Segunda etapa adota credenciamento por 12 meses para distribuir novas áreas do distrito de Aparecida, que já selecionou 67 empresas e se aproxima do fim das obras de infraestrutura
O novo edital do Dianot abriu outra etapa para empresas interessadas em ocupar áreas do Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira, em Aparecida de Goiânia. O Governo de Goiás, por meio da Codego, adotou desta vez um credenciamento permanente com duração de 12 meses. Assim, os empreendimentos terão um período maior para realizar o cadastro e apresentar a documentação exigida.
A segunda rodada começa depois de uma primeira seleção que terminou com 67 empresas acomodadas no distrito. Segundo a Codego, os projetos já representam mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados. Ao mesmo tempo, aproximadamente 95% das obras de infraestrutura estão concluídas, enquanto a companhia prepara novas áreas para ampliar a ocupação.
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A principal mudança está no formato de seleção. No primeiro processo, empresas precisaram reunir toda a documentação dentro de um período menor. Agora, porém, o novo edital do Dianot permitirá que interessados iniciem o credenciamento durante os próximos 12 meses.
Depois do cadastro, a Codego analisará individualmente os documentos e as características de cada empreendimento. Entre os critérios estão capacidade produtiva, previsão de geração de empregos e atendimento às exigências estabelecidas no edital. Em seguida, as empresas que avançarem poderão participar da escolha das áreas e dos procedimentos de assentamento.
A habilitação, no entanto, não garante automaticamente a concessão de um lote. A empresa precisa atender aos critérios técnicos e passar pelas demais etapas previstas no processo. Por isso, a ordem de inscrição não funciona como garantia de recebimento de área.
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O novo formato surgiu a partir da experiência da primeira rodada. Na etapa inicial, o distrito disponibilizou 177 módulos e recebeu inscrições de 118 empresas habilitadas. Desse total, 84 avançaram para a fase seguinte, enquanto a configuração inicialmente prevista permitia acomodar apenas 32 empreendimentos.
Depois, a Codego reorganizou a distribuição dos espaços em negociação com os participantes. Com os ajustes, a companhia conseguiu ampliar de 32 para 67 o número de empresas atendidas. Assim, mais empreendimentos conseguiram avançar sem que a área disponível aumentasse.
Segundo o presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa, o prazo anterior dificultou a participação de companhias que precisavam reunir diferentes documentos. Por isso, a empresa pública decidiu manter o segundo processo aberto por mais tempo.
“Fizemos uma melhoria contínua a partir do primeiro edital. Agora, as empresas terão um prazo maior para se organizar, enquanto a Codego fará a análise documental de maneira mais técnica e alinhada. Vamos avaliar os critérios estabelecidos, como a capacidade produtiva e a previsão de empregos, para que o processo seja transparente e permita um assentamento adequado”, explica Luiz Antônio.

As empresas selecionadas na primeira etapa somam mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados, conforme os dados apresentados pela Codego. A expectativa é que os primeiros empreendimentos instalados gerem entre 6 mil e 7 mil empregos.
Já com a ocupação das duas primeiras etapas, o distrito poderá alcançar potencial de até 20 mil postos de trabalho, considerando empregos diretos e parte dos indiretos. Ao mesmo tempo, o planejamento prevê capacidade para receber aproximadamente 200 empresas quando a implantação avançar.
O prefeito Leandro Vilela relacionou a expansão do distrito ao crescimento econômico de Aparecida. “O Dianot é um dos grandes benefícios que Aparecida recebe no quesito desenvolvimento. É o primeiro distrito 100% regularizado, com toda a estrutura pronta para receber novas empresas. Isso vai trazer um processo de desenvolvimento fantástico para a cidade, ampliando a receita do município e fortalecendo a capacidade de crescimento”, afirma.
O Dianot ocupa mais de 2 milhões de metros quadrados e recebeu infraestrutura para empresas de diferentes portes e segmentos. O projeto inclui pavimentação, rede de água tratada, esgotamento sanitário, galerias de águas pluviais, energia elétrica e iluminação pública.
Segundo a Codego, aproximadamente 95% das obras estão concluídas. Neste momento, os serviços restantes se concentram em pontos de pavimentação e na ligação definitiva da rede de energia. Enquanto isso, as empresas que concluírem as etapas de concessão poderão avançar na implantação de suas unidades.
O Governo de Goiás investiu aproximadamente R$ 140 milhões na infraestrutura. Já Leandro Vilela estima que o valor se aproxime de R$ 500 milhões quando se considera também o terreno onde o distrito foi instalado.
“São cerca de R$ 140 milhões investidos na infraestrutura, sem considerar o valor da área. Se somarmos o valor do terreno, esse montante pode chegar perto de meio bilhão de reais. É uma estrutura que já nasce preparada para receber as empresas, com regularização fundiária e condições para que os empreendedores busquem financiamento e iniciem seus projetos”, destaca Vilela.

Outro projeto associado à expansão industrial envolve um novo eixo viário entre o Dianot, o Vale das Pombas e a GO-020. A obra deverá ampliar as alternativas de deslocamento na região leste de Aparecida. Com a nova ligação, trabalhadores terão outro caminho para chegar ao distrito. Ao mesmo tempo, empresas poderão utilizar a via para o transporte de cargas até a rodovia estadual.
O Governo de Goiás ficará responsável pela execução da obra. O projeto acompanha a ocupação gradual das áreas industriais. Dessa forma, a ampliação da malha viária deverá ocorrer enquanto novos empreendimentos iniciam suas atividades no Dianot.
Mesmo com o novo edital do Dianot em andamento, Codego e Prefeitura já discutem uma terceira etapa. A proposta prevê a disponibilização de outros 78 módulos em uma área institucional destinada ao município.
Nesse caso, porém, as duas administrações ainda precisam definir o modelo jurídico da parceria. Depois dessa definição, a Codego poderá estruturar um processo específico para selecionar os futuros ocupantes.
A intenção é abrir espaço também para empresas de pequeno e médio porte. Já prestadores de serviços que atendam às indústrias instaladas na região também poderão entrar na futura seleção. Portanto, os 78 módulos não fazem parte do edital lançado agora.
O novo edital do Dianot já está disponível para consulta na página mantida pela Codego. Lá, as empresas encontram o edital completo, os anexos, a documentação necessária e o mapa das áreas disponíveis.
Primeiro, o interessado precisa fazer o cadastro e apresentar os documentos exigidos. Depois, a Codego realiza a análise conforme os critérios estabelecidos. Se a empresa avançar, poderá seguir para as etapas relacionadas à escolha da área e ao assentamento.
O credenciamento ficará aberto durante 12 meses. Assim, empresas que não conseguiriam organizar toda a documentação imediatamente terão um período maior para entrar na disputa pelas áreas do distrito.
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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