Cicloturismo: cinco roteiros para conhecer o Brasil de bicicleta

Percursos em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Paraíba e Goiás combinam paisagens naturais e visitas a comunidades ao longo do caminho

Trilhas de cicloturismo fazem sucesso no Brasil (Foto MTur)

O cicloturismo permite conhecer paisagens e comunidades brasileiras em percursos que atravessam diferentes regiões do país. Em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Paraíba e Goiás, cinco roteiros reúnem possibilidades de viagem por estradas rurais, áreas naturais e cidades do interior.

As distâncias e os graus de dificuldade ajudam a comparar os caminhos, mas exigem atenção à data e ao trajeto de referência. Parte das informações desta seleção consta no Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo — Trilhas do Brasil, de setembro de 2023, publicado pelo Ministério do Turismo. Os prazos apresentados são estimativas para planejamento, não garantias de duração.

A Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, a RedeTrilhas, integra esse cenário. A iniciativa envolve órgãos públicos e voluntários da sociedade civil, com participação do Ministério do Turismo, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As pegadas amarelas e pretas identificam os caminhos da rede, parte deles acessível também a bicicletas.

Na divulgação dos roteiros, Fabiana Oliveira, apresentada à época como coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo, destacou o potencial da bicicleta para o turismo de proximidade e para experiências tanto “no destino” quanto “para o destino”, em integração com outros meios de transporte.

“É uma excelente oportunidade de ampliar esforços e ações direcionadas para nichos e atividades que impulsionam o turismo sustentável, a exemplo do cicloturismo”, afirmou.

Cicloturismo: cinco roteiros para conhecer o Brasil de bicicleta

Sudeste: Volta das Transições, em Minas Gerais

A Volta das Transições percorre dez municípios mineiros, entre eles Rio Preto, Olaria e Bom Jardim de Minas. O boletim apresenta 390 km, dificuldade elevada e duração estimada de sete dias.

O portal turístico de Ibitipoca também informa aproximadamente 390 km, distribuídos em sete etapas. O circuito prioriza estradas de terra e conecta vilarejos entre montanhas, com passagem por paisagens da Zona da Mata, das Vertentes e do Sul de Minas.

Sul: Santos Mártires das Missões, no Rio Grande do Sul

A Trilha dos Santos Mártires das Missões tem 180 km, classificação moderada e estimativa de três dias de bicicleta. Para quem faz o percurso a pé, o boletim indica oito dias.

O caminho abrange seis municípios: Caibaté, Pirapó, Rolador, Roque Gonzales, São Nicolau e São Pedro do Butiá. A relação consta na ficha do roteiro publicada pelo Ministério do Turismo.

O ponto inicial indicado é o Passo do Padre, às margens do Rio Uruguai, na comunidade rural de Santo Izidro, a 24 km da sede de São Nicolau.

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Norte: Amazônia Atlântica, entre Pará e Maranhão

A Trilha Amazônia Atlântica ultrapassa atualmente os limites paraenses. Segundo a organização responsável, o percurso divulgado tem 1.024 km e conecta 36 municípios, entre o Parque Estadual do Utinga, em Belém, e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão.

O caminho passa por territórios quilombolas, comunidades tradicionais e ambientes como florestas, manguezais e praias. Sua organização em 12 trechos permite consultar diferentes partes da rota antes de definir a viagem.

A entidade esclarece que esses trechos não correspondem a dias de pedal ou caminhada. Por isso, o tempo necessário deve ser definido conforme o segmento escolhido, sem aplicar ao percurso atual a estimativa de sete dias associada à descrição de 460 km do boletim de 2023.

Nordeste: Caminho das Ararunas, na Paraíba

O Caminho das Ararunas atravessa Araruna, Dona Inês, Riachão, Tacima e Cuité. Na ficha de 2023, são 130 km, com dificuldade de moderada a difícil e paisagens da Caatinga.

O documento indica duração de seis a oito dias, mas não identifica a modalidade nesse campo. Assim, o prazo não deve ser apresentado como uma estimativa específica para ciclistas. Para uma viagem de bicicleta, é necessário confirmar as etapas e o tempo de percurso com os responsáveis pelo roteiro.

Centro-Oeste: Caminho de Cora Coralina, em Goiás

O Caminho de Cora Coralina conecta oito municípios goianos em uma rota de 300 km, entre Corumbá de Goiás e a cidade de Goiás. O trajeto inclui Cocalzinho de Goiás, Pirenópolis, São Francisco de Goiás, Jaraguá, Itaguari e Itaberaí, atravessando paisagens do Cerrado.

O boletim classifica o percurso como moderado a difícil e apresenta estimativas distintas: seis dias de bicicleta ou 15 dias a pé.

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Antes de iniciar qualquer um dos roteiros de cicloturismo, o planejamento deve considerar o traçado escolhido, a altimetria, os pontos de parada e as condições de acesso. Consultar os responsáveis por cada caminho ajuda a verificar a disponibilidade dos trechos e a organizar hospedagem e alimentação.


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Autor: Pollyana Cicatelli

Jornalista especialista em Cultura, Arte e Entretenimento. Com ampla experiência em assessoria de imprensa para eventos, também compôs redações de vários veículos de comunicação. Já atuou como agente de viagens e agora se aventura no cinema como roteirista de animação. Editora e administradora do portal Gazeta Culturismo

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