Turismo e experiências: como cada viagem marca nossa história para sempre
Viajar é muito mais do que visitar um destino e voltar com a mala cheia de lembranças. Eu gosto de dizer que viajar é um investimento de vida. Não importa se a jornada é feita com todo o glamour ou com o orçamento contado: o que a gente leva é algo que fica guardado para sempre na memória. São histórias, aprendizados, trocas a até perrengues – voltamos transformados pelas experiências que vivemos.
Quem não se lembra da sua primeira viagem marcante? Seja para ver pela primeira vez o mar, ir de uma cidade a outra para visitar alguém especial ou até um dos pontos turísticos mais famosos do mundo. O que importa é como esse destino vai nos marcar.
Eu não lembro da minha primeira ida à praia, mas lembro da primeira vez que subi em um avião. Eu tinha 10 anos e fui visitar minha tia em Porto Trombetas (distrito do município de Oriximiná, no Oeste do Pará, cercado pela natureza exuberante da Floresta Nacional de Saracá-Taquera, área protegida de uso sustentável, e pelo rio Trombetas).
Saímos de São Paulo em pleno julho, com aquele frio típico do inverno, e chegamos ao calor úmido do Norte. Nunca vou esquecer: minha mãe carregando uma pilha de roupas no aeroporto de Manaus, enquanto minha irmã e eu tentávamos nos livrar do calor. A volta também foi uma aventura: o avião fez o famoso “pinga-pinga”, parando em quase todas as capitais, já que os voos eram mais escassos naquela época. Saímos de manhã e só chegamos à noite.
Depois vieram outras viagens em família, de excursão com a CVC, com o colégio, viagem de formatura, sozinha, com namorado, marido e, novamente, em família – agora com as minhas filhas.
Cada destino deixou uma marca na minha história. A viagem de 2006 para Paris e Alemanha, por exemplo, foi um marco. Foram anos juntando dinheiro, planejando e calculando o quanto eu precisaria para viver esse sonho. Fui sem celular, sem cartão de crédito, sem saber francês ou ter domínio do alemão. Tinha um sonho a ser realizado e o dinheiro bem contado. Essa viagem se tornou a prova que eu era capaz de ter conquistas incríveis com o meu dinheiro, com o suor do meu trabalho.
E se ainda não é possível cruzar fronteiras, por que não sonhar com os destinos? Vale até fazer de conta – viajar sem sair de casa. E eu fiz algumas vezes com as minhas filhas durante a pandemia. Passaporte, passagem aérea, carimbo de imigração… sim, tínhamos todos os itens para a “viagem”. “Visitamos” México, Nova York, Suíça e Paris do conforto da minha casa – e as crianças amaram! Falam destas viagens até hoje. Eu criei todo o universo para que fosse lúdico: tinha horário de embarque, filme relacionado ao destino, culinária daquele lugar, algo da cultura.
Hoje, as redes sociais com suas fotos e vídeos nos permitem experienciar um pouco do universo das viagens. Geram desejo, nos fazem fazer planos, programar, trocar experiências com outros viajantes, para que tudo seja perfeito! O céu é o limite!
Não espere desta coluna mil dicas de destinos – claro que algumas irão aparecer -, mas sim um convite a vivenciar histórias, memórias e reflexões que mostram que o turismo é feito de vivências, de experiências. Minha única certeza é que cada viagem nos traz a oportunidade de se conectar consigo mesmo, com o outro e com o mundo.
Por Daniele Flöter – jornalista e apaixonada por experiências.
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Daniele Flöter é jornalista formada pela PUC-SP e apaixonada por viagens. Mãe de duas adolescentes, adora viajar com o marido e as filhas. Encara viagens de trabalho e também sozinha com a mesma disposição. Seja com o passaporte brasileiro ou alemão, a meta é não perder uma boa oportunidade. Afinal, uma experiência que gera memórias é um investimento único. Se quiser falar sobre viagens, pode me chamar: [email protected] | @maeagoraeusou
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