Movimento acima do esperado impulsiona hotelaria, comércio e parques aquáticos; cidade já se prepara para os próximos feriados
A temporada de férias de julho terminou com resultados acima das projeções em Caldas Novas, um dos principais destinos turísticos do Brasil. Segundo avaliação preliminar da Secretaria Municipal de Turismo e Eventos e do trade turístico, o município deve ultrapassar a marca de 1 milhão de visitantes, superando a estimativa inicial de aproximadamente 700 mil turistas durante o período. O desempenho movimentou hotéis, pousadas, apartamentos por temporada, parques aquáticos, bares, restaurantes, comércio e atrativos turísticos desde a segunda quinzena de junho até o fim das férias escolares.
A alta demanda refletiu diretamente na economia local. A rede hoteleira registrou elevada ocupação durante praticamente toda a temporada, enquanto empreendimentos ligados ao turismo, como parques aquáticos, shopping centers, serviços e o Santuário Diocesano de Nossa Senhora da Salete, receberam grande fluxo de visitantes. Com isso, o setor encerra julho com expectativa positiva para os próximos feriados e para a alta temporada de fim de ano.
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De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo e Eventos, o crescimento também foi impulsionado pelos investimentos realizados na Região das Águas Quentes. As melhorias e duplicações das rodovias ampliaram a segurança e facilitaram o acesso terrestre ao município, principal meio utilizado pelos turistas que visitam Caldas Novas.
Ao mesmo tempo, o Aeroporto de Caldas Novas registrou aumento no fluxo de passageiros durante o período, impulsionado pela ampliação das operações aéreas e pela oferta de voos diários na alta temporada. Dessa forma, o destino ampliou sua capacidade de receber visitantes de diferentes regiões do país.
A história de Caldas Novas começou ainda no século XVIII. Conforme registros históricos do município, durante a passagem pelos sertões goianos, em 1722, Bartolomeu Bueno da Silva Filho, conhecido como Anhanguera, encontrou um ribeirão de águas naturalmente quentes na região. Embora também tenha identificado vestígios de ouro, as águas termais permaneceram praticamente esquecidas por algum tempo, até voltarem a despertar interesse por suas propriedades.
Posteriormente, em 1777, o bandeirante Martinho Coelho de Siqueira descobriu novas fontes termais na região enquanto caçava. Pouco depois, encontrou também ouro nas proximidades, fundando a Fazenda das Caldas. A combinação entre a mineração e as águas quentes atraiu garimpeiros, agricultores e pessoas em busca de tratamento para enfermidades, dando origem ao povoado que, décadas mais tarde, se transformaria em um dos maiores polos turísticos do Brasil.
O crescimento da antiga povoação levou à criação do distrito de Caldas Novas, em 1857, ainda vinculado ao município de Morrinhos. Posteriormente, em 1911, a localidade conquistou autonomia administrativa e tornou-se município. Poucos anos depois, em 1923, recebeu oficialmente o título de cidade.
Atualmente, Caldas Novas abriga o maior complexo de águas termais do mundo e consolidou sua economia em torno do turismo. Por isso, o município reúne uma ampla rede hoteleira, parques aquáticos, atrações naturais e infraestrutura voltada ao lazer, recebendo milhões de visitantes ao longo do ano e mantendo posição entre os destinos turísticos mais procurados do Centro-Oeste brasileiro.
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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