas”, destaca.
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O “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas” reúne dados e orientações voltados às diferentes etapas da jornada. A publicação aborda planejamento, segurança e características das experiências de mulheres que escolhem viajar sem companhia.
Os próprios números apresentados no documento dimensionam o peso da segurança nessa decisão. Além das 62,1% que já desistiram de uma viagem por esse motivo, 60,6% das mulheres que viajam sozinhas relataram ter passado por alguma situação de insegurança durante suas jornadas.
Para quem pretende fazer uma viagem solo feminina, conhecer previamente o destino, planejar hospedagem e deslocamentos e avaliar cuidadosamente os serviços contratados são medidas que ajudam a reduzir incertezas. No caso do seguro viagem, a leitura das coberturas, limites e condições contratuais permite saber previamente quais situações estão protegidas e quais procedimentos serão necessários diante de um imprevisto.
Além do planejamento do roteiro, alguns cuidados podem ajudar a reduzir riscos e facilitar a resposta a imprevistos durante uma viagem solo feminina:
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Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo
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