Arco de Hōlei desaba no Havaí após mais de 500 anos; veja como ficou ponto turístico

Formação vulcânica de cerca de 27 metros desapareceu da costa da Big Island durante período em que parque ficou fechado devido à passagem do Nolo

Arco de Hōlei desaba no Havaí após mais de 500 anos; veja como ficou ponto turístico

Um dos cartões-postais naturais da Ilha do Havaí desapareceu depois de atravessar mais de cinco séculos de transformações no litoral. O Arco Marinho de Hōlei, formação vulcânica de aproximadamente 27 metros de altura, desabou no Oceano Pacífico após a passagem do Nolo pela região.

O National Park Service (NPS), responsável pelo Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, confirmou a queda da estrutura. O instante do colapso não foi registrado porque o parque permaneceu fechado como medida de segurança durante a passagem do fenômeno meteorológico.

A última imagem de monitoramento que mostra o arco ainda intacto é de 23 de setembro. As autoridades estimam que a formação tenha desabado antes da noite de 27 de setembro.

Nolo atingiu região com chuva e ventos fortes

O Nolo passou a aproximadamente 233 quilômetros ao sul da Big Island em 26 de setembro, provocando chuva intensa e fortes rajadas de vento na região do Havaí. O fenômeno foi impulsionado pelas águas aquecidas do Pacífico durante o Super El Niño.

Desde sua formação, em 13 de setembro, o sistema passou por diferentes classificações. De acordo com a NOAA, agência federal dos Estados Unidos responsável pelo monitoramento dos oceanos e da atmosfera, o Nolo chegou à categoria 4, perdeu intensidade e também foi rebaixado a tempestade tropical.

Nas primeiras horas de sábado (3), permanecia classificado como furacão de categoria 1, com ventos entre 120 e 140 km/h.

Caso atravesse a Linha Internacional da Data e avance para o noroeste do Pacífico, o fenômeno passa a receber a classificação usada para ciclones tropicais daquela região.

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Veja como ficou:

Arco de Hōlei foi formado há cerca de 550 anos

O desaparecimento encerra um processo geológico iniciado aproximadamente 550 anos atrás. A formação surgiu a partir de rochas vulcânicas produzidas por um fluxo de lava que alcançou a costa sul da Big Island.

Ao longo dos séculos, a ação constante do Oceano Pacífico desgastou as áreas menos resistentes da rocha. Esse processo de erosão diferencial abriu gradualmente a estrutura e deu origem ao arco que se tornou uma das imagens características do litoral havaiano.

A mesma dinâmica responsável por esculpir o monumento natural também determinava que sua existência seria temporária. O NPS já havia advertido que a erosão contínua acabaria provocando o colapso.

“A formação é linda, mas temporária e tem vida útil limitada. O arco marítimo vai um dia desmoronar no mar. Entretanto, outros vão subsistituí-lo à medida que a falésia lentamente migrar para o interior da ilha”, descreveu o NPS.

Com o desgaste contínuo causado pelo mar, diferentes partes da rocha perdem material em velocidades distintas. Ao longo do tempo, a estrutura fica mais vulnerável até não conseguir sustentar o próprio peso.

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Visitantes são alertados sobre risco nos penhascos

Mesmo após o desaparecimento do Arco de Hōlei, o trecho costeiro permanece sob atenção. Autoridades federais pediram que os visitantes não se aproximem das bordas dos penhascos do parque, atualmente consideradas instáveis devido ao risco de novos colapsos em direção ao Pacífico.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram pessoas entrando na área isolada onde ficava a formação. O NPS advertiu que a aproximação coloca visitantes e equipes de resgate em risco de quedas e afogamentos devido à força das ondas na costa.

Ao anunciar o desaparecimento do cartão-postal, o serviço de parques se despediu da formação desejando que ela “descanse em paz” e convidou visitantes a compartilharem fotografias feitas antes do desabamento.

A transformação da costa, porém, continua. Como o próprio NPS já havia explicado antes da queda, o recuo gradual das falésias pode, ao longo do tempo, criar novas formações rochosas naquele trecho do Havaí.


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Autor: Pollyana Cicatelli

Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo

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