Cimehgo prevê máximas de até 41°C e queda da umidade relativa a 15% nesta quarta-feira
O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), vinculado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), divulgou nesta terça-feira (11/08) o a previsão do tempo para Goiás. Os goianos podem esperar por predomínio de sol em todas as regiões, temperaturas em elevação rápida ao longo do dia e umidade relativa do ar caindo à tarde para a casa dos 15%, patamar classificado como nível de alerta.
Segundo o levantamento da Sala de Situação de Monitoramento de Riscos e Desastres Naturais, as máximas devem variar entre 33°C e 41°C, dependendo da região, sem previsão de chuva em nenhuma área do território goiano. O cenário se soma a um período prolongado de estiagem, que já ultrapassa 60 dias sem precipitação em parte do estado, e eleva o risco de incêndios florestais e urbanos em 203 dos 246 municípios goianos.
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De acordo com o Cimehgo, a Região Norte e a Região Oeste devem registrar as marcas mais altas do dia, com mínimas de 20°C e máximas de até 41°C. Na sequência aparecem a Região Leste, com mínima de 16°C e máxima de 37°C, e as regiões Central, Sul e Sudoeste, com mínimas entre 19°C e máximas de 37°C. Em nenhuma das seis regiões monitoradas há previsão de precipitação.
Entre os municípios, os maiores termômetros aparecem em Araguapaz, Aruanã e Montes Claros de Goiás, com máximas de 40°C. Em Porangatu, a previsão indica 39°C, enquanto a capital, Goiânia, deve registrar máxima de 36°C, com nascer do sol às 6h37 e pôr do sol às 18h07, conforme o Cimehgo.
O Cimehgo classifica a umidade relativa do ar por faixas de risco: emergência (abaixo de 12%), alerta (12% a 20%), atenção (21% a 30%), observação (31% a 40%) e nível adequado (acima de 50%), segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a quarta-feira, a previsão indica queda da umidade mínima para 15% no período da tarde em praticamente todo o estado, o que caracteriza nível de alerta.
O órgão orienta atenção redobrada da população, já que a combinação de calor elevado com baixa umidade favorece problemas respiratórios e aumenta a propensão a queimadas.
Cerca de 203 dos 246 municípios goianos apresentam condições de tempo crítico pelo chamado Fator 30 30 30, indicador que combina temperatura igual ou superior a 30°C, umidade relativa abaixo de 30% e ventos moderados a fortes, fatores que juntos aumentam a probabilidade de ignição e propagação de incêndios florestais e urbanos.
Segundo o Cimehgo, a maioria dos incêndios florestais ou urbanos é causada por ação humana, o que reforça a importância da prevenção e da conscientização ambiental. O risco de incêndio também foi avaliado por região: Norte, Leste, Sul, Sudoeste, Oeste e Central aparecem em nível moderado, todas com tendência de alta. Unidades de conservação como o Parque Estadual dos Pireneus, o Parque Estadual da Serra Dourada, a Floresta Estadual do Araguaia e o Parque Estadual de Terra Ronca também apresentam risco moderado com tendência de elevação.
Já o prognóstico de risco potencial para tempestades severas no dia 12 de agosto não indica nenhum município em situação de alerta, com zero ocorrência entre os 246 municípios monitorados.
O Cimehgo também monitora, desde maio de 2025, a quantidade de dias consecutivos sem chuva significativa por região. Até 11 de agosto, as regiões Norte e Oeste lideravam o período seco, com 61 dias sem precipitação. Em seguida aparecem a Região Leste, com 60 dias, as regiões Central e Sul, com 58 dias cada, e a Região Sudoeste, com o menor número, 48 dias sem chuva.
O boletim hidrológico do Cimehgo traz ainda o monitoramento diário dos principais rios goianos, referente ao dia 11 de agosto. O Rio Araguaia, acompanhado nas estações de Aragarças, Aruanã e Nova Crixás, mantém níveis dentro da zona de normalidade, mas com tendência de queda. O Rio Meia Ponte, que abastece a região metropolitana de Goiânia, apresenta tendência de baixa em decorrência do início da estiagem, com níveis abaixo da mediana tanto a montante da capital quanto na região de Itumbiara.
Já o Rio Saia Velha, em Valparaíso de Goiás, é uma exceção ao cenário de queda: o manancial mantém níveis acima da mediana e da zona de normalidade esperada para o período, superando os dois últimos anos e atingindo o máximo histórico para a data. O Rio Verde (Verdão), monitorado em Paraúna e Maurilândia, também está acima da zona de normalidade.
Um painel específico de monitoramento da captação de água para Goiânia no Rio Meia Ponte aponta vazão de 6.668,4 (em 7 de agosto de 2026), média móvel de sete dias de 6.168,7 e 53 dias sem chuva na região da captação, com a vazão em trajetória de queda desde o início do ano.
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