Programação de 25 a 27 de setembro inclui palhaçaria, acrobacias aéreas, manipulação de bonecos, produções do Basileu França e oficinas para artistas
Goiânia recebe, de 25 a 27 de setembro, a quinta edição do Festival Internacional de Circo Basileu França, com três dias de espetáculos e atividades formativas no Setor Universitário. A programação reúne artistas de Goiás, Distrito Federal, Paraná, Mato Grosso do Sul e Chile, passando por palhaçaria, malabarismo, acrobacias aéreas e coletivas, manipulação de bonecos e circo contemporâneo.
A companhia chilena Ecole Cua é a atração internacional da edição e divide a agenda com o Coletivo Corpo Avesso, de Brasília, o artista Elder Kloster, de Curitiba, e a Cia. Apoema, atualmente sediada em Campo Grande. Artistas em formação no próprio Basileu França também participam do Festival Internacional de Circo, que termina no domingo (27) com uma Varieté de Gala apresentada por estudantes da instituição.
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A sexta-feira (25) combina formação e apresentações desde o período da manhã. Das 9h às 12h, a companhia Ecole Cua ministra uma Oficina de Portagem, técnica de acrobacia coletiva baseada na sustentação, no equilíbrio e na relação física entre os participantes. A atividade integra a frente formativa do evento e será realizada na Lona da Escola de Circo.
À tarde, o Corpo Circense da Escola de Circo, formado por integrantes do Núcleo de Altas Habilidades do Basileu França, apresenta “Fio da Rede”. A montagem utiliza o duplo sentido da palavra rede para relacionar os fios que sustentam os artistas no ar às conexões digitais que atravessam o cotidiano. Acrobacias aéreas e de solo, malabares, acrodança e clown aparecem em uma dramaturgia que passa por algoritmos, bolhas digitais, excesso de estímulos e isolamento. A página da apresentação na Sympla indica término às 16h30.
A programação da noite fica com o Coletivo Corpo Avesso, grupo de Brasília que trabalha com criação, produção e ensino de técnicas como lira, trapézio e corda lisa. O espetáculo “Corpo Avesso” constrói sua narrativa a partir de movimentos corporais pouco associados aos padrões tradicionais de beleza e virtuosismo, utilizando a fisicalidade para atravessar diferentes estados emocionais.

O sábado (26) terá como principal atração internacional a Ecole Cua. Ligada à pesquisa de palhaçaria, a companhia chilena combina recursos de circo e teatro para construir situações baseadas na proximidade com o público e na relação entre os artistas.
Às 19h, o grupo apresenta “Muhak”, espetáculo em duo protagonizado por duas personagens de personalidades distintas. A montagem passa por acrobacias, comicidade e malabares enquanto cria situações de conflito e cooperação, trabalhando especialmente com a ideia de que os problemas enfrentados em cena precisam ser resolvidos coletivamente.
A participação da companhia não fica restrita ao palco. Além da apresentação, os artistas chilenos conduzem a oficina de portagem na abertura do Festival Internacional de Circo, aproximando a programação destinada ao público do trabalho técnico desenvolvido com quem atua ou busca formação na área.
Antes da apresentação chilena, o sábado terá Elder Kloster, de Curitiba, com “O Lendário Tchonsky ao Cubo”. A programação divulgada pela organização prevê a sessão às 14h. O artista utiliza três alter egos na montagem: um malabarista, um inventor e o chamado “viking gambiarra”, personagens que permitem alternar manipulação de objetos, humor e teatro de bonecos.
Kloster iniciou a carreira no stand-up comedy em 2009 e passou a trabalhar com circo e palhaçaria a partir de 2012. Entre as experiências reunidas em sua trajetória estão participações como representante brasileiro no World Circus Day, em 2021 e 2022, e o prêmio de melhor palhaço no concurso italiano Smile Clown, realizado em Nápoles.
A programação de domingo (27) começa, entre os espetáculos convidados, com a Cia. Apoema, às 16h, no Teatro Escola Basileu França. O grupo apresenta “Queda para cima”, trabalho dedicado às relações de apoio, desequilíbrio, peso e confiança entre os corpos.
Fundada pela artista Nathália Maluf em 2019, inicialmente em Londrina, a companhia transferiu sua atuação para Campo Grande em 2022. Sua pesquisa aproxima o circo contemporâneo do teatro por meio de acrobacias de solo, construções coletivas e aparelhos aéreos, entre eles tecido, lira, trapézio e cubo.
Na montagem apresentada em Goiânia, a queda deixa de aparecer apenas como falha ou acidente e passa a integrar o próprio jogo entre os artistas. Um corpo impulsiona, sustenta ou recebe o outro, fazendo da confiança um elemento da linguagem cênica. A apresentação está prevista para terminar às 17h.

O encerramento do Festival Internacional de Circo Basileu França será às 19h de domingo, com a Varieté de Gala. A apresentação reúne estudantes da Formação Inicial Continuada em números construídos a partir de diferentes técnicas desenvolvidas durante o processo de formação na Escola de Circo.
O formato de varieté tem relação histórica com o próprio espetáculo circense, ao reunir números independentes ou de curta duração dentro de uma mesma sessão. No Basileu França, a escolha também abre espaço para que alunos apresentem ao público habilidades trabalhadas durante os cursos e dividam o palco de uma programação que, nesta edição, recebe artistas de diferentes estados e de outro país.
A programação formativa continua no sábado e no domingo com a Oficina de Segurança no Circo, conduzida por Rogério Fernandes Borges. A atividade será dividida em dois encontros durante as manhãs dos dias 26 e 27 e aborda um aspecto essencial para práticas que envolvem altura, sustentação corporal, aparelhos aéreos e movimentos acrobáticos.
As oficinas são abertas ao público e ocorrem na Lona da Escola de Circo. O espaço fica na Faculdade de Engenharia da UFG, também na Avenida Universitária, onde são realizadas atividades ligadas à formação circense do Basileu França. As condições específicas de participação devem ser conferidas nos canais da instituição.
A primeira edição do Festival Internacional de Circo Basileu França foi realizada em abril de 2022. Naquele momento, o encontro reuniu espetáculos, oficinas e aulas com o objetivo de aproximar jovens em formação de artistas profissionais e ampliar o contato do público com a produção circense realizada em Goiás.
A programação inaugural já mostrava a diversidade que continuaria presente nas edições seguintes. O público encontrou números do Corpo Circense do Basileu França, atividades sobre técnicas aéreas, oficinas, palhaçaria e espetáculos de companhias convidadas. Um dos participantes daquele primeiro encontro foi Helder Vilela, artista que já integrou o Cirque du Soleil.
Em 2023, a segunda edição ampliou a presença internacional e recebeu artistas de Colômbia, Venezuela, Chile e Argentina, além de grupos brasileiros. Também manteve oficinas profissionalizantes e encontros entre estudantes e profissionais da área.

A Escola de Circo é uma das áreas de formação da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França. A instituição está vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação e, desde 2021, é gerida pela Universidade Federal de Goiás por meio do Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia.
Ao longo do ano, os alunos participam de montagens que trabalham equilibrismo, malabarismo, acrobacia, clown e técnicas aéreas. Em maio de 2026, por exemplo, a escola levou ao Teatro Basileu França os espetáculos “Varieté – Corpus Cirkuz” e “Pulso da Carne: o corpo lembra, a carne fala”, também com ingressos populares.
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5º Festival Internacional de Circo Basileu França
Quando: 25 a 27 de setembro de 2026
Onde: Teatro Escola Basileu França e Lona da Escola de Circo; Avenida Universitária, nº 1.750, Setor Universitário, Goiânia
Ingressos: R$ 10; Confira os eventos do Basileu França na Sympla
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Jornalista e mestranda em Comunicação pela Universidade Federal de Goiás (UFG), fascinada pelas narrativas do cinema, das séries, dos games e da literatura.
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