Apresentações terão ingressos acessíveis e propostas artísticas intensas
O público de Goiânia terá dois dias seguidos de experiências cênicas marcantes no Teatro Escola Basileu França, no Setor Universitário. A Escola de Circo da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França apresenta, em 4 e 5 de maio, os espetáculos “Varieté – Corpus Cirkuz” e “Pulso da Carne: o corpo lembra, a carne fala”, reunindo acrobacias, malabarismo e equilibrismo em performances que vão além da técnica.
Com ingressos a R$ 10 por apresentação, disponíveis exclusivamente pela plataforma Sympla, as montagens apostam em narrativas corporais para provocar o público. As sessões prometem não apenas entretenimento, mas também reflexão sobre o papel do corpo na sociedade contemporânea, em uma linguagem artística que mistura circo, dança e crítica social.
A proposta de “Varieté – Corpus Cirkuz” mergulha na relação entre corpo e percepção social. A montagem utiliza diferentes números circenses para construir uma narrativa sensível, que dialoga com questões estéticas e culturais. A encenação alterna momentos de leveza e tensão, conduzindo o espectador por emoções variadas.
Segundo a coordenadora da Escola de Circo, Fernanda Helena Vaz Siqueira, “Por meio de números diversos, a Varieté apresenta críticas sociais e estéticas, utilizando a força expressiva do circo para provocar e encantar o público. O corpo circense é o canal por onde a poesia se manifesta, despertando emoções como riso, tensão, alívio e diversão”, explica.
A montagem aposta na expressividade física como linguagem central, explorando o corpo como instrumento artístico e político. Cada movimento em cena carrega significado, criando um diálogo direto com o espectador e ampliando o alcance da experiência teatral.
Já “Pulso da Carne: o corpo lembra, a carne fala” propõe uma abordagem mais experimental, unindo circo contemporâneo e dança. A obra investiga o corpo como matéria viva, sujeita a regras, mas também capaz de romper limites e criar novas formas de expressão.
“Em cena, um coletivo se move como um único organismo, guiado por forças que moldam gestos e silenciam desejos. Aos poucos, surgem fissuras: os corpos se desviam, exploram o risco e o proibido, revelando as habilidades circenses como ato de resistência e afirmação da individualidade”, detalha.
A narrativa evolui para um cenário de transformação coletiva, onde os artistas constroem novas possibilidades de convivência. “No limite, esse coletivo se transforma, instaurando uma revolução sensível em que liberdade e coexistência se tornam possíveis. Pulso da Carne é tensão, ruptura e reinvenção – o corpo que resiste, cai, insiste e cria novas formas de existir junto ao outro”, complementa.
As duas produções refletem o trabalho formativo da Escola de Circo, que integra a estrutura da instituição cultural ligada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação. A gestão é realizada pela Universidade Federal de Goiás, por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia.
Além de formar artistas, o projeto busca ampliar o acesso à cultura e estimular novas linguagens cênicas. As apresentações funcionam como vitrine para talentos em desenvolvimento, ao mesmo tempo em que aproximam o público de propostas contemporâneas do circo.
Com temáticas atuais e linguagem acessível, os espetáculos reforçam a potência do circo como ferramenta de expressão artística. A programação destaca a cena cultural local e oferece ao público experiências que combinam técnica, emoção e reflexão.
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