Levantamento aponta destinos com risco de prisão e até pena de morte, enquanto outros lideram rankings globais de inclusão
Viajar para o exterior exige planejamento, mas para pessoas LGBTQIA+ a escolha do destino pode significar segurança ou risco real. Leis locais, postura das autoridades e cultura social influenciam diretamente a experiência. Antes de comprar a passagem, é fundamental entender quais países impõem restrições severas e quais se destacam por políticas inclusivas e acolhimento ao turista. Entre as opções de destinos, vale conhecer os mais países seguros para LGBTQIA+.
Em algumas nações, relações entre pessoas do mesmo sexo são criminalizadas e podem resultar em prisão. Há ainda interpretações legais que permitem punições extremas, incluindo pena de morte. Em contrapartida, diversos destinos investem em políticas públicas, proteção antidiscriminatória e eventos voltados ao público LGBTQIA+, criando ambientes reconhecidos internacionalmente como seguros.
Entre os países considerados mais arriscados estão o Egito, o Irã e a Arábia Saudita. Nessas nações, relações entre pessoas do mesmo sexo podem levar à prisão e, sob determinadas interpretações legais, até à pena de morte. Além da legislação, o contexto social amplia a vulnerabilidade de turistas.
“Apesar de ser um país riquíssimo em história e pontos turísticos, a legislação e o contexto social do Egito impõe riscos reais, que vão desde abordagens policiais até prisões baseadas em leis vagas de moralidade. Não é um país que recomendamos visitação, pois entendemos que o turismo precisa ser sinônimo de experiência positiva, nunca de medo ou censura”, afirma Marco Lisboa, CEO e fundador da 365 Fun Fest.
Outros países também preocupam por perseguição institucional e discriminação formal. Casos como Somália, Uganda e Iêmen apresentam histórico de penalidades severas e riscos à integridade física de viajantes homoafetivos. Mesmo onde não há previsão explícita de pena de morte, a ausência de proteção legal pode expor turistas a detenções e violência.
Segundo especialistas, o planejamento deve considerar informações atualizadas sobre direitos humanos e segurança. “O ideal é que viajantes reavaliem o planejamento, considerem alternativas mais seguras ou, ao menos, busquem informação atualizada junto às autoridades de seus países de origem e especialistas locais antes de embarcar. Outra opção é buscar um agente de viagem especializado no público LGBTQIA+”, explica Lisboa.
Na outra ponta do ranking estão destinos reconhecidos por legislação avançada e ambiente social aberto. O Canadá aparece com frequência entre os primeiros colocados em índices globais de segurança para a comunidade. O mesmo ocorre com Malta, Espanha, Portugal e Islândia, que combinam leis antidiscriminatórias com ampla aceitação pública.
No México, Puerto Vallarta se tornou símbolo de hospitalidade ao público LGBTQIA+, com programação cultural ativa e forte presença turística internacional. Além desses, países como Alemanha, Noruega, Holanda e Bélgica também oferecem estrutura sólida de proteção legal e eventos dedicados à diversidade.
“Canadá, Malta, Espanha, Portugal, Islândia e Puerto Vallarta, no México, figuram no topo dos índices globais de segurança e inclusão, com legislações que garantem direitos civis, antidiscriminação e aceitação pública ampla. Alemanha, Noruega, Holanda e Bélgica também são destinos seguros que combinam programações LGBTQIA+ e acolhimento”, explica o CEO e fundador da 365 Fun Fest.
Além de optar por destinos reconhecidos pela inclusão, especialistas recomendam checar exigências legais, costumes locais e posicionamento das autoridades. Consultar relatórios internacionais e buscar orientação especializada pode transformar a viagem em uma experiência rica, segura e alinhada aos valores de respeito e diversidade.
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Felipe Cordeiro é poeta, escritor e radialista com ampla experiência no universo da comunicação. Nordestino, carrega na voz e na escrita a força da cultura popular. Apaixonado por música, arte e pelas histórias que brotam do cotidiano, dedica-se aos estudos e vive intensamente o que a rua, a noite e a vida têm a ensinar.
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