De peças usadas em missões da Nasa a paisagens que lembram a Lua, seleção reúne atrações nacionais
Celebrada entre 4 e 10 de outubro, a Semana Mundial do Espaço 2026 (World Space Week 2026) coloca os foguetes no centro das atenções. Com o tema “Rocket Revolution”, a edição deste ano aborda as mudanças na tecnologia de lançamentos e a expansão do acesso ao espaço.
A data também abre caminho para descobrir atrações turísticas ligadas à astronomia e à exploração espacial. No Brasil, há desde acervos com objetos originais da Nasa até planetários e formações naturais com aparência lunar. Fora do país, destinos no Chile e nos Estados Unidos completam o roteiro.
A Semana Mundial do Espaço foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) e ocorre anualmente em um período que reúne dois marcos da exploração espacial: o lançamento do Sputnik 1, primeiro satélite artificial colocado em órbita da Terra, em 4 de outubro de 1957, e a entrada em vigor, em 10 de outubro de 1967, do tratado internacional que estabeleceu princípios para a exploração e o uso do espaço.

Na Serra Gaúcha, o Space Adventure Canela oferece uma viagem pela história do programa espacial dos Estados Unidos sem sair do Brasil. O espaço, que integra um projeto do Grupo Oceanic, possui mais de 300 itens originais da Nasa.
O acervo inclui equipamentos, trajes e objetos relacionados aos programas Mercury, Gemini e Apollo, responsáveis por diferentes etapas da corrida espacial norte-americana.
Além da exposição, a atração oferece simuladores e experiências interativas sobre exploração espacial. O complexo também possui planetário equipado com tecnologia 4K.

Outra unidade do Space Adventure funciona em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Localizada na Avenida das Flores, a atração reúne peças relacionadas às missões da Nasa, recursos imersivos e atividades dedicadas à astronomia.
Um dos destaques do acervo é um fragmento de rocha lunar coletado durante a missão Apollo 16. O material foi trazido à Terra pelo astronauta Charles Duke, integrante da missão que pousou na Lua em 1972.
O complexo catarinense também possui planetário e combina a exposição de objetos históricos com experiências voltadas à exploração do espaço.

Na Região Metropolitana de São Paulo, o Planetário Johannes Kepler faz parte da Sabina – Escola Parque do Conhecimento, em Santo André.
O equipamento utiliza um sistema de projeção óptico e digital produzido pela Carl Zeiss, capaz de reproduzir quase 6 mil estrelas pontuais na cúpula. As projeções em 360 graus são usadas em atividades de ensino e divulgação da astronomia.
Em 2018, o planetário recebeu o Selo de Qualidade de Conteúdo da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), reconhecimento relacionado ao conteúdo astronômico apresentado pela instituição.

Na Gávea, no Rio de Janeiro, o Planetário do Rio reúne diferentes ambientes dedicados à astronomia e à divulgação científica.
A instituição pública abriga o Museu do Universo, o Espaço Galileu, a Praça dos Telescópios e as cúpulas Carl Sagan e Galileu Galilei, além de espaços destinados a atividades culturais e educativas.
É possível combinar a visita ao Museu do Universo com uma sessão de cúpula. O ingresso para as duas experiências custa R$ 40 na modalidade inteira. A entrada somente para o museu custa R$ 20.
Às terças-feiras, a instituição também mantém uma iniciativa de gratuidade, com retirada prévia de voucher para participar das sessões de cúpula.

A conexão com o espaço também aparece em cenários formados pela própria natureza. Na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, o Vale da Lua recebeu o nome por causa das formas esculpidas nas rochas ao longo do tempo.
Localizado na região de Alto Paraíso de Goiás, o atrativo possui superfícies, reentrâncias e outras formações produzidas pela ação do rio São Miguel e pelos processos de erosão.
O Serviço Geológico do Brasil classifica a área como um sítio de relevância turística e científica. As feições provocadas pela erosão fluvial são responsáveis pelo aspecto que levou à comparação com a superfície da Lua.
Além das formações rochosas, o passeio inclui trilha e piscinas naturais, unindo geologia e turismo de natureza.
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