Formação no Lago Corumbá IV, em Alexânia, tem areia clara e recebe visitantes principalmente por embarcações
Nos últimos anos, a Ilha do Amor em Goiás passou a chamar atenção de quem navega pelo Lago Corumbá IV, em Alexânia, no Entorno do Distrito Federal. A formação natural de calcário é cercada por uma faixa de areia branca, vegetação e águas que ganham aspecto cristalino em determinados pontos do reservatório. Vista de cima, a ilha ainda revela uma característica que ajuda a explicar o nome, o contorno lembra o formato de um coração.
O cenário, porém, não funciona como uma praia pública tradicional. A visitação ainda é limitada e boa parte dos acessos terrestres passa por propriedades e condomínios particulares instalados às margens do lago. Não há bilheteria, restaurante, banheiro, píer público ou estrutura municipal de recepção na ilha. Para quem já está no reservatório, o caminho mais comum ocorre pela água, em lanchas, jet skis e catamarãs.
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A paisagem da Ilha do Amor em Goiás destoa do imaginário normalmente associado ao Cerrado. A pequena faixa de areia clara ao redor da vegetação cria um visual semelhante ao de uma praia, mesmo estando no interior do estado.
O formato da ilha também se tornou um dos elementos que despertam curiosidade. A Secretaria Municipal de Turismo de Alexânia identifica no contorno uma aparência semelhante à de um coração, característica percebida principalmente nas imagens feitas do alto.
A Goiás Turismo inclui a Ilha do Amor entre os atrativos de Alexânia e aponta o espaço como opção ligada à natureza e ao turismo náutico. Passeios de barco, jet ski, pesca esportiva e contemplação do pôr do sol aparecem entre as atividades associadas ao local.
A própria localização favorece viagens curtas. Alexânia está a cerca de 120 quilômetros de Goiânia e ocupa uma posição estratégica entre a capital goiana e Brasília, região que concentra hotéis-fazenda, estâncias e outros empreendimentos voltados ao lazer.

Quem pretende conhecer a ilha precisa considerar uma particularidade antes de sair de casa. Não existe uma entrada pública terrestre estruturada diretamente para o atrativo. O acesso pelas margens ocorre principalmente por condomínios particulares. Nesses casos, é necessário ser proprietário de imóvel ou estar hospedado em uma casa de veraneio que ofereça entrada autorizada ao lago. As regras variam conforme cada empreendimento.
Também não existe cobrança pública específica para desembarcar na ilha. A ausência de portaria, controle municipal de entrada e serviço regular de receptivo faz com que o número de frequentadores não seja contabilizado individualmente.
Pela água, a dinâmica é diferente. Embarcações que circulam pelo Lago Corumbá IV chegam até a formação, que se tornou ponto de parada entre pessoas que navegam pelo reservatório.

A expansão do turismo ao redor do Lago Corumbá IV ajuda a explicar por que a Ilha do Amor passou a aparecer com maior frequência entre os destinos compartilhados por visitantes da região.
O reservatório ocupa terras de cinco municípios goianos: Luziânia, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Abadiânia e Silvânia. A usina está localizada no rio Corumbá, em Luziânia, enquanto diferentes braços do lago avançam pelas demais cidades.
Em Alexânia, o turismo relacionado às águas convive com outras atividades já conhecidas no município. A Goiás Turismo aponta a pesca e as práticas náuticas entre as opções de lazer da cidade, que também recebe visitantes atraídos pelo distrito de Olhos D’Água, pelo artesanato, pela gastronomia e por hotéis-fazenda.

A comparação com uma praia está diretamente ligada ao visual, e não à estrutura oferecida ao visitante. Quem desembarca na Ilha do Amor não encontra quiosques, restaurantes ou banheiros. Também não há centro de visitantes ou píer público. Alimentação, hospedagem e outros serviços ficam concentrados nos condomínios, casas de temporada e empreendimentos instalados no entorno do Lago Corumbá IV.
Essa característica exige planejamento prévio, principalmente para quem ainda não conhece a região. Antes da viagem, é necessário verificar como será feito o acesso ao reservatório e se a hospedagem ou propriedade utilizada permite chegar ao lago.

As características do reservatório também exigem cuidados. A Corumbá Concessões alerta que o Lago Corumbá IV é um ambiente de uso compartilhado por banhistas, motos aquáticas e embarcações de diferentes portes. Há trechos rasos e áreas de grande profundidade, o que exige atenção durante o banho e na condução de barcos e motos aquáticas. O cuidado deve ser redobrado com crianças e pessoas que não conhecem as características do reservatório.
A preservação da vegetação das margens é outro ponto importante. A área no entorno do lago inclui zonas de preservação permanente, e os acessos devem obedecer às regras ambientais estabelecidas para o reservatório. Na Ilha do Amor, a orientação aos visitantes inclui recolher os resíduos produzidos, evitar danos à vegetação e respeitar as condições de navegação e as regras das propriedades utilizadas para chegar ao lago.
Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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