Novo índice da ClickBus e Fipe mostra avanço nas tarifas rodoviárias e coloca Goiás no centro do debate sobre custo das viagens
As passagens de ônibus no Centro-Oeste tiveram a maior alta do país nos últimos 12 meses, com reajuste médio de 8,2%, segundo o novo Índice do Rodoviário ClickBus, criado em parceria com a Fipe. O levantamento acompanha a variação dos preços no transporte rodoviário e mostra como o custo das viagens pesa no bolso de passageiros em estados como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
O resultado chama atenção porque a região superou todas as demais no recorte anual. Enquanto o Centro-Oeste liderou a alta, o Sul registrou a menor variação, com 2,8%, o que revela diferenças importantes entre oferta, demanda e regras locais de transporte.
Apesar do aumento nas tarifas, o ônibus segue como uma das principais alternativas para quem busca economia em viagens pelo Brasil. Segundo o estudo, o transporte rodoviário movimentou cerca de 160 milhões de passageiros em 2025, com forte presença em deslocamentos ligados a trabalho, saúde, educação e turismo.
Em Goiás, o dado regional ajuda a explicar a pressão sentida por passageiros que dependem de viagens intermunicipais e interestaduais. Como o estado integra uma região de grande circulação rodoviária, qualquer reajuste no Centro-Oeste afeta diretamente quem usa ônibus para se deslocar entre cidades.
O levantamento também mostra que as viagens de curta distância, de até 100 km, registraram alta de 8,5% nos últimos 12 meses. Esse tipo de trajeto costuma fazer parte da rotina de passageiros que se deslocam com frequência entre municípios próximos.
Além disso, a classe convencional liderou a variação por tipo de serviço, com alta anual de 6,5%. Já a categoria cama teve o menor aumento, com 4,9%, indicando comportamentos diferentes conforme o perfil da viagem e do passageiro.
No recorte por modalidade, as passagens interestaduais subiram 6,1%, enquanto as intermunicipais avançaram 5,8%. Com isso, o estudo aponta uma variação próxima entre os dois mercados, embora cada um siga regras específicas de operação.
A série histórica do índice também mostra que, desde dezembro de 2017 até abril de 2026, as passagens rodoviárias acumularam alta de 60,5% no país. No mesmo período, o Centro-Oeste teve avanço de 43,3%, abaixo da média nacional.
O novo indicador também compara o preço das passagens de ônibus com outros custos de transporte. Em abril de 2026, as passagens de ônibus subiram 7,5% na comparação anual, enquanto as passagens aéreas avançaram 23,2%.
Já o diesel, principal insumo do transporte rodoviário, teve alta de 15,7% no mesmo recorte. Ainda assim, o estudo aponta que as empresas não repassaram integralmente essa pressão ao passageiro, mesmo com custos operacionais maiores.
“O ônibus move o Brasil”, afirmou Phillip Klien, CEO da ClickBus, ao comentar a criação do índice. A plataforma afirma que o levantamento busca ampliar a transparência sobre os preços do setor.
A Fipe desenvolveu a metodologia do indicador, que considera origem, destino, classe do serviço e mês de saída da viagem. Dessa forma, o índice tenta medir a variação real das tarifas, sem depender apenas de comparações isoladas de preços.
Jornalista e pós-graduando em Marketing, apaixonado por comunicação e pela criação de conteúdo geek. Entusiasta de cultura, viagens e esportes, busca transformar informação e experiência em conteúdos claros, acessíveis e que realmente facilitem a vida das pessoas.
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