Plano Diretor para Goiás mira expansão de florestas plantadas

Estudo identifica cerca de 8 milhões de hectares com possibilidade de conversão e traça diretrizes para ampliar a oferta de madeira no estado

Plano Diretor para Goiás mira expansão de florestas plantadas

O Plano Diretor Florestal para Goiás foi lançado na segunda-feira, 10 de agosto, na sede do Sebrae Goiás, em Goiânia, com diretrizes para ampliar a produção de florestas plantadas, atender à demanda estadual por madeira e criar condições para novos investimentos. A apresentação reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e instituições responsáveis pela construção do estudo.

O documento prevê ações de curto e longo prazo para organizar a cadeia florestal goiana. A proposta envolve a atração de investimentos e a participação de pequenos negócios como fornecedores, em um cenário no qual o diagnóstico aponta que a atual base florestal de Goiás não é suficiente para suprir a demanda existente.

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Plano Diretor Florestal para Goiás identifica 8 milhões de hectares

Elaborado pela ESG Tech, o Plano Diretor Florestal para Goiás aponta aproximadamente 8 milhões de hectares com possibilidade de conversão para florestas plantadas. O levantamento considera o aumento da demanda por madeira de eucalipto no agronegócio e em segmentos industriais.

Entre as atividades que podem demandar essa matéria-prima estão as indústrias de produtos madeireiros, painéis, móveis, celulose e papel.

Segundo Mário Coso, head de consultoria da ESG Tech e responsável pela elaboração do estudo, o planejamento busca estabelecer caminhos para aumentar a base florestal do estado e permitir o desenvolvimento de diferentes atividades vinculadas à cadeia.

“Há um grande mercado, uma grande cadeia que se abre a partir desse projeto”, afirma Coso.

O estudo também estabeleceu zoneamentos e estratégias para orientar o avanço das florestas plantadas conforme as características das diferentes regiões de Goiás.

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Expansão pode atender agronegócio e novas indústrias

A ampliação da produção florestal é apontada no plano como uma alternativa para atender à demanda já existente do agronegócio e criar condições para a instalação de novas indústrias.

Entre os segmentos considerados estão painéis, móveis, celulose e papel. A estratégia parte da necessidade de ampliar a oferta de madeira produzida dentro do próprio estado.

Participaram da proposição do plano o Sebrae Goiás, a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) e a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

O presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Goiás e da Faeg, José Mário Schreiner, afirmou que a iniciativa pretende preparar Goiás para novos empreendimentos antes da definição dos investimentos.

“Goiás está dando um passo à frente mobilizando as instituições antes mesmo de o investimento chegar para dar mais confiança para esse tipo de empreendimento”, afirmou Schreiner.

Segundo ele, Sebrae, Faeg, Fieg e órgãos do governo participaram das discussões durante a elaboração do plano para identificar oportunidades e estruturar uma atuação conjunta. Schreiner também apontou o potencial da cadeia florestal para a geração de empregos e renda entre fornecedores.

Cadeia florestal prevê espaço para pequenos e médios negócios

A estratégia apresentada não se limita a grandes projetos ligados à celulose. De acordo com o titular da Seapa, Ademar Leal, o desenvolvimento da cadeia deve incluir pequenos e médios negócios de diferentes segmentos.

Entre as atividades citadas estão empresas dos setores moveleiro, MDF, essências e geração de energia. A organização da produção também deverá considerar as características e o potencial de cada região do estado.

“O planejamento considera desde áreas com produção de mudas até locais com maior potencial para o cultivo de florestas”, reforça o secretário.

Ciclo do eucalipto pode chegar a nove anos

O tempo necessário para a produção está entre os pontos considerados no planejamento. Segundo Ademar Leal, o ciclo do eucalipto pode levar de sete a nove anos, característica que exige articulação entre governo e setor produtivo.

O secretário defendeu mecanismos capazes de oferecer maior segurança aos produtores durante esse período, inclusive diante das oscilações entre oferta e demanda.

A apresentação do plano também contou com a presença do vice-presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Goiás, André Luiz Baptista Lins Rocha, que também preside a Fieg.


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Autor: João Pedro Oliveira

Apreciador de boas histórias, filmes e games. Repórter no portal Gazeta Culturismo.

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